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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

As diferenças entre o empreendedor e o gestor


O empreendedor é feito de comportamento e atitudes e o gestor é forjado na disciplina e técnica administrativa
O primeiro impulso após ter um sonho de empreender é acreditar, e muito além de acreditar é colocar a mão na massa. Trabalhar e trabalhar... Quem acredita que sendo empreendedor vai trabalhar menos, que como colaborador de uma empresa, está profundamente enganado. Se o que te move a empreender, é o pensamento de trabalhar menos, muito provavelmente terá uma grande decepção.


Recentemente assisti a um vídeo do grande Silvio Santos, um dos maiores comunicadores e empreendedores que conheço. No vídeo ele fala de forma bem informal para seus colaboradores, deixa bem claro, entre outras dicas, a que considero mais simples e mais profunda que é:

"Só não segue o objetivo, quem acredita que as coisas são fáceis. Todas as coisas são difíceis, todas as coisas tem que ser lutadas. Quando você consegue uma coisa fácil, desconfie, porque ela não é tão fácil quanto parece. Continue trabalhando, continue apostando na sua intuição, continue com os pés no chão. Não se importe com que sua esposa fala, com que seus filhos falam, com que seus amigos falem. Se importe com que você vive no dia-a-dia. Pelo menos foi assim que eu conseguir ir de camelô a banqueiro" 1

Silvio Santos

O ser empreendedor é um ser de comportamentos específicos, confunde-se comumente gerir um negócio com empreender, e nada tem em comum. O administrador é um profissional moldado em esforço no estudo de técnicas administrativas, comprovadas após utilizadas em organizações.

O empreendedor é motivado pelo comportamento e atitude, é alguém que gosta do imprevisto, do risco, da instabilidade de empreender. Certa vez ouvi um amigo dizer que empreender é solitário, e é mesmo, pois as decisões são solitárias. Empreender é absorver as dificuldades, a instabilidade de um ambiente e transformá-lo virtualmente em um ambiente seguro e confortável para quem não consegue lidar com essas variáveis.

Todo os administrador pode ser um empreendedor, mas o empreendedor nem sempre é um bom administrador. Muitos empreendedores quebram por não aceitarem que não são bons gestores e não terem humildade para reconhecer tal fato, procurando aperfeiçoamento ou ajuda de um profissional, de um administrador.

Uma pesquisa do Sebrae2 demostrou que das empresas que se tornaram inativas, 68% tiveram como motivo declarado a dificuldade com habilidades gerenciais.

Estas pesquisas comprovam que fazer um negócio acontecer, é uma coisa e mantê-los saudáveis, depende muito de capacidade gerencial. Neste ponto que reforço a importância do profissional de gestão, capacitado para tal.

O empreendedor pode até gostar de gerir, mas geralmente gosta mais de empreender e são coisas quase que antagônicas, em devidos momentos, atitudes empreendedoras, se olhadas pelo prisma da teoria administrativa, não passaria de total loucura. Posso falar isso, pois, estudei sete anos de administração de empresas e se me dissessem, ainda nos bancos acadêmicos, que tomaria decisões baseadas em intuição, eu consideraria essa pessoa um herege corporativo.

O empreendedor muitas vezes se vale de intuição e bom senso, para assumir o risco, fatores totalmente subjetivos o movem. O que é bom senso para mim, pode não ser para o outro. O empreendedor oferece soluções antes de serviços, vende pelo resultado e nunca pelas características de seu produto/ serviço. Ser empreendedor é uma cultura.

A maioria dos empreendedores cruzaram em seu caminho pelo fracasso, mas se temos 68% de empresas que quebram antes dos quatro primeiro anos, por que não somos comumente defrontados com história de fracasso?

Pesquisando no Google por Histórias de Sucesso ceguei a 7.690.000 resultados contra 1.290.000 de histórias de fracassos. Sabe por que isso acontece?

Espera aí! se somente 32% das empresas sobrevivem nos primeiro quatro anos, por que tão poucas histórias de fracasso? não deveria ser ao contrário?

Essa discrepância estatística se deve ao fato de que o empreendedor conta seus insucessos pela vitória, ou seja, o fracasso foi só uma etapa para conquista da vitória. O empreendedor é resistente ao fracasso e faz dele trampolim para a vitória.

O empreendedor é focado no reconhecimento, até aceita o dinheiro como medalha, mas seu prazer é pela competição. O empreendedor é meio como um atleta, é tolerante a falhas, mas é obcecado pela vitória.

