Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Economia brasileira: é preciso ter um otimismo responsável e um realismo sensato

Somente com a isenção analítica é que a sociedade e o governo terão o devido foco para atacar os gargalos a serem solucionados

Organismos internacionais continuam enaltecendo o desempenho do Brasil, visto como uma das principais e honrosas exceções à duradoura crise mundial. Nesse contexto, o jornal britânico The Guardian, referindo-se a novo estudo do Centro de Pesquisa para Economia e Negócios (CEBR, em inglês), acaba de ratificar a posição de nosso país como a sexta economia, à frente do Reino Unido. O FMI foi além, estimando que o PIB brasileiro será o quinto maior já em 2015, superando a França.
Outra análise positiva aparece na Sondagem Econômica da América Latina, realizada em parceria pelo instituto alemão Info e a Fundação Getúlio Vargas. O estudo mostra que o Indicador de Clima Econômico do Brasil avançou 6,1% no trimestre de agosto a outubro deste ano, ante 5,2% no acumulado dos três meses imediatamente anteriores. O resultado da Rússia foi de 4,3%, o da Índia, 5,4%, e o da China, 4,7%. Nosso país apresenta-se, portanto, com o cenário mais favorável dentre os BRIC.

Devemos utilizar todas essas informações de modo inteligente, para que tenhamos condições de manter um grau responsável de otimismo e também uma postura de sensato realismo. Mais do que dialética, estamos diante de uma questão prática e objetiva: de um lado, não podemos achar que o crescimento econômico que vimos mantendo já é sustentável; de outro, não devemos nos contaminar pelos discursos catastróficos que às vezes são disseminados, sentenciando nossa economia ao fracasso iminente, como se tivéssemos uma bolha de consumo, caos no crédito e na liquidez e riscos para o sistema financeiro.

Somente com a isenção analítica é que a sociedade e o governo terão o devido foco para atacar os gargalos a serem solucionados. Alguns são de curtíssimo prazo, como a questão relativa ao preço da energia elétrica, que deverá ser reduzido a partir de janeiro de 2013, conforme a Medida Provisória 579, editada pela presidenta Dilma Rousseff, em trâmite no Congresso Nacional. O valor desse insumo é item de competitividade.

E competitividade, como aparece com clareza no Indicador de Clima Econômico do Brasil, é o principal problema apontado pelo mercado. Neste aspecto, há as questões pontuais do câmbio, que não pode em hipótese alguma ficar abaixo de dois reais por dólar, e da necessidade de calibrar os juros num patamar que estimule os negócios sem risco de inflação. Em termos estruturais, repito os alertas que tenho feito em vários artigos: são prementes as reformas tributária, previdenciária e trabalhista, menos burocracia e mais segurança jurídica, infraestrutura e logística eficazes e educação de excelência.

Entre o céu e o inferno existem mais virtudes, conquistas e problemas a serem solucionados do que supõe a vã filosofia dos otimistas incontidos e dos arautos do apocalipse. Sem extremismos, com o pé no presente e o olhar no futuro, conscientes de nossos potenciais e desafios, devemos fazer as lições de casa necessárias e consolidar nossa posição entre as melhores e mais sólidas economias do Planeta.

Antoninho Marmo Trevisan é presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

IBGE: desemprego no Brasil cai a 5,3% em outubro e renda sobe

RIO DE JANEIRO, 22 Nov (Reuters) - O desemprego brasileiro caiu para 5,3 por cento no mês passado, ante 5,4 por cento em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, atingindo o menor nível para outubro desde o início da série histórica em 2002 e dentro do esperado pelo mercado.

Ao mesmo tempo, o crescimento do rendimento médio da população acelerou um pouco no período, também com aumento da população ocupada.

Pesquisa da Reuters mostrou que, pela mediana das previsões de 25 analistas consultados, a taxa recuaria para 5,3 por cento. As estimativas variaram de 5,0 a 5,6 por cento.

Com o resultado do mês passado, a taxa de desemprego permanece perto do recorde de 4,7 por cento registrado em dezembro do ano passado.

O IBGE informou ainda que o rendimento médio da população ocupada subiu 0,3 por cento no mês passado ante setembro, e subiu 4,6 por cento sobre outubro de 2011, atingindo 1.787,70 reais. Em setembro, a variação mensal havia sido positiva em 0,1 por cento.

O nível baixo de desemprego e o aumento da renda ajudam a atividade econômica brasileira, num momento em que ela ainda mostra sinais conflitantes de recuperação, ainda abalada pela crise internacional.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), indicou que a economia acelerou o ritmo de expansão no terceiro trimestre, mas a fraqueza em setembro mostrou que essa recuperação ainda não ganhou força.

No mês passado, a população ocupada cresceu 0,9 por cento na comparação com setembro, avançando 3,0 por cento ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23,366 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.

Já a população desocupada, segundo o IBGE, chegou a 1,314 milhão de pessoas, queda de 0,9 por cento ante setembro e 5,1 por cento menor sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

Entre outubro e setembro, informou o IBGE, o setor que mais contratou foi o da construção civil, com crescimento de 4,5 por cento, ou 80 mil pessoas.

