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sábado, 20 de outubro de 2012

Abertas as inscrições para o 5º Fomenta Nacional

 
Encontro que incentiva governos a comprarem dos pequenos negócios será realizado em Belo Horizonte

Estão abertas as inscrições para o 5º Encontro de Oportunidades para as Micro e no endereço eletrônico www.fomentasebrae.com.br. Promovido pelo Sebrae, o evento visa a ampliar o acesso dos pequenos negócios às compras governamentais, um mercado estimado em R$ 4,2 bilhões - número que representa 10% do Produto Interno Bruno (PIB) do país, segundo dados do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

"A participação em licitações exige uma qualificação específica, que inclui manter a regularidade fiscal, entender corretamente o edital, fazer uma correta formulação de preços etc. E é muito importante também o planejamento, para que a pequena empresa não ofereça na licitação produtos, serviços ou preços que não será capaz de cumprir na execução dos contratos. O Sebrae auxilia os empresários a se preparar para ingressar nesse mercado de forma consciente e planejada", afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

O encontro é realizado em parceria com o Ministério do Planejamento e incentiva a aplicação do capítulo 5 da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06). Entre as medidas, a legislação estabelece exclusividade para o segmento nas compras de até R$ 80 mil; subcontratação pelas maiores empresas vencedoras de licitações públicas em até 30% do valor licitado; e cotas de até 25% nas compras de bens e serviços de natureza divisível, como material de escritório.

O Fomenta é uma das várias estratégias utilizadas pelo Sebrae para ampliar o acesso dos pequenos negócios às compras governamentais. A iniciativa também dissemina informações sobre os impactos positivos desse acesso na geração de emprego, distribuição de renda, aquecimento da economia e desenvolvimento local. Para isso, realiza ações como palestras, debates, rodadas de negócios e capacitações sobre processos licitatórios.

Nessa edição, as rodadas de negócio ocorrerão entre micro e pequenos negócios e grandes empresas fornecedoras do poder público, o que possibilitará o fechamento de negócios durante o evento. De acordo com a programação preliminar, no dia 19 haverá duas atividades prévias ao evento: um encontro de agentes de desenvolvimento e outro de equipes do Sebrae da área de políticas públicas. A partir do dia 20, será promovido seminário sobre políticas setoriais de compras governamentais, painéis de oportunidades de negócios com o poder público e rodadas de negócios entre empresas.

Estão previstos ainda um seminário internacional sobre compras governamentais e oficinas de capacitação a respeito de processos licitatórios. Haverá espaço para atendimento e cadastramento das empresas nos portais de compras dos governos federal e estadual, prefeitura de Belo Horizonte e de instituições financeiras. A abertura oficial está marcada para às 18h do dia 20 de novembro.
Resultados

O Sebrae também prepara um termo de referência para incentivar a inclusão de pequenos negócios nos programas estaduais de compras, como já acontece em Sergipe, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. "Programa de governo é compromisso do governante, por isso tem mais chance de ser implementado", explica a analista de Políticas Públicas do Sebrae, Denise Donati.

Balanço da instituição aponta que 624 municípios do país já priorizam efetivamente o setor. Números do MPOG também mostram que as compras do governo federal junto aos micro e pequenos negócios cresceram de R$ 2,1 bilhões, em 2006, para R$ 15,2 bilhões, em 2011. "Mobilizações como o Fomenta reforçam esses incentivos", resume Denise Donati.
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Doze empresas pernambucanas no ranking nacional das 250 que mais cresceram no país


Doze empresas pernambucanas conseguiram driblar o chamado “Custo Brasil” e se inseriram no seleto grupo das 250 pequenas e médias empresas (PMEs) que mais crescem no Brasil. Estudo realizado pela Deloitte em parceria com a revista Exame PME revela que elas conseguiram chegar ao topo aumentando o portfólio de produtos e serviços (62%), otimizando processos e renovando a estrutura de vendas (59%). Para reduzir custos, negociaram melhores condições de pagamento (65%), renegociaram e substituíram fornecedores (64%).

No ranking nacional, a Valox aparece em terceiro lugar, atrás apenas da Arcitech, do setor de telecomunicações, e da Reuter, do ramo da construção civil. Cresceu incríveis 8.704,5% no acumulado entre 2009 e 2011, uma média anual de 838,3%. “Nosso crescimento é reflexo do que ocorre em Pernambuco. Investimos em marketing e conseguimos conquistar o mercado fazendo não apenas mobiliário corporativo, mas móveis personalizados”, conta a diretora comercial Juliana Gusmão.

A Valox nasceu no Recife em 1991 fazendo móveis para informática. Tinha, na época, três funcionários. Nos últimos dez anos, passou a produzir uma extensa linha de móveis para lojas, escritório e cadeiras, além de oferecer soluções personalizadas. Com o crescimento de Suape, a empresa começou a fornecer para empresas como Camargo Corrêa e Engevix, estando presente em grandes obras como a Refinaria Abreu e Lima e a PetroquímicaSuape, da Petrobras. Hoje, são 150 empregos diretos em três lojas localizadas no Recife, em João Pessoa e em Natal. Até 2014, a empresa planeja abrir outras três unidades em Fortaleza, Maceió e Aracaju.

Além da Valox, fazem parte da lista as também pernambucanas Construtora Andrade Mendonça, Serttel, Estaf, Segsat, Betonpoxi, Carbo Gás, Pitang, SET Sistemas, Maia Melo Engenharia, Faculdade do Vale do Ipojuca e Tron. “A inclusão dessas 12 empresas de Pernambuco no ranking nacional significa que o estado retomou um lugar de destaque na economia do Nordeste”, analisa José Emílio Calado, sócio-diretor da Deloitte.