Quando a rotina começa é hora de um empreendimento novo. Esse é o ser empreendedor.

1Vídeo disponível no meu site pessoal no link: http://ricardoverissimo.com.br/2012/06/aprendendo-com-o-mestre-silvio-santos/

2 www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/.../NT00037936.pdf

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Concurso desafia jovens empreendedores a mostrarem seus projetos em 3 minutos


PODEM PARTICIPAR CANDIDATOS A MESTRADO E DOUTORADO, JOVENS PROFISSIONAIS, CIENTISTAS, PESQUISADORES E EMPREENDEDORES COM MENOS DE 35 ANOS

O Falling Walls Lab é um evento voltado à apresentação por jovens de inovações transformadoras para um júri de notáveis acadêmicos e executivos. Em um formato desafiador, os candidatos têm apenas 3 minutos para apresentar suas ideias.
O evento é promovido pela The Falling Walls Conference, encontro anual realizado em Berlim pela Falling Walls Foundation, organização sem fins lucrativos apoiada pelo Ministério da Educação e da Pesquisa da Alemanha e diversas outras instituições.
Podem participar  candidatos a mestrado e doutorado, jovens profissionais, cientistas, pesquisadores e empreendedores com menos de 35 anos e propostas de inovações transformadoras em qualquer área do conhecimento.

O evento será realizado no dia 1° de outubro de 2012, a partir das 18h, no Club Transatlântico, Rua José Guerra, 130, Chácara Santo Antônio, São Paulo, SP. As inscrições estão abertas até 16 de setembro. 

O vencedor estará classificado para o Final Lab, em Berlim, que será realizado no dia 8 de novembro de 2012. Também poderá participar, com as despesas pagas, da Falling Walls Conference – The Conference on Future Breakthroughs in Science and Society, que será realizada no dia 9 de novembro na capital da Alemanha.
A conferência, que tem apoio da Alexander von Humboldt Foundation terá como palestrantes 20 cientistas renomados que abordarão o tema "Quais serão os próximos muros a cair?". Monique Breteler, do German Centre for Degenerative Neurological Illnesses, e Hal Varian, economista chefe do Google serão dois dos palestrantes.
As outras etapas do Falling Walls Lab ocorrerão na Turquia (10 de setembro), Romênia (11 de setembro) e África do Sul (21 de setembro).
Mais informações e inscrições: www.falling-walls.com/lab/apply. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Supersimples completa cinco anos e atinge 6,5 milhoes de empresas


A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (30) que o sistema simplificado de tributação conhecido como Supersimples, ao completar cinco anos, atingiu a marca de 6,5 milhões de adesões de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais.
No programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que a adesão ao Supersimples permite acesso a um regime tributário diferenciado, simplificado e com impostos reduzidos. Segundo Dilma, apenas as micro e pequenas empresas que aderiram ao sistema são responsáveis por um em cada quatro empregos com carteira assinada no Brasil.
“Como o próprio nome já diz, o Supersimples simplifica a burocracia e diminui a carga de impostos, reduzindo custos e facilitando a formalização. Isso é importante porque essas empresas são grandes geradoras de oportunidades de trabalho, renda e riqueza em todo o país”, destacou.
De acordo com a presidenta, o número de microempreendedores individuais também vem crescendo e passou de 1 milhão no ano passado para 2,2 milhões em 2012. Dilma ressaltou que profissionais como cabeleireiros, doceiros e mecânicos podem se cadastrar por meio do site www.portaldoempreendedor.gov.br. Em seguida, o trabalhador emite um carnê para pagar a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que representa 5% do salário.
“É preciso pagar essa contribuição todos os meses para que eles tenham os seus direitos assegurados – direitos como a licença maternidade, a aposentadoria por idade e o auxílio doença. E, é claro, o direito de emitir nota fiscal, de ter acesso ao crédito mais barato e de ter seu negócio totalmente legalizado”, destacou Dilma.

sábado, 30 de junho de 2012

Sebrae promove Semana do Empreendedor Individual

Quarta edição de evento será realizada de segunda-feira (02) a sábado (07), em todas as capitais e em mais de 200 municípios

Nesta segunda-feira (02), começa em todo o país a 4ª Semana do Empreendedor Individual (EI). Promovida pelo Sebrae, a mobilização nacional vai capacitar os profissionais já formalizados e incentivar os trabalhadores por conta própria a sair da informalidade. O objetivo do evento, que vai até sábado (07), é contribuir para o desenvolvimento e a sustentabilidade desses negócios.

"Já são mais de 2,5 milhões de Empreendedores Individuais formalizados no Brasil, em apenas três anos. Mas a formalização é apenas o primeiro passo, o foco do Sebrae é capacitar a gestão desses negócios para que eles possam se desenvolver", afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Durante a mobilização, o Sebrae atenderá aos empreendedores em tendas instaladas em locais públicos de grande circulação em todas as capitais e em algumas cidades do interior. Nas tendas, os empreendedores receberão orientações sobre como se formalizar e poderão participar de cursos e palestras.

Haverá espaço também para atender ao EI formalizado, com orientações relacionadas à gestão dos negócios e oportunidades de crédito. A capacitação desse público, por meio das Oficinas Sebrae Empreendedor Individual (SEI), conjunto de soluções em gestão e fortalecimento dos negócios voltado para a categoria, estão previstas a partir deste período.

De acordo com a gerente de Atendimento Individual do Sebrae, Jaqueline Almeida, ao todo serão 277 pontos de atendimento e cerca de 300 oficinas do programa SEI. "O EI é uma figura jurídica muito importante para o país. O fato de estar no mercado de forma legal aumenta as chances de crescer e prosperar. O pequeno negócio de hoje pode se tornar uma grande empresa amanhã", disse.

Na programação do evento estão previstos ainda o atendimento e a orientação com foco diferenciado para os EI que são também beneficiários do programa do governo federal Bolsa Família. São informações sobre as melhores práticas para evitar a inadimplência, como pagamento de taxas e preenchimento de declaração anual, divulgação de oportunidades de crédito, e divulgação do programa Negócio a Negócio. A meta é formalizar 67,9 mil novos EI e atender a 59,4 mil empreendedores registrados.

Após a Semana do EI, o Sebrae lança em Brasília a modalidade virtual do SEI. O projeto será lançado nas modalidades: cartilha impressa e em formato áudio-livro, capacitação via mensagens de celular (SMS) e pela internet. O objetivo é ampliar o uso do SEI pelos clientes que não têm condição de participar presencialmente ou que preferem a flexibilidade de horário do estudo a distância.

Outras edições

Na primeira edição do evento, realizada apenas nas capitais brasileiras, em outubro de 2010, foram registradas 46,5 mil formalizações. A segunda edição aconteceu em novembro do mesmo ano nas cidades do interior e formalizou 28,8 mil empreendedores. Na terceira semana, realizada de 27 de junho a 2 de julho de 2011, foram formalizados 47,4 novos empreendedores individuais. 

domingo, 25 de março de 2012

Microcrédito impulsiona 200 mil empresas por ano


Quando chega o momento de expandir o negócio ou até mesmo salvá-lo da falência, os microempreendedores encontram dificuldades para obter crédito. O baixo faturamento e a escassez de bens financeiros levam os bancos a negar as solicitações por falta de garantia.

Para 200 mil microempreendores brasileiros, a solução surgiu no formato "pinga-pinga" do microcrédito -aporte oferecido em pequenos valores por bancos ou por Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público).


Gabo Morales/Folhapress
Aline Rodrigues pegou empréstimo para comprar tecido
Aline Rodrigues pegou empréstimo para comprar tecido
COMÉRCIO
O levantamento mostra também que empresários dos setores de comércio e serviços são os que mais recorrem a esse aporte, representando 55% e 28% do total dos clientes,
respectivamente.



Eugênio Vieira/Folhapress
Francisca Evangelista vai lançar setor infantil em sua loja
Francisca Evangelista vai lançar setor infantil em sua loja




EXIGÊNCIAS
"O diferencial do microcrédito está na exigência de garantias acessíveis ao empresário, como bens comerciais e fiadores", exemplifica Carlos Alberto dos Santos, diretor-técnico do Sebrae.

Esse é o panorama traçado pela pesquisa "Perfil das Instituições de Microfinanças no Brasil", realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em parceria com a ABCRED (Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças).

O estudo foi feito em 2011 com 75 das 103 Oscips cadastradas no MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
O valor médio dos empréstimos é de R$ 2.800. O teto, porém, é de R$ 15 mil, segundo as normas do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, do MTE.

De acordo com Ana Maria Monteiro Filho, administradora do programa, a média é baixa porque o crédito "geralmente é oferecido em diferentes operações", conforme o pagamento é realizado em dia. Francisca Evangelista, 51, faz parte dessa maioria. Em 2009, ela usou o microcrédito para reformular a sua loja, a Vivi Modas Fashion. O resultado foi tão satisfatório que ela planeja nova injeção de capital para breve. "Em maio, vou pegar R$ 2.500 para criar uma seção de artigos infantis."

Aline Rodrigues, 21, sócia da loja de moda feminina Ruth Rodrigues, tinha uma barreira para fazer as coleções saírem do papel: falta de dinheiro para comprar tecido.

"Comecei em 2010 com R$ 50 no bolso e sem capital de giro", conta. Rodrigues tomou R$ 5.000 em crédito, divididos em três operações. Segundo ela, o faturamento anual do ponto saltou de R$ 18 mil para R$ 48 mil em três anos.

Outro tipo de garantia é a formação de grupos "em que todos os integrantes são responsáveis pela pontualidade no pagamento das dívidas".

Carolina Daffara/Editoria de Arte
DINHEIRO FÁCIL? Como, quando e por que optar pelo microcrédito

terça-feira, 13 de março de 2012

Como passar em dez concursos antes dos 30?


Estudante de 26 anos aprovado em dez processos seletivos diz como a vida de concurseiro interfere em sua rotina, como se prepara e se vale mesmo a pena se dedicar tanto por uma vaga no serviço público

O bom salário e a estabilidade do serviço público têm despertado o desejo de uma multidão de brasileiros. Com isso, gerou-se no país uma espécie de mega-caça ao tesouro em que o caminho pode significar, muitas vezes, abdicar de quase tudo na vida para se dedicar a um único objetivo: a aprovação.
O paranaense Guilherme Vieira, de 26 anos, sabe muito bem o que é a vida de um concurseiro. Desde 2007, ele já foi aprovado em dez processos seletivos, sendo três deles em primeiro lugar, outros três em segundo, dois em quarto, um em nono e outro em décimo. E se você acha pouco, ele diz que dará uma parada de cinco anos para se dedicar ao curso de Direito para o qual foi aprovado mas, logo em seguida, pretende retomar os estudos para tentar um cargo melhor na área.
Guilherme, apesar da pouca idade, já é formado em Contabilidade, cursou duas pós-graduações e é Analista de Controle Externo do TCE/PR (para o qual foi aprovado no último concurso que prestou, em 2011). E ele garante que, tenha precisado se dedicar bastante, anular a vida para se dedicar às provas apenas dificulta os estudos. "A pressão interna e também externa se torna muito grande quando somente se estuda para concursos", destaca.
Em entrevista ao Administradores.com, Guilherme conta como a dedicação à vida de concurseiro tem interferido em sua vida profissional, diz por que optou por seguir esse caminho e, claro, revela alguns dos segredos que o ajudaram a conseguir a aprovação em tantos processos seletivos.
Hoje, passar em um concurso público é o sonho de muitos brasileiros, seja pela estabilidade, pelo alto salário ou mesmo por vocação para o posto ao qual se pleiteia. Em seu caso, qual foi a motivação?
No primeiro momento, minha única motivação era a estabilidade financeira que o cargo poderia me proporcionar. Assim, tentava todos os concursos possíveis, até mesmo fora de Curitiba. A partir das primeiras aprovações, percebi que poderia escolher o cargo que eu gostaria de exercer, fosse pela atividade, pelo salário, pela carga horária, plano de carreira, local de trabalho, status etc. E acredito que a escolha do cargo é o mais importante, sempre procurando considerar todos os aspectos para lhe proporcionar a qualidade de vida almejada. A partir de então, escolhi um cargo considerando todos esses quesitos, e a minha maior motivação era imaginar que aquele era o cargo ideal para mim de acordo com o que eu imaginava para a minha vida profissional.
Com os altos índices de concorrência dos processos seletivos, muita gente deixa tudo de lado para se dedicar aos estudos. Você acha isso necessário?
Com relação à vida profissional, acredito que uma pessoa que tenha um emprego razoável e, ao menos que esse emprego exija muito tempo de dedicação diária sem intervalos para estudar, não deve parar de trabalhar somente para estudar. A pressão interna e também externa se torna muito grande quando somente se estuda para concursos, e com certeza essa pressão vai atrapalhar nos estudos. O ideal é ir se preparando, e quando sair um edital interessante utilizar o período de férias para se dedicar exclusivamente. Mas quem está iniciando os estudos para concursos, está desempregado, independente da idade e da formação, se tiver condições financeiras de ficar um tempo (três a seis meses) sem trabalhar, acho que vale a pena fazer um cursinho específico para concursos e o restante do tempo usar para estudar. Após esses seis meses, assim como no caso daqueles que saem do emprego para estudar, a pressão fica muito grande e o estudo será prejudicado. Com relação à vida pessoal, acredito que o estudante precisa de um planejamento e disciplina, trocando "algumas" horas de lazer por estudo, nunca precisando deixar de tudo somente para estudar. Quando sentir que está preparado e surgir um edital interessante, aí sim vale a pena largar de tudo (por um período de 30 a 60 dias) e se dedicar exclusivamente aos estudos. Eu nunca parei de trabalhar, sair com amigos, namorar, viajar, passar momentos com minha família para me dedicar exclusivamente aos estudos. O que eu fazia, no trabalho, era aproveitar o máximo possível os momentos de intervalo e folgas (almoço, ida e volta ao trabalho, filas) para estudar, e, logicamente, parte das noites e dos finais de semana abdicar dos momentos de lazer para estudar.
Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/entrevistas/carreira-recursos-humanos/como-passar-em-dez-concursos-antes-dos-30/71/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MPEs: Sebrae se une ao MDIC para incentivar exportações

A partir de abril deste ano, as MPEs (micro e pequenas empresas) brasileiras serão incentivadas a exportarem mais. A previsão é do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), que, ao lado de outras 12 instituições nacionais, desenvolveram um Plano Nacional da Cultura Exportadora, que deverá fomentar o setor de exportação pelos próximos anos.

A nova medida, prevista para vigorar até meados de 2015, deverá disseminar produtos e serviços das entidades participantes para a área de comércio exterior, beneficiando, assim, as micro empresas nacionais.

“A força do mercado interno faz com que os pequenos empresários estejam muito voltados para o consumidor brasileiro, mas, com capacitação, pretendemos que eles percebam que também há grandes oportunidades de negócios no exterior”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

Exportação em números

Segundo o próprio MDIC, o volume exportado pelas MPEs cresceu 49% entre 2009 e 2010, contra 32% da média geral das exportações brasileiras no período. Em 2010, foram comercializados US$ 1,9 bilhão pelo segmento.

Contudo, apesar de notórios, tais dados não têm sido tão relevantes, já que, segundo a Agência Sebrae, apesar de crescerem mais em termos de volume, as vendas das MPEs para o exterior respondem por apenas 1% do total comercializado pelo País.

“As MPEs fazem parte do tecido produtivo e econômico de cada estado e são, em decorrência, responsáveis por grande parte da geração de emprego e renda no mercado interno”, diz a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Lacerda Prazeres.

Na opinião da secretária, as MPEs serão beneficiárias diretas das ações escolhidas estrategicamente em cada unidade da Federação.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/atividade-economica/noticia/2349657-mpes+sebrae+une+mdic+para+incentivar+exportacoes

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Loja virtual deve ter planejamento e estratégia, explicam especialistas


Empresas que desejam conquistar clientes na internet precisam estar atentas à imagem do empreendimento

Ao criarem um site de comércio eletrônico, diversas empresas de pequeno porte acabam dissociando a imagem do empreendimento na vida real da imagem na internet. É o que explica o consultor de Marketing do Sebrae em São Paulo, Marcelo Sinelli. "Muitas vezes a loja real é organizada, bonita e com ótimo atendimento. Já a virtual é um monte de fotos de produtos com preços, sem nenhum espaço para comentários ou informações sobre a empresa. A clientela continuará indo na loja real, mas a virtual não atrairá novos fregueses. É o que chamamos de dissonância cognitiva".
Por isso, ter planejamento e estratégia para conquistar o cliente na internet é fundamental. "Não são só os pequenos negócios que têm imagens desconectadas. Encontramos grandes empresas que acreditam na internet apenas como uma vasta prateleira de produtos. Sem informações complementares ou associativas ao negócio", ressalta Sinelli.
Mesmo quem não tem uma loja de comércio eletrônico, precisa fazer parte do mundo virtual para aproveitar as oportunidades ou para evitar possíveis aborrecimentos. "Há casos de pessoas que falam mal da empresa na internet e o proprietário nem fica sabendo. Um exemplo é um cliente que não gostou do arroz de um determinado estabelecimento e colocou no Foursquare – serviço de geolocalização que permite ao usuário dizer onde está através de um aplicativo no celular - a informação negativa. O comentário foi lido por dezenas de pessoas que, com certeza, irão pensar duas vezes antes de ir ao restaurante", afirma o consultor do Sebrae. Sinelli recomenda que, nesse caso, o empresário reaja positivamente, convidando a pessoa insatisfeita a voltar ao restaurante por conta da casa, por exemplo.
Quem sabe aproveitar as ferramentas digitais colhe bons resultados. É o caso da empresária Rosana Gonçalves, diretora da Siquiplás, de São Paulo, que transformou o Youtube em uma ferramenta de marketing. Os 14 vídeos sobre o passo a passo para criar diversos produtos, cujas matérias-primas são fornecidas pela empresa, já tiveram quase 200 mil acessos na página virtual. "Se eu tivesse tempo, colocaria toda semana um vídeo novo", diz a empresária.
A ferramenta digital abriu novos mercados para a Siquiplás. "Temos clientes em estados do Norte e Nordeste. Se não fossem os vídeos, não teríamos condições de demonstrar como nossos produtos funcionam", diz. A Siquiplás está há 25 anos no mercado e distribui artigos químicos para lojas e atacadistas de artesanato. A empresa também atende escolas de samba e parques temáticos, além de produzir cenários para redes de televisão. "Produzimos resinas, fibra, poliuretano, tintas, pigmentos, entre outros itens".
Segundo Rosana, o investimento nos vídeos é baixo e o retorno tem sido satisfatório. "Antes, fazíamos muita propaganda em revistas especializadas para atrair novos clientes. Paramos com isso e passamos a investir na qualidade dos vídeos e na participação em feiras especializadas. Tivemos um cliente do exterior que veio a uma feira nos procurar, depois de ter visto o nosso vídeo no Youtube", diz.
Marketing digital
Para Leandro Kenski, diretor executivo da Media Factory, agência especializada em marketing digital, a internet também foi um aposta certeira. Com espírito empreendedor, abriu uma empresa de distribuição de balas na década de 90, mas não prosperou. Depois, montou outro negócio e começou a trabalhar com promoção de e-mail marketing. No início dos anos 2000, conheceu investidores que acreditaram na plataforma de marketing digital.
Hoje, a empresa oferece produtos relacionados a sites, links patrocinados, consultorias em métricas, SMS marketing, presença digital, entre outros. A Media Factory tem registrado crescimento de mais de 100% ao ano. "A experiência adquirida em empreendimentos anteriores e cursos realizados no Sebrae me ajudaram a ter uma visão mais ampla da gestão do negócio". Atualmente, a empresa possui 85 funcionários.
Kenski recomenda o Sebrae para quem quer abrir um negócio. Segundo ele, as consultorias e os cursos da instituição colocam o empresário em contato com a realidade do mercado. "Você está ouvindo alguém que vive o dia a dia do mercado e que não é apenas acadêmico". 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Hino de Pernambuco - Maracatu Nação Pernambuco



Após o descobrimento do Brasil, o rei D. João III fez o possível para controlar as terras de sua nova colônia, chegando a decretar o sistema de Capitanias Hereditárias. Em 1534, para doar lotes de terras para a nobreza lusitana. Quem controlava os territórios, ficava responsável por fundar povoados, arrecadar impostos e manter o lugar sob pleno domínio de Portugal.


A Capitania de Nova Lusitânia foi doada para o capitão donatárioDuarte Coelho, que nomeou seu território de Pernambuco e fundou as cidades de Igarassu, Olinda e Recife. Em linguagem tupi, Pernambuco significa rebentar, estourar, em alusão à junção dos rios Beberibe e Capibaribe, que banham as principais cidades do estado.

Duarte de Coelho começou a investir na plantação de cana-de-açúcar por meio do trabalho escravo e respondeu por mais da metade das exportações de todo o país, atraindo outras nações europeias para a região.

Por volta de 1630, os holandeses acabaram invadindo  Pernambuco e acabaram com a hegemonia econômica de Olinda , fazendo deRecife a nova capital pernambucana por suas vantagens estruturais, como a proteção por grandes fortificações e por suas inúmeras peças de artilharia.
Os holandeses permaneceram no estado nordestino até 1654, após o início da Insurreição Pernambucana. Os descendentes africanos, lusitanos e índios não aceitaram as imposições do conde holandês Maurício de Nassau, que queria remodelar o estado, e decidiram criar um movimento de resistência que tinha como objetivo a expulsão destes imigrantes.