(Por Rodrigo Viga Gaier; Texto de Patrícia Duarte; Edição de Camila Moreira)


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Evolução do PIB entre 2003 e 2011 foi de 40,9% no país e 47,6% em PE



20121108-201845.jpg
Até outubro, alta do IPCA foi de 5,45% no Brasil e 6,86% no Recife.
Katherine Coutinho
Do G1 PE

Carlos Hamilton Araújo, do Banco Central
(Foto: Katherine Coutinho/G1 PE)

O crescimento acumulado do Produto Interno Bruto de Pernambuco (PIB) entre 2003 e o terceiro trimestre de 2011 foi maior que o brasileiro. Enquanto o país cresceu 40,9% no período, o estado teve um avanço de 47,6%. Junto a isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma alta no Recife maior que a observada no Brasil – enquanto o IPCA brasileiro acumulado em 12 meses, até outubro de 2012, foi de 5,45%, na capital pernambucana foi de 6,86%. Os dados fazem parte do Boletim Regional Trimestral do Banco Central (BC), apresentado em evento no Recife, nesta quinta-feira (8).
A alta no IPCA, explica o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, foi puxada principalmente pelo reajuste das mensalidades dos planos de saúde, de 7,71%, tarifas de ônibus urbanos (7,52%) e dos produtos farmacêuticos (4,03%). “Além disso, temos o aumento dos preços da gasolina, de 7,6%”, detalha Araújo.
A economia pernambucana, de acordo com o boletim, vem se mostrando mais resistente às crises econômicas. Ao contrário do que acontece no Nordeste, a economia no estado tem uma forte influência da administração pública estadual e dos serviços industriais de utilidade pública, como produção de energia elétrica, enquanto a agropecuária não teria tanto peso. “Nós observamos que, no período 2008-2012, a economia de Pernambuco cresceu em média 4,1%. Muito mais que o 2,6% observado em nível nacional e também o 3,6%, em nível regional”, pondera o diretor de Política Econômica do BC.
A tendência, segundo Araújo, é do crescimento do estado se manter nos próximos anos. “Aqui nós temos um conjunto de projetos de investimento que estão em andamento ou foram anunciados e estão para se concretizar, de acordo com a Seceretaria de Desenvolvimento Economico, em torno de 40% do PIB do estado. Mesmo que metade desses projetos não sejam concretizados, nós teríamos 20% do PIB de Pernambuco, o que antecipa para os próximos anos o bom desenvolvimento que a economia vem apresentando e que vai continuar”, acredita o diretor.
O crescimento da economia traz, junto a si, uma queda do desemprego no Recife, cujo índice se aproxima cada vez mais da média nacional, segundo Araújo. “Nós víamos uma redução no desemprego em todo o país. Por que isso não ocorria tanto no Recife quanto em Salvador, era algo que nos questionávamos. Algo fazia com que as taxas de desemprego aqui fossem muito elevadas. Temos algumas explicações, mas eu acho que, olhando de 2008 a 2012, a gente vê uma média de recuo de desemprego do Recife, que converge para a média nacional. A explicação para isso é o crescimento da atividade econômica”, afirma o diretor do BC. Enquanto a taxa nacional de desemprego é de 5,7%, a da capital pernambucana fica nos 6%.
Apesar dos bons números da economia de forma geral, a seca prejudicou a agropecuária, em especial a produção de grãos, que teve uma queda de aproximadamente 60%, apenas na produção de feijão, afirma Araújo. “A seca prejudicou a produção de grãos, tanto no Nordeste, quanto no Sul. Tivemos nesse ano problemas tanto com seca, quanto com chuvas excessivas, o que puxou o preço dos produtos naturais”, diz.
A inflação na cidade do Recife nos últimos doze meses também é um dado preocupante: está acima da média nacional, atingindo 6,7%, enquanto o Brasil tem 5,45%. Apesar dos números ainda estarem além da meta do país para 2012, que é de 4,5%, o estudo do Banco Central aponta para a convergência. “Já vemos alguns preços caindo, acredito que vamos atingir a meta”, diz o diretor de Política Econômica do BC.
Outro ponto negativo está na balança comercial de Pernambuco, que era equilibrada até 2007, e passou a ser deficitária. “O primeiro ponto é a importação de material para a fábrica de garrafas PET instaladas no estado e a importação de combustível, entre outros pontos que fizeram o estado importar mais que exportar”, explica Araújo.
Programas sociais

O Balanço Regional do BC mostrou também a influência dos programas sociais de transferência de renda sobre a economia do país, refletidos principalmente na venda a varejo, cujo crescimento no Nordeste é superior que o nacional. “No Nordeste, 56% dos trabalhadores ganham até um salário.
Em Pernambuco, 48%. Entretanto, se observamos o que aconteceu nos últimos anos no Brasil, houve um crescimento grande do salário mínimo, o que impacta mais naqueles locais onde a renda é mais ligada a esse benefício. O peso desses programas sociais, ajustado pelo PIB da região, é o dobro no Nordeste do que é medido no país todo”, afirma Araújo.
Varejo

Pernambuco tem uma posição intermediária em termos de vendas no varejo, acima do Brasil, mas abaixo da média regional. