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domingo, 26 de agosto de 2012

Congresso vai orientar micro e pequenas empresas


Evento será nesta terça (28) em Boa Viagem

Com o grande objetivo de esclarecer e tirar todas as dúvidas do setor em relação ao novo plano de compras governamentais anunciado recentemente, Pernambuco recebe a 13ª edição do Congresso Estadual de Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco. Será na próxima terça, dia 28, a partir das 8h, no Hotel Jangadeiro, na Avenida Boa Viagem.


As inscrições vão até as 18h de amanhã no site da Federação das Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte de Pernambuco (Femicro-PE), www.femicro-pe.org.br. Custam R$ 30. Quem perder ainda pode garantir a vaga no dia do congresso, das 8h às 9h, antes do início das atividades.

Com o tema “Empreendedorismo é o caminho”, o dia será inteiramente dedicado a palestras, divididas em quatro painéis distintos. O primeiro, das 10h às 12h, será governamental. Os microempreendedores poderão conferir palestras sobre projetos de incentivos, estímulo à exportação e políticas de compras governamentais.

A partir das 14h, o primeiro painel da tarde terá a analista do Sebrae Tereza Nelma levando dicas para os empreendedores individuais que acabaram de se formalizar.

Em seguida, uma palestra sobre franquias, com o presidente da BTC Group, Gutenberg Fernandes.
No painel Legislação, os empresários poderão aprender sobre leis trabalhistas e a relação entre empregado e empregador. Por fim, haverá um horário motivacional, com Alessandro Menezes, diretor administrativo/financeiro da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina.

As microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais contarão também com um balcão de atendimento, com orientação ao crédito, feito pela Agência de Fomento de Pernambuco (Agefepe) e por representantes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

A Femicro conta com apoio da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro) e do Sebrae.

GOVERNO - No início do mês, o governo do Estado atendeu a um pleito antigo das micro e pequenas Empresas (MPEs): assinou um decreto que cria uma nova política de compras governamentais.

Até então, o modelo existente restringia a participação do setor a contratos de até R$ 80 mil. Agora, será possível também praticar a subcontratação de empresas de menor porte e participar de cotas de reservas de lotes em licitações (até 25%). As novas regras passam a valer em novembro.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Salários crescem mais nas micro e pequenas empresas


Antes facilmente "trocadas" pelas grandes companhias, as micro e pequenas empresas já conseguem atrair e reter bons e promissores talentos. Segundo Yara Cunha, consultora organizacional, isso é resultado de aplicações de modernas práticas na gestão de recursos humanos.
"Muitas pequenas empresas já investem seriamente em benefícios, treinamento e políticas de RH bem definidas", afirma a consultora. "Claro que ainda há muito que melhorar, mas hoje o que define uma organização já não é apenas o seu tamanho."
Por outro lado, o fator remuneração, quase sempre decisivo nas escolhas profissionais, ainda apresenta grande diferença. As grandes companhias seguem remunerando melhor. Mas até mesmo isso está mudando.
Um estudo divulgado pelo Sebrae no início do ano mostrou que, entre os anos 2000 e 2010, o valor médio dos salários pagos pelas micro e pequenas cresceu em média 14,3%. Já a remuneração média das grandes empresas aumentou apenas 4,3%.
Ainda segundo o Sebrae, em 2011 as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 85% dos postos de trabalhos criados na economia. Em parte porque, diferentemente das grandes corporações, são menos suscetíveis às crises internacionais.
Mas, para o engenheiro e administrador de empresas Carlos Carnevali Jr., um outro fator também foi fundamental para a mudança: qualidade de vida.
"Nas grandes, processos burocráticos de pouca importância tornam a jornada de trabalho longa e exaustiva. Hoje posso escolher uma manhã da semana para passar com meus filhos. Isso é praticamente inconcebível em uma grande empresa."

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aumenta apoio de incubadoras e aceleradoras a pequenos negócios


O Brasil vive um aumento no número de empresas iniciantes com projetos inovadores e também de entidades que podem dar um empurrão a esses negócios.
As incubadoras, que surgiram na década de 1980, em geral dão suporte para empresas que demandam pesquisa científica mais intensa e que precisam de tempo até viabilizar os produtos.
Essas entidades convivem agora com um modelo mais recente de apoio, o das aceleradoras, que vêm ganhando força há cerca de um ano e têm como foco ajudar empreendimentos com potencial de crescimento rápido, como serviços de internet.
Existem hoje 384 incubadoras no país, a maioria ligada a universidades e prefeituras. Não há dados sobre o volume de aceleradoras, que podem pertencer a empresários ou investidores, mas o GVcepe, centro da Fundação Getulio Vargas especializado em estudo de “private equity” (compra de participação em empresas), estima que 12 surgiram desde 2011.
“As incubadoras têm um modelo de apoio que se estende por cerca de três anos, com foco em pesquisa e desenvolvimento. No caso da aceleradora, a empresa pode decolar em seis meses”, diz Francilene Garcia, presidente da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores).
IDEIA ACADÊMICA
A empresa do oceanógrafo Manlio Mano, 37, é caso clássico de negócio que pode se beneficiar de uma incubadora. A OilFinder, que desenvolve produtos que facilitam a exploração de petróleo usando imagens de satélite, surgiu da pesquisa de doutorado do empreendedor.
Desde 2010, Mano desenvolve esses sistemas na Incubadora de Empresas da Copee/UFRJ. Ali, recebe consultorias de gestão, finanças, marketing e design, além de espaço físico para trabalhar.
“Tudo isso é muito útil para pessoas como eu, que tenho perfil técnico e virei empresário”, diz.
A OilFinder pode ficar nesse espaço por até quatro anos, pagando um aluguel de R$ 700. A cobrança é comum em incubadoras, mas é considerada simbólica, já que habilita o empresário a usar laboratórios de alta tecnologia.
Depois de se graduar, a OilFinder vai repassar uma taxa de 1% de seu faturamento para a incubadora por um período igual ao que passou ali, um procedimento que também costuma ser praxe.
Ao contrário do que acontece nas aceleradoras, a incubadora não tem participação acionária na start-up.
Já o empreendedor Thiago Nascimento, 26, optou por uma aceleradora para alavancar a Bloompa, que produz ferramentas para integrar comércio virtual e redes sociais.
Por seis meses, ele passou por um processo intensivo de análise do negócio, com sessões de aconselhamento e apresentações para investidores organizadas pela aceleradora 21212, do Rio.

Nesse período, percebeu que as ideias iniciais não tinham potencial e modificou o modelo de negócios.
“Mudamos o serviço por causa das conversas que tivemos com os mentores e com outros empreendedores que estavam no processo”, diz.
Agora, Nascimento está negociando com investidores que conheceu por meio da aceleradora.
FOLHA.COM
Editoria de Arte/Folhapress

domingo, 12 de agosto de 2012

Microempresas: só 11% usam força da internet


Cenário, no entanto, vem mudando e empresários da Capital têm entrado mais nessa seara tecnológica Apenas 11% das micros e pequenas empresas da Capital já utilizam as ferramentas da internet para o alcance de novos clientes, afirmou o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Freitas Cordeiro. Dentre as opções de inserção no mundo virtual estão os sites, páginas nas redes sociais, blogs e vendas pela internet (e-commerce).
Ter um bom layout e priorizar atendimento ao cliente de qualidade, além de gerar conteúdo, como os blogs, são alguns dos fatores importantes para a disseminação da marca da empresa na internet FOTO: GEORGIA SANTIAGO
Entretanto, de acordo com Freitas, o interesse vem aumentando por parte dos empresários fortalezenses. “Isso vem crescendo. A verdade é que hoje as empresas estão procurando a internet porque não podem ficar de fora deste mercado. Nós já fomos bombardeados com muita informação da web e, quando o consumidor vai em busca de um produto, ele já consultou a internet”, justifica. Para atender à demanda, a CDL sediou ontem, por meio da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, a segunda edição do Ecom 2012, seminário nacional que viaja pelas cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 abordando assuntos que envolvem o comércio, negócios, meios de pagamento na web, redes e mídias sociais.
O evento tem como objetivo orientar os participantes e interessados em como aproveitar a internet a as tecnologias para fazer mais negócios e aumentar as vendas. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), o número de internautas subiu de 9,8 milhões para 79,9 milhões no Brasil em dez anos. Já nas redes sociais, 32% dos usuários seguem perfis de marcas e produtos. Sobre a inserção dos lojistas fortalezenses neste mercado, Freitas afirma que ela ainda está começando. “Por isso a gente vem agindo. Trazemos parceiros para facilitar a criação de sites e lojas virtuais a um custo que possa ser acessível”, afirma. Ele completa ainda que o interesse por parte dos lojistas foi tão grande que, há quatro dias do evento, após mais de 800 inscrições, a disponibilidade das vagas precisou ser encerrada.
Cuidados necessários
Para a analista de produtos sênior da UOL, Aline Martarelo, “a primeira coisa a ser feita antes de começar a atuar no ramo do comércio eletrônico é escolher um nicho para atuar”. Um bom layout, suporte ao cliente, atendimento sempre disponível, divulgação em links patrocinados e geração de conteúdo – como os blogs – são outros cuidados essenciais para a disseminação da marca da empresa na web. “Você também tem que ter uma boa hospedagem do site. Por trás disso tudo, o que é para ser bom pode se tornar ruim”, completa Aline. A empresa, que esteve presente no evento, atua incluindo lojas na plataforma eletrônica e, atualmente, possui mais de 11 mil clientes.
Adesão
Há 98 anos no mercado de cosméticos, perfumaria e lingerie em Fortaleza, a Parente é uma das empresas que decidiram se render às novas tendências tecnológicas. “Além de uma vitrine da empresa estar na internet fortalece a marca e atinge um público diferenciado que a gente não costuma ter. E não são só jovens, mas todo mundo que está nesse meio. A gente viu que os nossos clientes tinham essa necessidade de se aproximar da loja”, afirma a diretora de marketing, Milla Parente. Investindo atualmente em plataformas como site, blog e redes sociais, Milla adianta que a empresa já move esforços para vender pela internet.
Sebrae sedia palestras
No próximo dia 16 de agosto, a partir das 8h, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) realiza mais um Ciclo Mpe.Net-Ciclo de Seminários “Comércio Eletrônico para Micro e Pequenas Empresas”. O evento pretende auxiliar os pequenos negócios para o avanço do comércio eletrônico, evitando problemas ou o agravamento das dificuldades estruturais já existentes em seus negócios. As palestras serão no Centro de Negócios do Sebrae Ceará e devem tratar de temas que vão desde “Como vender pela internet de forma rápida, fácil e segura”, a assuntos como “Ter sua loja conectada aos Correios”, “Certificação digital” e “Sistemas de pagamentos online, pagando de forma segura”. Redes sociais 32% dos usuários de redes sociais no Brasil acompanham perfis de empresas em sites de relacionamento como Facebook e Twitter

sábado, 9 de junho de 2012

Pequenas e medias empresas ganham reforco



No intuito de orientar e informar as pequenas e médias empresas pernambucanas sobre como devem atuar no mercado globalizado, a Fiepe criou o Programa Gestão Executiva, de educação corporativa continuada. De acordo com dados do Sebrae, pelo menos 98% dos mais de 150 mil empreendimentos de Pernambuco são de pequenas e micro empresas, responsáveis pela geração de 70% dos empregos formais. O Programa tem início na próxima quinta-feira (14), das 9h às 18h, na sede da Federação. 

Segundo a coordenadora do Programa, Cynara Melo, apesar da movimentação no mercado de trabalho, as pequenas e médias empresas são carentes de capacitação, principalmente pela dificuldade de pagamento dos custos. “Em cumprimento à nossa missão de inserir as empresas pernambucanas no mercado global, desenhamos um programa arrojado para ampliar a visão estratégica delas e levá-las a um desempenho superior”, afirma Melo.

Dentre os temas abordados estão globalização e o macroambiente empresarial, gestão estratégica organizacional, finanças corporativas, gestão eficaz de pessoas, marketing, inovação e como fazer para exportar e importar. O programa é composto por seis workshops de oito horas cada. A dinâmica das aulas é formada por aulas expositivas com estudos de casos, discussões interativas e utilização de jogos de negócios. Os empresários interessados podem participar do programa de treinamento completo ou ainda apenas de um curso isolado.