No século XVIII, teve início a Guerra dos Mascates, conflito entre comerciantes recifenses e mascates de Olinda que queriam reivindicar a antiga hegemonia da histórica cidade pernambucana. Bernardo Vieira de Melo, que se destacou durante a guerra, queria instaurar o sistema republicano. Porém, em 1711, o novo governador Félix José Machado impediu que seus ideais se alastrassem e decretou que Recife continuaria sendo a capital efetiva de Pernambuco.

O estado teve importante papel em movimentos separatistas. Em 1817, os combatentes da Revolução Pernambucana chegaram a criar um governo provisório com base nos ideais republicanos, mas foram derrotados pelos militares que lutavam a favor dos lusitanos. Menos de uma década depois, a Confederação do Equador teve a adesão de vários estados nordestinos (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e o próprio Pernambuco) com o objetivo de derrubar a monarquia portuguesa. Frei Caneca, que se tornou o principal ativista da insurreição, foi capturado e fuzilado após a derrota dos revoltosos.

Com a Proclamação da República em 1889, Pernambuco voltou a se tornar um importante produtor de cana-de-açúcar e recebeu investimentos de infraestrutura para alavancar o desenvolvimento industrial. Entretanto, com o tempo Recife acabou tendo um crescimento desordenado, chegando a se tornar uma das piores cidades para se viver nas décadas de 1980 e 1990.

O Resto vocês já sabem!

Pernambuco - O estado que mais cresce no Brasil

O ano acabou de começar e o desenvolvimento não pode parar

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Como abrir seu próprio negócio?


Buscas por informações sobre como abrir uma empresa aumentam no começo do ano no Sebrae; especialista recomenda ter cautela
Um planejamento detalhado evita que a empresa naufrague antes do primeiro ano, diz especialista / Yanqiu/Shutterstock Um planejamento detalhado evita que a empresa naufrague antes do primeiro ano, diz especialistaYanqiu/Shutterstock

Entretanto, não basta ter vontade, é preciso ter cautela antes de abrir uma empresa. “Às vezes dá uma vontade enorme de largar tudo e começar a trabalhar por conta própria, mas toda a liberdade que você julga que vai ter, será trocada por horas mais intensas de trabalho, mais responsabilidade financeira, fracassos e decepções que podem acontecer se o negócio não for bem planejado”, comenta Messias.Ainda de acordo com o consultor, o planejamento é o item mais importante para um negócio bem sucedido. Primeiramente, Messias aconselha que o futuro empreendedor pense se está preparado para a nova empreitada e recomenda também um bom estudo para tocar o negócio de forma profissional e responsável.

Capital

“É preciso avaliar ainda seu perfil empreendedor: se está apto a correr riscos, se tem uma boa rede de contatos, se é organizado, se sabe planejar. É preciso fazer o plano de negócios sair da cabeça e encontrar as mãos antes de partir para qualquer ideia”, afirma Messias.

Outro ponto importante é ter capital para começar o negócio. Contar apenas com empréstimo bancário, de acordo com o especialista, pode ser um risco, uma vez que os juros bancários são bastante altos.

“Às vezes o empreendedor não leva em conta que além do ponto, precisa reformar o imóvel que vai usar, não pensar só no estoque e na vitrine. Deve pensar em adaptações para deixar o local mais seguro. Outra coisa, deve-se pensar no dinheiro para pagar o funcionário no primeiro mês, o material adquirido... nesse período as vendas podem não ser tão favoráveis”, acrescenta Messias.

Naufrágio

Além disso, é importante planejar exatamente que tipo de atividade o futuro empresário pretende montar e avaliar a região onde o negócio será implantado. Outro ponto fundamental é saber como a empresa será aberta.

“Que tipo de empreendimento eu vou usar? É preciso conhecer a legislação e procurar um contador. Tem uma série de regras, cuidados, características do local, como medidas de segurança de acordo com o Corpo de Bombeiros e a Cetesb, por exemplo”, ensina.

Atualmente, 27% das novas empresas brasileiras naufragam antes do primeiro ano, afirma o consultor. Por isso, antes de iniciar a nova empreitada é importante também gostar do que se vai fazer.