MICHELINE BATISTA / DIÁRIO DE PE

domingo, 9 de setembro de 2012

Suape atrai empresas de diferentes países e eleva PIB estadual


“Não é difícil avaliar que o que resulta nesse aumento é a infraestrutura do Porto e a localização estratégica, ou seja, distante apenas 40 quilômetros da Capital”, argumentou o deputado Adalto Santos

Da Redação

Jarbas Araújo
Crescimento – Adalto Santos apresentou dados
O Complexo Portuário de Suape e como ele interfere no desenvolvimento econômico de Pernambuco pontuaram o discurso do deputado Adalto Santos (PSB), no Plenário, na manhã de ontem. O parlamentar ressaltou que Suape tem atraído, cada vez mais, investimentos em decorrência do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de 4,5%, em 2011, em comparação com 2012. O índice ficou acima da média nacional, que foi de 2,7%. “Não é difícil avaliar que o que resulta nesse aumento é a infraestrutura do Porto e a localização estratégica, ou seja, distante apenas 40 quilômetros da Capital”, argumentou.
O socialista parabenizou o governador Eduardo Campos pelos investimentos voltados ao Complexo, onde funcionam mais de cem empresas e outras 50 estão em fase de instalação. “Investidores de outros países voltam os olhos para Pernambuco. Exemplo disso é uma fabricante portuguesa de turbina eólica que emprega cerca de 600 funcionários”, observou, acrescentando que quem se dirige a Suape vê o nítido desenvolvimento.

sábado, 8 de setembro de 2012

Supersimples para todos: o que falta é ampliar o alcance do sistema

O Supersimples é um regime diferenciado de tributação, menos burocrático e com impostos reduzidos, o que facilita a entrada e permanência no mercado formal

Em cinco anos de Supersimples, como é conhecido o sistema simplificado de tributação das micro e pequenas empresas (MPEs), mais de 6,5 milhões de pessoas jurídicas - incluindo 2,5 milhões de empreendedores individuais - aderiram a ele. Para se ter uma ideia da importância desse sistema para a economia brasileira, a presidente Dilma Rousseff anunciou recentemente que as micro e pequenas empresas que aderiram a esse regime são responsáveis por um em cada quatro empregos com carteira assinada no Brasil. Entre os profissionais inscritos, estão os mecânicos, doceiros, cabeleireiros, manicures, vendedores de roupas e cosméticos e fotógrafos, entre outros. Agora, o desafio é trabalhar e pressionar para que o Supersimples seja estendido a outras categorias de empreendedores.

O Supersimples é um regime diferenciado de tributação, menos burocrático e com impostos reduzidos, o que facilita a entrada e permanência no mercado formal. Nele, todos os oito tributos são pagos com uma só alíquota, mediante documento único de arrecadação para recolher mensalmente IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS, INSS, ICMS e ISS. Em 2007, primeiro ano de vigência do sistema, foram arrecadados R$ 8,3 bilhões, chegando aos atuais R$ 42,2 bilhões (referentes a 2011).

Essa facilitação é positiva porque essas pequenas empresas são grandes geradoras de renda, riqueza e oportunidades de trabalho. Assim, além de ter direito a emitir nota fiscal, acessar crédito mais barato e deixar seu negócio totalmente legalizado, esses profissionais ainda têm auxílio doença, aposentadoria por idade e licença maternidade.

Atualmente, podem recolher impostos pelo Supersimples os empreendedores individuais com renda de até R$ 60 mil por ano, as microempresas com receita bruta anual de até R$ 360 mil e as pequenas empresas que faturam até R$ 3,6 milhões. É também permitido contabilizar as receitas com os produtos exportados separadamente daquelas conseguidas no mercado interno. Desse modo, uma empresa de pequeno porte pode faturar até R$ 7,2 milhões por ano e permanecer enquadrada no regime, desde que tenha faturado pelo menos a metade com exportações.

Com tantas vantagens, o que falta é estendê-lo ao maior número possível de empresários, garantindo a isonomia entre os profissionais de serviço. Assim, todas as micro e pequenas empresas teriam acesso a um índice de cobrança único baseado no faturamento, independentemente do ramo de atuação do negócio. Felizmente, algo já está sendo feito para mudar essa situação.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional de Serviços, Luigi Nese, o segmento de serviços é o que mais emprega no país - com 39 milhões de trabalhadores em 1,1 milhão de empresas -, representando 67% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que ficou em R$ 2,3 trilhões em 2011. Já o presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis (Fenaci), Carlos Alberto Schmitt de Azevedo, afirmou em entrevistas que 35% dos 15 milhões de profissionais liberais brasileiros estão na informalidade. Segundo ele, 70% dos 250 mil corretores trabalham sem carteira assinada no Brasil.

Em parceria com integrantes do Sebrae e representantes do setor produtivo e do governo, a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas do Congresso Nacional tem discutido possíveis ampliações no alcance do Supersimples. Uma das intenções do projeto de Lei Complementar que deve ser apresentado na Câmara dos Deputados nos próximos meses é incluir novas atividades no rol dos que podem solicitar o benefício. Entre eles, figuram os que atuam nas áreas de representação comercial, administração ou locação de imóveis, jornalismo, publicidade, além de profissionais da saúde, como dentistas, psicólogos e fonoaudiólogos.

As propostas também devem recomendar mudanças em mais alguns pontos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas – além dos ligados diretamente ao regime especial de tributação –, prevendo aumentar para R$ 120 mil, em vez do limite atual de R$ 80 mil o teto das licitações exclusivas para a contratação de pequenos negócios.

Outro estudo da comissão envolve mecanismos para evitar a chamada substituição tributária entre as empresas enquadradas no programa - quando uma única empresa, na ponta, recolhe o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) por toda a cadeia envolvida -, modificando a forma de cobrar o imposto. Segundo o SEBRAE, a reclamação dos empresários é que este formato anula os ganhos conseguidos em redução de carga tributária pelo Supersimples. Porém, esse tipo de alteração depende também de negociações com o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

Outros dois itens do projeto de lei são dobrar o valor do teto de receita das MPE exportadoras, que atualmente é de R$ 3,6 milhões, e estender benefícios do Simples Nacional para a agricultura familiar.

Mesmo com algumas complexidades contábeis, dificuldades de adequação e a renúncia fiscal, os benefícios que virão serão imensos tanto para empresários quanto para o governo, que mais uma vez dá provas de que aposta no potencial empreendedor dos brasileiros. A pequena empresa já é reconhecida como base da economia brasileira, então nada mais justo do que investir cada vez mais no seu fortalecimento.

domingo, 26 de agosto de 2012

Congresso vai orientar micro e pequenas empresas


Evento será nesta terça (28) em Boa Viagem

Com o grande objetivo de esclarecer e tirar todas as dúvidas do setor em relação ao novo plano de compras governamentais anunciado recentemente, Pernambuco recebe a 13ª edição do Congresso Estadual de Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco. Será na próxima terça, dia 28, a partir das 8h, no Hotel Jangadeiro, na Avenida Boa Viagem.


As inscrições vão até as 18h de amanhã no site da Federação das Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte de Pernambuco (Femicro-PE), www.femicro-pe.org.br. Custam R$ 30. Quem perder ainda pode garantir a vaga no dia do congresso, das 8h às 9h, antes do início das atividades.

Com o tema “Empreendedorismo é o caminho”, o dia será inteiramente dedicado a palestras, divididas em quatro painéis distintos. O primeiro, das 10h às 12h, será governamental. Os microempreendedores poderão conferir palestras sobre projetos de incentivos, estímulo à exportação e políticas de compras governamentais.

A partir das 14h, o primeiro painel da tarde terá a analista do Sebrae Tereza Nelma levando dicas para os empreendedores individuais que acabaram de se formalizar.

Em seguida, uma palestra sobre franquias, com o presidente da BTC Group, Gutenberg Fernandes.
No painel Legislação, os empresários poderão aprender sobre leis trabalhistas e a relação entre empregado e empregador. Por fim, haverá um horário motivacional, com Alessandro Menezes, diretor administrativo/financeiro da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina.

As microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais contarão também com um balcão de atendimento, com orientação ao crédito, feito pela Agência de Fomento de Pernambuco (Agefepe) e por representantes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

A Femicro conta com apoio da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro) e do Sebrae.

GOVERNO - No início do mês, o governo do Estado atendeu a um pleito antigo das micro e pequenas Empresas (MPEs): assinou um decreto que cria uma nova política de compras governamentais.

Até então, o modelo existente restringia a participação do setor a contratos de até R$ 80 mil. Agora, será possível também praticar a subcontratação de empresas de menor porte e participar de cotas de reservas de lotes em licitações (até 25%). As novas regras passam a valer em novembro.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Programa leva empresários a quatro escolas de negócios de países dos BRICs


Objetivo do programa, do qual faz parte a Fundação Dom Cabral, é promover o conhecimento do ambiente de negócios e cultural dos países que compõem os BRICs

Promover conhecimento profundo sobre cada uma das economias dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), oferecendo às empresas habilidades para investir com sucesso nesses países. Este é o objetivo do Programa BRICs on BRICs, parceria inédita entre quatro escolas de negócios: a Fundação Dom Cabral (FDC), do Brasil; a Moscou School of Management Skolkovo, da Rússia; o Indian Institute of Management Ahmedabad (IIMA), da Índia; e a Cheung Kong Graduate School of Business (CKGSB), daChina. A segunda turma do programa começa em outubro deste ano.
O programa é destinado a CEOs, executivos e autoridades governamentais. Os participantes têm aulas presenciais nas quatro escolas e contato direto com empresas, representantes do governo e a cultura local. Em 2011, 24 executivos se inscreveram no programa, vindos de seis países diferentes, todos eles ocupantes de cargos de CEO, VP ou Diretor em grandes empresas. O programa é composto por quatro módulos – cada um realizado em um dos países dos Brics, onde os participantes permanecem por seis dias.
Juntos, os BRICs representam 42% da população do planeta e 18% do PIB mundial. Deixaram de ser fornecedores de recursos naturais e mão-de-obra e despontam como importantes mercados consumidores. Em virtude deste contexto promissor, as quatro escolas de negócios se uniram para desenvolver o programa BRICs on BRICs, que traz compreensão sobre os ambientes de negócios e as culturas locais por meio da vivência real em cada país.
Com grande potencial, essas economias atraem cada vez mais investidores, que precisam entender melhor como as empresas são geridas e como são formadas as suas redes de negócios nesses países. "Além do aprendizado tradicional em sala de aula, os participantes têm acesso a grandes empresas, representantes governamentais e executivos do país, para que possam compreender as diferenças nas leis e nas conjunturas econômicas, bem como o papel desempenhado pelos governos. Para ampliar as fronteiras culturais, os participantes são convidados a visitar domicílios e vivenciar os costumes locais", explica Antônio Batista, Diretor do Programa BRICs on BRICs.
Datas
No Brasil - Belo Horizonte e São Paulo, de 14 a 19 de outubro/12
Na Rússia – Moscou, de 03 a 07 de dezembro/12
Na Índia – Ahmedabad, de 4 a 8 de março/13
Na China – Pequim, de 20 a 25 de maio/13 


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mercado de franquias do Brasil triplica em 10 anos é o maior da AL


O mercado de franquias do Brasil é o maior da América Latina em número de lojas, de redes e de empregos, segundo a revista AméricaEconomia, que reuniu dados sobre o setor na edição de agosto.

No País, existem hoje 1,8 mil redes, com 86,3 mil unidades e 777 mil empregados. O faturamento do setor triplicou nos últimos dez anos, passando de R$ 28 bilhões em 2002 para R$ 88,5 bilhões no ano passado.

A maior rede é O Boticário, com 3,3 mil lojas, seguida pelos Colchões Ortobom (1,8 mil) e Kumon (1,5 mil).

O McDonald’s continua sendo uma das mais caras, com investimento inicial entre R$ 1,3 milhão e R$ 2,6 milhões. Mas, nesse quesito, estão acima da rede americana de fast-food a empresa de hotelaria francesa Accor (cujo investimento inicial vai de R$ 5,5 milhões a R$ 13 milhões) e a academia Pelé Club (de R$ 2 milhões a R$ 3,2 milhões).

É interessante notar que o mercado de franquias do Brasil é o que tem maior participação de empresas nacionais. Aqui, 93% das unidades abertas fazem parte de redes brasileiras e apenas 7% são de estrangeiras, conforme mostra o gráfico abaixo, extraído da América Economia.

RADAR ECONOMICO
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Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/08/16/mercado-de-franquias-do-brasil-triplica-em-10-anos-e-o-maior-da-al/

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aumenta apoio de incubadoras e aceleradoras a pequenos negócios


O Brasil vive um aumento no número de empresas iniciantes com projetos inovadores e também de entidades que podem dar um empurrão a esses negócios.
As incubadoras, que surgiram na década de 1980, em geral dão suporte para empresas que demandam pesquisa científica mais intensa e que precisam de tempo até viabilizar os produtos.
Essas entidades convivem agora com um modelo mais recente de apoio, o das aceleradoras, que vêm ganhando força há cerca de um ano e têm como foco ajudar empreendimentos com potencial de crescimento rápido, como serviços de internet.
Existem hoje 384 incubadoras no país, a maioria ligada a universidades e prefeituras. Não há dados sobre o volume de aceleradoras, que podem pertencer a empresários ou investidores, mas o GVcepe, centro da Fundação Getulio Vargas especializado em estudo de “private equity” (compra de participação em empresas), estima que 12 surgiram desde 2011.
“As incubadoras têm um modelo de apoio que se estende por cerca de três anos, com foco em pesquisa e desenvolvimento. No caso da aceleradora, a empresa pode decolar em seis meses”, diz Francilene Garcia, presidente da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores).
IDEIA ACADÊMICA
A empresa do oceanógrafo Manlio Mano, 37, é caso clássico de negócio que pode se beneficiar de uma incubadora. A OilFinder, que desenvolve produtos que facilitam a exploração de petróleo usando imagens de satélite, surgiu da pesquisa de doutorado do empreendedor.
Desde 2010, Mano desenvolve esses sistemas na Incubadora de Empresas da Copee/UFRJ. Ali, recebe consultorias de gestão, finanças, marketing e design, além de espaço físico para trabalhar.
“Tudo isso é muito útil para pessoas como eu, que tenho perfil técnico e virei empresário”, diz.
A OilFinder pode ficar nesse espaço por até quatro anos, pagando um aluguel de R$ 700. A cobrança é comum em incubadoras, mas é considerada simbólica, já que habilita o empresário a usar laboratórios de alta tecnologia.
Depois de se graduar, a OilFinder vai repassar uma taxa de 1% de seu faturamento para a incubadora por um período igual ao que passou ali, um procedimento que também costuma ser praxe.
Ao contrário do que acontece nas aceleradoras, a incubadora não tem participação acionária na start-up.
Já o empreendedor Thiago Nascimento, 26, optou por uma aceleradora para alavancar a Bloompa, que produz ferramentas para integrar comércio virtual e redes sociais.
Por seis meses, ele passou por um processo intensivo de análise do negócio, com sessões de aconselhamento e apresentações para investidores organizadas pela aceleradora 21212, do Rio.

Nesse período, percebeu que as ideias iniciais não tinham potencial e modificou o modelo de negócios.
“Mudamos o serviço por causa das conversas que tivemos com os mentores e com outros empreendedores que estavam no processo”, diz.
Agora, Nascimento está negociando com investidores que conheceu por meio da aceleradora.
FOLHA.COM
Editoria de Arte/Folhapress

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Formalização amplia faturamento dos empresários, diz Sebrae


Estudo do Sebrae mostra que o registro da empresa teve impacto positivo nos investimentos

A saída da informalidade gera impactos positivos no desempenho dos negócios conduzidos pelos Empreendedores Individuais. É o que mostra estudo divulgado pelo Sebrae na manhã desta quinta-feira (2) em São Paulo. O levantamento mostra que 55% dos empreendedores que já tinham um negócio antes da formalização declararam ter tido aumento no faturamento da empresa após o registro.
Os investimentos na empresa também foram maiores para 54% dos entrevistados que afirmaram já possuir um negócio informal e 52% passaram a ter maior controle financeiro, o que representa melhoria de gestão.
"O registro como Empreendedor Individual permite trazer esses brasileiros para a economia formal, confere cidadania empresarial e impulsiona os negócios", avaliou Luiz Barretto, presidente do Sebrae.

Com o registro, o Empreendedor Individual passa a ter um CNPJ e pode emitir nota fiscal. Dessa forma, têm acesso a oportunidades de negócios que os informais não tem, como a possibilidade de vender produtos e serviços para grandes empresas e participar de licitações dos governos municipais, estaduais e federal.

Segundo o estudo do Sebrae, 26% dos empreendedores que saíram da informalidade ampliaram as vendas para outras empresas. Porém, apenas 5% passaram a vender mais para governos. "Os empreendedores precisam estar atentos e capacitados para aproveitar essas oportunidades. Somente a União compra cerca de R$ 15 bilhões por ano de produtos e serviços fornecidos por pequenos negócios", afirmou o presidente do Sebrae.

Benefícios

A formalização também permite negociar preços melhores com fornecedores, uma vez que as compras feitas por pessoas jurídicas normalmente são facilitadas. No entanto, o estudo revela que os Empreendedores Individuais ainda não aproveitam essas vantagens: somente 3% reduziram os valores de compras de insumos para seus empreendimentos.
Para se formalizar, basta acessar o Portal do Empreendedor. A inscrição é gratuita e leva apenas alguns minutos. Para ter direito aos benefícios da Previdência Social, o empreendedor paga uma contribuição mensal que varia de R$ 31 a R$ 37, conforme a atividade.
O estudo foi realizado entre março e abril de 2012 com 11,5 mil pessoas em todas as capitais e em municípios de médio e pequeno porte no País. Até a conclusão da pesquisa, o total de EI no Brasil era de cerca de 2,1 milhões. Hoje, este número está em torno de 2,5 milhões. A análise levou em consideração também os dados fornecidos pela Receita Federal até o dia 30 de abril de 2012. A íntegra do estudo está disponível na página doSebrae na Internet. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Supersimples completa cinco anos e atinge 6,5 milhoes de empresas


A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (30) que o sistema simplificado de tributação conhecido como Supersimples, ao completar cinco anos, atingiu a marca de 6,5 milhões de adesões de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais.
No programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que a adesão ao Supersimples permite acesso a um regime tributário diferenciado, simplificado e com impostos reduzidos. Segundo Dilma, apenas as micro e pequenas empresas que aderiram ao sistema são responsáveis por um em cada quatro empregos com carteira assinada no Brasil.
“Como o próprio nome já diz, o Supersimples simplifica a burocracia e diminui a carga de impostos, reduzindo custos e facilitando a formalização. Isso é importante porque essas empresas são grandes geradoras de oportunidades de trabalho, renda e riqueza em todo o país”, destacou.
De acordo com a presidenta, o número de microempreendedores individuais também vem crescendo e passou de 1 milhão no ano passado para 2,2 milhões em 2012. Dilma ressaltou que profissionais como cabeleireiros, doceiros e mecânicos podem se cadastrar por meio do site www.portaldoempreendedor.gov.br. Em seguida, o trabalhador emite um carnê para pagar a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que representa 5% do salário.
“É preciso pagar essa contribuição todos os meses para que eles tenham os seus direitos assegurados – direitos como a licença maternidade, a aposentadoria por idade e o auxílio doença. E, é claro, o direito de emitir nota fiscal, de ter acesso ao crédito mais barato e de ter seu negócio totalmente legalizado”, destacou Dilma.

Suape vai investir em mobilidade


O Complexo de Suape vai desembolsar R$ 51 milhões para começar a tirar do papel seu plano de mobilidade, que prevê um sistema integrado de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e ônibus convencionais. O projeto foi apresentado ontem, no Suape Businees Meeting, evento corporativo organizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) do Recife.
Ainda conceitual (ver arte abaixo), o sistema irá exigir a construção de duas estações de VLTs, na Cidade Garapu e na rodovia PE-28, ambas no Cabo de Santo Agostinho, e a reforma da que hoje se encontra no Engenho Massangana, dentro das terras de Suape. Abarca ainda a construção de pátios para ônibus e adaptação do trilho de trem até Massangana para VLT.
Tudo isso levará oito meses para ser viabilizado, segundo estimativas do diretor de Planejamento e Urbanismo do Complexo de Suape, Jaime Alheiros. O dinheiro para dar início ao projeto faz parte do empréstimo de R$ 920 milhões contratado junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cuja primeira parcela (de R$ 357 milhões) deverá entrar nos cofres do Estado na primeira quinzena de agosto.
“É um sistema economicamente viável, assim como sua implantação. O principal ponto é permitir flexibilização de horários de tráfego no Complexo, tornando as vias mais livres e mais eficientes”, comentou Alheiros. À Suape cabe bancar a infraestrutura.
Operação e aquisição dos trens ficam à cargo da Companhia Brasileira de Trens Urbanops (CBTU) e ao Consórcio Grande Recife”, acrescentou o diretor.
Ir até Suape é um problema para os trabalhadores do Complexo. Apenas quatro linhas convencionais de ônibus “passam” por lá – não chegam a “atender”. Para ter seus funcionários no horário, as empresas precisam arcar com o custo de fretar o transporte – esse tipo de veículo responde por 90,5% de todos os que trafegam em Suape. Entre 6h e 8h e entre 16h30 e 19h, os engarrafamentos são crônicos.
O projeto começou a ser traçado em 2009, na época de elaboração do Plano Diretor de Suape. Foi montado por um grupo de trabalho composto pela CBTU, Consórcio Grande Recife e Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco (DER-PE), além das prefeituras de Ipojuca e Cabo.
Dentre suas vantagens, está o fato de a tecnologia VLT já está operando no Estado (o sistema está em fase pré-operacional, funcionando todos os sábados ligando as estações de Cajueiro Seco e Cabo). A tarifa para o passageiro deverá ser baixa e o sistema pode atender de forma organizada todas as áreas do Complexo, do polo naval da Ilha de Tatuoca à Refinaria Abreu e Lima.
Porém, ampliar a cobertura de VLT requer investimentos elevados, ponderou Alheiros. Além de que a implantação de linhas do tipo Circular – que funcionariam de forma semelhante às que atendem o Centro do Recife – requer precisão, para evitar que os passageiros passem muito tempo esperando nas paradas ou estações.
Por Jornal do Commercio – PE

sábado, 30 de junho de 2012

Sebrae promove Semana do Empreendedor Individual

Quarta edição de evento será realizada de segunda-feira (02) a sábado (07), em todas as capitais e em mais de 200 municípios

Nesta segunda-feira (02), começa em todo o país a 4ª Semana do Empreendedor Individual (EI). Promovida pelo Sebrae, a mobilização nacional vai capacitar os profissionais já formalizados e incentivar os trabalhadores por conta própria a sair da informalidade. O objetivo do evento, que vai até sábado (07), é contribuir para o desenvolvimento e a sustentabilidade desses negócios.

"Já são mais de 2,5 milhões de Empreendedores Individuais formalizados no Brasil, em apenas três anos. Mas a formalização é apenas o primeiro passo, o foco do Sebrae é capacitar a gestão desses negócios para que eles possam se desenvolver", afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Durante a mobilização, o Sebrae atenderá aos empreendedores em tendas instaladas em locais públicos de grande circulação em todas as capitais e em algumas cidades do interior. Nas tendas, os empreendedores receberão orientações sobre como se formalizar e poderão participar de cursos e palestras.

Haverá espaço também para atender ao EI formalizado, com orientações relacionadas à gestão dos negócios e oportunidades de crédito. A capacitação desse público, por meio das Oficinas Sebrae Empreendedor Individual (SEI), conjunto de soluções em gestão e fortalecimento dos negócios voltado para a categoria, estão previstas a partir deste período.

De acordo com a gerente de Atendimento Individual do Sebrae, Jaqueline Almeida, ao todo serão 277 pontos de atendimento e cerca de 300 oficinas do programa SEI. "O EI é uma figura jurídica muito importante para o país. O fato de estar no mercado de forma legal aumenta as chances de crescer e prosperar. O pequeno negócio de hoje pode se tornar uma grande empresa amanhã", disse.

Na programação do evento estão previstos ainda o atendimento e a orientação com foco diferenciado para os EI que são também beneficiários do programa do governo federal Bolsa Família. São informações sobre as melhores práticas para evitar a inadimplência, como pagamento de taxas e preenchimento de declaração anual, divulgação de oportunidades de crédito, e divulgação do programa Negócio a Negócio. A meta é formalizar 67,9 mil novos EI e atender a 59,4 mil empreendedores registrados.

Após a Semana do EI, o Sebrae lança em Brasília a modalidade virtual do SEI. O projeto será lançado nas modalidades: cartilha impressa e em formato áudio-livro, capacitação via mensagens de celular (SMS) e pela internet. O objetivo é ampliar o uso do SEI pelos clientes que não têm condição de participar presencialmente ou que preferem a flexibilidade de horário do estudo a distância.

Outras edições

Na primeira edição do evento, realizada apenas nas capitais brasileiras, em outubro de 2010, foram registradas 46,5 mil formalizações. A segunda edição aconteceu em novembro do mesmo ano nas cidades do interior e formalizou 28,8 mil empreendedores. Na terceira semana, realizada de 27 de junho a 2 de julho de 2011, foram formalizados 47,4 novos empreendedores individuais. 

domingo, 17 de junho de 2012

Estudo mapeia perfil do administrador brasileiro

Pesquisa foi realizada pelo Conselho Federal de Administração em parceria com a FIA

Homem jovem, com renda mensal entre 3,1 a 10 salários mínimos, empregados de empresas de grande porte do setor privado. Esse é o perfil do Administrador de Empresas revelado pela "Pesquisa Nacional sobre o Perfil, Formação, Atuação e Oportunidades de Trabalho do Administrador 2011". O levantamento realizado pelo Conselho Federal de Administração (CFA) em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA) acaba de ser divulgado e aponta tendências para a profissão de Administrador no país.

A pesquisa ouviu mais de 21.110 pessoas em todo o país entre Administradores, professores e coordenadores do curso de Administração e empresários. Apesar do levantamento apontar que a maioria – 65% - é formada por homens, a pesquisa revela que participação feminina é crescente na profissão, tendo elas atingido 35% de participação em 2011.

Para 25,41% dos 17.982 Administradores entrevistados o que motivou a escolha do curso de Administração foi o interesse em ter uma formação generalista e abrangente. Hoje em dia a pessoa está mais preocupada com as oportunidades que o mercado de trabalho vai oferecer. Por isso, a vocação já não pesa na hora de decidir a carreira.

Outro dado relevante é que a remuneração mensal do Administrador, em termos do total Brasil, situa-se entre 3,1 e 10 salários mínimos (43,37%), com a média aproximada de 9,75 salários mínimos. No entanto, foram observadas diferenças significativas na remuneração entre gêneros, empresas públicas e privadas, empresas micros, pequenas, médias e grandes e entre regiões do país.

O setor privado ainda é o que mais emprega Administradores de Empresa (58%). Nesse segmento, a maioria dos entrevistados – 46% - afirmou que trabalha em empresa de grande porte e 21,84% dos profissionais ocupam cargo de gerência.

Áreas de atuação - Cerca de 85% dos Administradores estão concentrados nas áreas de serviços em geral, indústria, comércio varejista, consultoria empresarial, instituições financeiras e serviços hospitalares e da saúde. O setor de serviços continuou sendo o que emprega maior número de Administradores, seguido do industrial.

Formação – Dos Administradores entrevistados pela Pesquisa, 84,18% concluíram o curso de Administração em instituição de ensino superior privada e informaram que o curso atendeu suas expectativas. Se, por um lado, os Administradores declaram-se satisfeitos com o que aprenderam nos cursos de graduação, por outro demonstraram ter encontrado dificuldades quando de seu ingresso no mercado de trabalho, pela falta de conteúdos nas disciplinas que os aproximassem das práticas.

O desenvolvimento do empreendedorismo, a gestão ambiental/ desenvolvimento sustentável e a gestão pública também foram indicados como novos conteúdos capazes de dinamizarem os projetos pedagógicos dos cursos de Administração. Já a Educação a Distância (EAD), apesar de estar em expansão, ela ainda não é bem aceita como modalidade de ensino, na opinião dos Administradores e dos Coordenadores/Professores participantes da pesquisa.

Com relação aos cursos de pós-graduação a maioria dos Administradores que participaram da pesquisa possui curso de especialização (75,33%) e pretende continuar seu aprendizado e atualização nas áreas da administração.

Características profissionais – A Pesquisa realizada pelo CFA aponta que o Administrador é um profissional com visão ampla da organização, tendo sido apontada como a característica predominante na sua identidade profissional pelos três segmentos da pesquisa: Administradores, Coordenadores/Professores de Administração, Empresários/Empregadores.

O comportamento ético é a atitude mais valorizada pelos entrevistados. Saber administrar pessoas e equipes e ter bom relacionamento interpessoal são as competências e habilidades apontadas como essenciais entre o público da pesquisa.

Tendências - Os empresários entendem que, nos próximos cinco anos, as áreas mais promissoras para a contratação de Administradores são: serviços, administração pública direta e indireta e indústria. Na fase da pesquisa qualitativa ficou claro, ainda, que existem oportunidades de trabalho para o Administrador como consultor nas micro e pequenas empresas.

As áreas mais promissoras para a contratação de Administradores, em termos de resultados gerais para o Brasil, são as de consultoria empresarial, serviços em geral e administração pública indireta, tendo, no entanto, sido observadas significativas diferenças regionais. Na Região Centro-Oeste, por exemplo, há uma crescente oportunidade na área do agronegócio. Já na Região Norte, umas das áreas com potencial para empregar Administradores é a do Comércio Atacadista.

Essa foi uma das maiores pesquisas, se não a maior realizada por meio da internet em todo o Brasil. Tivemos participação maciça dos profissionais de Administração. Por meio da pesquisa conseguimos levantar informações sobre o ensino da Administração, as tendências profissionais para os Administradores, entre outros. Um verdadeiro raio X.

Ações do Sistema CFA/CRAs - Uma vez traçado o raio X da profissão, o Sistema CFA/CRAs, de posse desses dados, delineará ações a curto, médio e longo prazos para melhorar ainda mais esse cenário, além de promover e dignificar a profissão e o ensino da Administração de todo o país. É nossa missão propor iniciativas coerentes com a realidade, mas antecipando futuro já que a expansão dos mercados mundiais é um desafio e, para estar preparado às mudanças, precisamos pensar em diretrizes de desenvolvimento para os profissionais de Administração. A pesquisa também servirá de guia para gestores públicos e privados, professores e profissionais de Administração que desejarem fazer a diferença.


sábado, 16 de junho de 2012

Governo do Estado, Prefeitura de Caruaru e concessionárias passam por sabatina da MetroShacman


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Depois de dois dias de intensas reuniões, os executivos representantes da Shaanxi Automobile Group CO., Ltd, da Shacman, da MetroEuropa e da Weichai (fábrica de motores e controladora da Shacman) deixaram com o Governo do Estado, Prefeitura de Caruaru, concessionárias de serviços públicos e integrantes do Sistema S as primeiras “lições de casa” para a efetivação do projeto da montadora de caminhões e ônibus MetroShacman no município do Agreste Central. O acerto geral, após os encontros, foi de que as demandas por informações fossem enviadas o mais breve possível, para as instituições locais entregarem as respostas à AD Diper, que uniformizará os relatórios.

Hoje, o grupo está no Rio de Janeiro, onde participa de reunião com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sendo ciceroneado pelo presidente da AD Diper, Márcio Stefanni. Ontem (13.06), os investidores passaram a manhã sabatinando os presidentes da Compesa, Roberto Tavares e Celpe, Luiz Antonio Ciarlini, e o diretor técnico-comercial da Copergás, Jailson Galvão, a respeito das estruturas existentes, o que poderá ser ampliado ou feito para atender a demanda do empreendimento.

O presidente da Compesa, por exemplo, explicou como funciona o abastecimento de água e tratamento de resíduos em Caruaru e assegurou que o fornecimento estimado pelo empreendedor é perfeitamente adequado ao que a companhia pode ofertar.

Na sequência, as perguntas foram direcionadas ao secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, Antonio Carlos Maranhão, à secretaria executiva de Trabalho e Qualificação, Angella Mochel e ao diretor regional do Senai em Pernambuco, Sérgio Gaudêncio. O secretário relatou como funciona o sistema de formação de mão de obra técnica no estado, fez projeções sobre número de alunos formados em cursos técnicos de interesse para a montadora e de formandos em engenharias. Os chineses também questionaram sobre a legislação trabalhista, custo de mão de obra e o ambiente sindical existente, etc.

Encerrando a manhã, o superintendente do Banco do Nordeste em Pernambuco, Sérgio Maia, fez uma explanação sobre a instituição e seus diferenciais, enquanto banco federal estabelecido na região, e se colocou à disposição da equipe financeira da MetroShacman para fazer simulações. Por fim, Roberto Abreu, secretário executivo de Desenvolvimento de Negócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, apresentou os incentivos fiscais federais e estaduais, também se comprometendo a detalhar exemplos aos investidores, demonstrando como os benefícios funcionam na prática.

No primeiro dia da visita (12.06), a comitiva sobrevoou Suape e Caruaru, tendo reuniões nos dois locais. À tarde, foi feita uma vistoria no terreno (km 51, da BR 104), já declarado de utilidade pública, e uma apresentação institucional das potencialidades de Caruaru, sob comando do prefeito José Queiroz. À noite, a comitiva foi recebida para um jantar com o governador Eduardo Campos, no Palácio do Campo das Princesas.

“A Metro e a Shacman são parceiras há 20 anos e discutem essa planta, entre si, há cinco. Eles pensam no Brasil como sua base para a América e África. Pernambuco se pauta pelo desenvolvimento de suas regiões. A Shacman poderá ser a âncora para muitos outros investimentos em Caruaru”, declarou o presidente da AD Diper.

SOBRE AS NEGOCIAÇÕES – As negociações da Shacman com o Governo de Pernambuco foram iniciadas em outubro do ano passado, através da AD Diper. Em dezembro, uma comitiva formada por empresários brasileiros e chineses reuniu-se com o governador Eduardo Campos para tratar da consolidação do negócio. O passo seguinte foi a ida do grupo a Caruaru para a escolha do terreno. A área tem 220 hectares e já foi tornada de utilidade pública. Em fevereiro, representantes do Governo do Estado foram à Shaanxi conhecer as fábricas do grupo e dar continuidade à negociação, repetindo o feito em maio, desta vez com o governador Eduardo Campos.

O Governo do Estado concederá incentivo fiscal de 95% sobre o saldo devedor do ICMS, segundo as regras do Programa de Desenvolvimento do Setor Automotivo do Estado de Pernambuco (Prodeauto), à Shacman. A empresa também receberá incentivos municipais (isenção de IPTU e ISS por dez anos).

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Eduardo Campos inaugura estande de Pernambuco na Rio+20

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Será inaugurado pelo governador Eduardo Campos nesta quarta-feira (13) o estande de Pernambuco na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Na ocasião será apresentado o programa PE Sustentável, que vai estimular os principais eixos da economia verde a partir de incentivos fiscais e financeiros.

O secretário Sérgio Xavier espera que o bom momento econômico de Pernambuco atraia investimentos para atividades inclusivas e sustentáveis. O objetivo é incentivar a geração de energias renováveis e melhor gestão de água e energia.

Com 100 metros quadrados, o estande foi construído dentro de parâmetros sustentáveis, contando com mobília feita de papelão autoportante. Até o dia 22 de junho, ele estará no pavilhão em frente ao Riocentro, o Parque dos Atletas, dedicado a exposições governamentais e intergovernamentais.

Confira a agenda de Pernambuco na Rio+20:
 
13/6 – Quarta-feira

16h – Inauguração do espaço de Pernambuco no Parque dos Atletas (em frente ao Riocentro) e apresentação à imprensa do Programa PE Sustentável.

14/6 – Quinta-feira

9h30 – Abertura do Rio Clima: evento com representantes de 20 países, que teve encontro internacional preparatório no Recife em abril, o “Pernambuco no Clima”. Seu objetivo é produzir documento com metas ousadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e evitar que o aquecimento global ultrapasse 2 graus centígrados até o fim do século, mantendo o limite de 450 partes por milhão de partículas GEE na atmosfera.

Participantes: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; o governador de Pernambuco, Eduardo Campos; o ex-secretário executivo da Convenção de Mudanças Climáticas das Nações Unidas (UN FCCC), Yvo de Boer; o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), que preside a Comissão Rio+20 do Congresso Nacional; e o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Após a cerimônia de abertura, o governador Eduardo Campos fará a palestra “Água e Sustentabilidade no contexto de Mudanças Climáticas”, em que irá mostrar como Pernambuco, apontado pela ONU como região crítica em relação aos impactos da elevação da temperatura, está se preparando para o aquecimento global no seco semiárido e no chuvoso litoral, onde o mar avança.

15/6 – Sexta-feira

14h – Auditório Master do Parque dos Atletas – Palestra do secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sérgio Xavier, na programação oficial da Rio+20, sobre “Políticas para a Sustentabilidade e Oportunidades da Economia Verde em Pernambuco”.

17/6 – Domingo

15h – Auditório do Parque dos Atletas – Palestra do presidente de Suape, Frederico Amâncio, sobre “Complexo portuário industrial de Suape – Transitando para a Sustentabilidade”.
 
20/6 – Quarta-feira

11h – Auditório do Parque dos Atletas – Palestra do Secretario de Planejamento e Gestão do Estado de Pernambuco, Alexandre Rebelo, sobre “Governança para a Sustentabilidade – Modelo de Gestão do Governo de Pernambuco”.



sábado, 9 de junho de 2012

Brasil assume a presidência do Mercosul

 

A presidência do bloco é rotativa. A cada semestre, um dos quatro países assume a função

O Brasil assumiu na última sexta-feira (8) a presidência pro tempore do Mercosul. Até o fim deste ano, caberá ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, coordenar conferências e grupos de trabalho que tratam de assuntos como segurança pública, gestão integrada de fronteiras e migração na região do Mercosul.

De acordo com o Ministério da Justiça, Cardozo dará continuidade às atividades de integração dos países, com ênfase no combate à criminalidade e no fortalecimento do acesso à Justiça. Além disso, os países devem ainda fortalecer as ações conjuntas com o objetivo de combater crimes como o narcotráfico e o tráfico de pessoas.

Um congresso envolvendo os Poderes Executivo e Judiciário dos países integrantes do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) vai discutir diagnósticos, análises e possibilidades sobre o tema. Segundo o Ministério da Justiça, data para o encontro entre os países ainda não foi definida.

A presidência do Mercosul é rotativa. A cada semestre, um dos quatro países assume a função. 



Pequenas e medias empresas ganham reforco



No intuito de orientar e informar as pequenas e médias empresas pernambucanas sobre como devem atuar no mercado globalizado, a Fiepe criou o Programa Gestão Executiva, de educação corporativa continuada. De acordo com dados do Sebrae, pelo menos 98% dos mais de 150 mil empreendimentos de Pernambuco são de pequenas e micro empresas, responsáveis pela geração de 70% dos empregos formais. O Programa tem início na próxima quinta-feira (14), das 9h às 18h, na sede da Federação. 

Segundo a coordenadora do Programa, Cynara Melo, apesar da movimentação no mercado de trabalho, as pequenas e médias empresas são carentes de capacitação, principalmente pela dificuldade de pagamento dos custos. “Em cumprimento à nossa missão de inserir as empresas pernambucanas no mercado global, desenhamos um programa arrojado para ampliar a visão estratégica delas e levá-las a um desempenho superior”, afirma Melo.

Dentre os temas abordados estão globalização e o macroambiente empresarial, gestão estratégica organizacional, finanças corporativas, gestão eficaz de pessoas, marketing, inovação e como fazer para exportar e importar. O programa é composto por seis workshops de oito horas cada. A dinâmica das aulas é formada por aulas expositivas com estudos de casos, discussões interativas e utilização de jogos de negócios. Os empresários interessados podem participar do programa de treinamento completo ou ainda apenas de um curso isolado.

As empresas associadas aos sindicatos filiados à Fiepe têm desconto na inscrição. Os que se inscreverem no programa completo ganham cursos do Gestão Executiva gratuito. As inscrições podem ser feitas no site WWW.fiepe.org.br. Informações pelo (81) 3412.8461 ou produtoseservicos@fiepe.org.br.

DIÁRIO DE PERNAMBUCO





Estado financia dois navios para trazer montadora

Adquirir, pelo menos, uma embarcação de cabotagem seria apenas uma na lista de exigências da GM

O governo do Estado, no intuito de atrair a montadora, que seria a General Motors (GM), para o Ceará, já está negociando a compra de dois navios de cabotagem (e não apenas uma embarcação), com uma instituição internacional, que irá disponibilizar os recursos necessários à aquisição, via financiamento.
 
A informação foi confirmada, ontem, por uma fonte do governo estadual. "Posso dizer que as negociações estão avançadas. Poderão ser até dois navios. Um custa na faixa de US$ 75 milhões", observou, destacando que, no caso de a compra ser de duas embarcações, o preço unitário poderá ser menor. No entanto, preferiu não revelar o nome da entidade que ficará responsável pelo empréstimo. "Uma equipe da Cearáportos inclusive já viajou para o exterior a fim de conhecer o tipo de navio mais de perto", acrescentou.
 
Diário do Nordeste vem mostrando as investidas do governo estadual para garantir mais esse empreendimento de peso para o CearáUma exigência
 
Ainda de acordo com a mesma fonte, a embarcação é apenas um dos itens que constam na lista de exigências estabelecida pela fábrica de automóveis na mira do governo estadual. Seria a GM, fabricante de diversas marcas de veículos, dentre elas a Chevrolet, a montadora em negociação com o governo estadual.
 
A fonte esclareceu também que o governador Cid Gomes não pedirá recursos para comprar os navios à presidente Dilma Rousseff. Entretanto, ressaltou ser essencial o apoio do governo Federal para a concretização do negócio com a montadora no Ceará, sobretudo, no que diz respeito à execução de uma política de benefícios fiscais.
 
A importância dessa parceria com a presidente Dilma Rousseff já havia sido ressaltada ao Diário do Nordeste, dias anteriores, pelo secretário da Fazenda, Mauro Benevides Filho, quando este afirmara que o que tinha de ser feito pelo Estado para trazer a montadora para o Ceará já estava sendo realizado, o que faltava, segundo ele, na ocasião, era a participação decisiva do governo Federal.
 
Cearáportos Cabotagem



Sobre a modificação da razão social da Cearáportos para "Cearáportos e Cabotagem" – outra condição imposta pela montadora para vir instalar-se no Estado -, a fonte informou que para haver a mudança no perfil da empresa administradora do Porto do Pecém é necessário o encaminhamento de mensagem para a Assembleia Legislativa, solicitando a alteração da denominação.

Local garantido

No início de junho, autoridades locais confirmaram ao Diário que já existe uma área reservada para receber a montadora no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo, o governador Cid Gomes, em reunião com secretários e empresários, tinha divulgado que o setor III do Cipp estaria reservado para receber o empreendimento. O terreno fica próximo à BR 222. Na época, a informação chegou a ser confirmada, inclusive, pelo titular da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplag), Eduardo Diogo; e pelo presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Roberto Smith.

Fabricantes não descartam cortes

São Paulo. As montadoras de veículos não descartam novas demissões no setor, apesar de a Anfavea (associação dos fabricantes) dizer que a diminuição dos estoques ajudará a manter o nível de emprego.



Foto



Mesmo com a redução de IPI para estimular as vendas no setor automotivo, as montadoras alegam estoques elevados e podem demitir FOTO: AGÊNCIA REUTERS



De acordo com o presidente da associação, Cledorvino Bellini, os cortes, se ocorrerem, serão principalmente no setor de caminhões -".´" No fim de maio, enquanto montadoras como Ford, Volkswagen/Man, Mercedes-Benz, Scania e Volvo anunciavam paralisações das linhas de produção para reduzir os estoques, as autopeças anunciavam antecipação de férias e, em alguns casos, demissões.



"Eventualmente alguma montadora pode ter problema, pode ter algum tipo de PDV . No setor como um todo eu vejo otimismo"´, afirmou.

Estoques

O nível de estoques nos pátios ainda permanece estável em maio, apesar da desoneração do IPI anunciado pelo governo no mês passado. Segundo a Anfavea, as vendas nas novas condições demoraram a ser contabilizadas. Os carros que estavam no estoque tiveram de ser faturados de novo para adequação às mudanças. No mês, os veículos nos pátios das concessionárias e montadoras era suficiente para 43 dias de vendas, o maior nível desde novembro de 2008, durante a crise. O trâmite entre reenvio de nota fiscal às montadoras aumentou o intervalo entre a data da venda e do emplacamento. Segundo a Fenabrave (associação das concessionárias), algumas marcas ainda estão terminando esse processo.



Segundo Bellini, da Anfavea, as vendas do início de junho já ajudaram a trazer o número para menos de 40 dias. Ele acredita que os estoques retornem para níveis normais, de 30 a 35 dias, antes do fim das medidas, no fim de agosto.



ILO SANTIAGO JR.



Repórter