As empresas associadas aos sindicatos filiados à Fiepe têm desconto na inscrição. Os que se inscreverem no programa completo ganham cursos do Gestão Executiva gratuito. As inscrições podem ser feitas no site WWW.fiepe.org.br. Informações pelo (81) 3412.8461 ou produtoseservicos@fiepe.org.br.

DIÁRIO DE PERNAMBUCO





quarta-feira, 28 de março de 2012

Compras públicas fortalecem pequenos negócios



BRASÍLIA – O acesso dos pequenos negócios ao mercado de bens e serviços públicos é fundamental para impulsionar o desenvolvimento local. Na manhã desta quarta-feira (28), o tema As Compras Públicas como Estratégia de Fortalecimento das Micro e Pequenas Empresas foi debatido por especialistas durante o I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, em Brasília (DF).


BRASÍLIA - Encontro dos Municípios debate acesso das micro e pequenas empresas ao mercado de bens e serviços...

Na avaliação do diretor da Escola de Administração Fazendária (Esaf), Alexandre Motta, a luta contra a corrupção e a ineficiência é o caminho para a melhoria da gestão e, consequentemente, para o fomento dos pequenos negócios. “A corrupção e o despreparo são empecilhos que precisam ser combatidos. Apenas assim conseguiremos dinamizar os recursos públicos e beneficiar não só as micro e pequenas empresas (MPE), como toda a sociedade”, afirma.
Guilherme Campos, deputado federal, lembrou que as MPE brasileiras respondem por 99% da participação na economia do país e defendeu a disseminação do debate. “Precisamos promover a inclusão dos pequenos negócios e os gestores municipais têm enorme participação nesse processo. A legislação específica para micro e pequenas empresas é a verdadeira reforma tributária do país”, disse.
Para o presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcisio, o tema é prioridade na agenda do país e precisa ser discutido em todas as esferas do poder público. Segundo ele, é necessário criar oportunidades para os pequenos empreendimentos, oferecer capacitação, inovação e tecnologia, e preparar os empreendedores para que eles possam participar efetivamente nos processos de compras públicas.
O encontro, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com o apoio do governo federal e do Sebrae, vai até a próxima sexta-feira (29).

Agência Sebrae

domingo, 25 de março de 2012

Microcrédito impulsiona 200 mil empresas por ano


Quando chega o momento de expandir o negócio ou até mesmo salvá-lo da falência, os microempreendedores encontram dificuldades para obter crédito. O baixo faturamento e a escassez de bens financeiros levam os bancos a negar as solicitações por falta de garantia.

Para 200 mil microempreendores brasileiros, a solução surgiu no formato "pinga-pinga" do microcrédito -aporte oferecido em pequenos valores por bancos ou por Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público).


Gabo Morales/Folhapress
Aline Rodrigues pegou empréstimo para comprar tecido
Aline Rodrigues pegou empréstimo para comprar tecido
COMÉRCIO
O levantamento mostra também que empresários dos setores de comércio e serviços são os que mais recorrem a esse aporte, representando 55% e 28% do total dos clientes,
respectivamente.



Eugênio Vieira/Folhapress
Francisca Evangelista vai lançar setor infantil em sua loja
Francisca Evangelista vai lançar setor infantil em sua loja




EXIGÊNCIAS
"O diferencial do microcrédito está na exigência de garantias acessíveis ao empresário, como bens comerciais e fiadores", exemplifica Carlos Alberto dos Santos, diretor-técnico do Sebrae.

Esse é o panorama traçado pela pesquisa "Perfil das Instituições de Microfinanças no Brasil", realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em parceria com a ABCRED (Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças).

O estudo foi feito em 2011 com 75 das 103 Oscips cadastradas no MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
O valor médio dos empréstimos é de R$ 2.800. O teto, porém, é de R$ 15 mil, segundo as normas do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, do MTE.