Conhecer

“Pensar que vou abrir um negócio neste ramo porque todo mundo abre e dá certo, isso está dando dinheiro, pode não dar certo”, diz. “Procure olhar com um olhar de quem vende e distribui, conhecer o produto como empreendedor e não só como consumidor. Visite empresas do ramo, conheça, leia sobre o produto e o serviço”, acrescenta.

Além de tudo isso, guardar parte da verba para a propaganda da empresa é fundamental. Folders, anúncios em jornais de bairro, outdoor e carros de som, se a legislação da cidade permitir, são ferramentas que podem ajudar a alavancar o negócio, de acordo com o consultor.

Erros

E ainda, para evitar que a empresa naufrague, Messias cita alguns erros que são cometidos por empresários que não fazem o planejamento antes de ir montar o negócio.

- Acreditar que tudo vai dar certo logo de saída: em geral, uma empresa começa a lucrar a partir do sexto mês;

- Erro na contratação de mão de obra: ou a pessoa procura alguém como ela ou com capacidade ruim, às vezes essa pessoa não está preparada ou treinada para aquele negócio;

- Desconhecer parte da gestão: misturar dinheiro para retirada com dinheiro do capital de giro. Eles não devem ficar na mesma gaveta;

- Improvisar tudo;

- Acreditar que consegue tocar tudo sozinha;

- Despreparo para tratar a inadimplência e também em como fidelizar o cliente: oferecer desconto em preços ou condições de pagamento quando não tem verba para fazer isso.

“Os primeiros seis meses, em geral, compõem um período bastante difícil, de formar clientela e aprender sobre seu próprio negócio. Ao final do primeiro ano, a operação já está relativamente desenhada e a empresa tem mais chances de ter sucesso”, acrescenta o consultor.


sábado, 10 de dezembro de 2011

Pequenos negócios estão no interior

A concentração das micro e pequenas empresas é maior no interior. 
De um total de 6,1 milhões de micro e pequenas empresas, devidamente registradas em 2010, no Brasil, 30,7% estavam localizadas em capitais e 69,3%, nos demais municípios brasileiros. A mesma tendência também pode ser verificada no sul do País e no Paraná.
Na Região Sul, é onde há maior concentração de empresas no interior. De cada 100 micro e pequenas empresas, 81 estão fora das capitais. No Sudeste, a proporção foi de 68 micro e pequenos negócios no interior, para cada 100 empresas. No Nordeste, 65,3% estavam no interior, enquanto, no Norte e Centro-Oeste, o número caiu para 57,8% e 53,7%, respectivamente.

Dos 495 mil pequenos negócios verificados no Paraná, em 2010, 24,2% estavam localizados em Curitiba e 75,8%, nos municípios do interior.
Os dados sobre a distribuição de micro e pequenas empresas no Brasil, nas capitais e no interior, são do Anuário doTrabalho na Micro e Pequena Empresa, divulgado nesta segunda-feira, dia 5, pelo Sebrae em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

A concentração maior de pequenos negócios no interior também se reflete na geração de empregos no Paraná. Do total, 23,5% dos empregos gerados pelos pequenos negócios paranaenses ficaram na Capital e os outros 76,5%, no interior. No Brasil, a proporção foi de 34,6% na Capital e 65,4% no interior.
O levantamento mostra ainda que um em cada dois empreendimentos de pequeno porte está no sudeste do País. Os quatro estados da região são os que reúnem o maior volume de negócios. Juntos, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais possuem 3,1 milhões de empresas. 

Na Região Sul, são 1,4 milhão de negócios (23%). No Nordeste, são 917 mil micro e pequenos empreendimentos, o que equivale a 15% do total. No Centro-Oeste, são 451 mil empresas (7%) e no Norte, 215 mil (3,5%).   

São Paulo é a unidade da federação que possui o maior volume de micro e pequenos negócios do País: 1,8 milhão de empresas. Em seguida, aparecem Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com 688 mil e 601 mil, respectivamente. No outro extremo, Roraima aparece com o menor volume de negócios. Em todo o estado, há 8,6 mil micro e pequenas empresas, de acordo com o Anuário. 

O Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa 2010/2011 é uma publicação feita pelo Sebrae, em parceria com o Dieese, com base em diferentes fontes de informação. O objetivo é reunir um conjunto de dados sobre o perfil e dinâmica do segmento dos micro e pequenos empreendimentos.

A pesquisa utiliza informações da Rais, registro administrativo do Ministério do Trabalho e Emprego, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Dieese, da Fundação Seade e convênios regionais. 
(Com Agência Sebrae de Notícias Nacional)