De acordo com Ana Maria Monteiro Filho, administradora do programa, a média é baixa porque o crédito "geralmente é oferecido em diferentes operações", conforme o pagamento é realizado em dia. Francisca Evangelista, 51, faz parte dessa maioria. Em 2009, ela usou o microcrédito para reformular a sua loja, a Vivi Modas Fashion. O resultado foi tão satisfatório que ela planeja nova injeção de capital para breve. "Em maio, vou pegar R$ 2.500 para criar uma seção de artigos infantis."

Aline Rodrigues, 21, sócia da loja de moda feminina Ruth Rodrigues, tinha uma barreira para fazer as coleções saírem do papel: falta de dinheiro para comprar tecido.

"Comecei em 2010 com R$ 50 no bolso e sem capital de giro", conta. Rodrigues tomou R$ 5.000 em crédito, divididos em três operações. Segundo ela, o faturamento anual do ponto saltou de R$ 18 mil para R$ 48 mil em três anos.

Outro tipo de garantia é a formação de grupos "em que todos os integrantes são responsáveis pela pontualidade no pagamento das dívidas".

Carolina Daffara/Editoria de Arte
DINHEIRO FÁCIL? Como, quando e por que optar pelo microcrédito

sábado, 20 de agosto de 2011

Vendas de micro e pequenas para o governo crescem 44,5%

BRASÍLIA - No primeiro semestre de 2011, os micro e pequenos negócios venderam mais de R$ 5,2 bilhões em bens e serviços para o governo federal, superando em R$ 1,6 bilhão os R$ 3,6 bilhões comprados no mesmo período em 2010, um aumento de 44,5%. Levantamento do governo, feito de janeiro a junho de 2011, abrange as compras da administração direta, autarquias e fundações. Ele também mostra aumento da participação deste setor nas compras por meio da modalidade de pregão eletrônico. Em 2005, foram comprados do segmento R$ 25,7 milhões. Em 2011, já são R$ 3,6 bilhões.

 “Foi o melhor primeiro semestre para as micro e pequenas empresas desde quando iniciamos as estatísticas, em 2002”, afirma o secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Delfino Natal de Souza. Conforme o balanço do governo, em 2002 a participação dos pequenos negócios nas compras federais foi de pouco mais de R$ 658,1 milhões. Delfino não tem dúvidas de que os resultados atuais resultam especialmente da aplicação dos benefícios garantidos pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06), em vigor desde dezembro de 2006. 

 “Já são mais de 3,2 mil municípios no Brasil que têm a lei regulamentada, o que representa grandes oportunidades de negócios para o segmento das micro e pequenas empresas e também para os empreendedores individuais”, destaca o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto. 

 O capítulo V da lei cria mecanismos que possibilitam uma maior participação dos micro e pequenos negócios nas compras governamentais. Entre eles, exclusividade nas compras de até R$ 80 mil. No primeiro semestre de 2011, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 60% das compras até esse valor, o que equivale a mais de R$ 1 bilhão. Em 2006, foram R$ 515,7 milhões, conforme levantamento do governo. 

 A lei também estabelece preferência em caso de empate com outra de maior porte – nesse caso, quando o valor da menor é até 5% acima do da maior, é chamado de empate ficto e a pequena tem direito a dar novo lance. O balanço relativo ao primeiro semestre do período de 2008 a 2011 mostra que, quando usufruíram do empate ficto, os pequenos negócios foram responsáveis por 99% das compras relativas a esse mecanismo em 2008, por 98% em 2009, por 99,6% em 2010, e, em 2011, chegou a 99%. 

 A expectativa do secretário Delfino é de que os resultados do primeiro semestre de 2011 sejam semelhantes no segundo semestre do ano. “Normalmente esse período é mais intenso na aplicação do orçamento”, explicou o secretário. Ele exemplifica a importância do aumento da participação das micro e pequenas empresas nas compras do governo com balanço do pregão eletrônico. No primeiro semestre de 201, essa modalidade gerou uma economia para os cofres públicos de R$ 2,1 bilhões. Destes, R$ 1,1 bilhão deve-se à contribuição dos micro e pequenos negócios. 

Fonte: http://www.dci.com.br/Vendas-de-micro-e-pequenas-para-o-governo-crescem-44_5_-9-387348.html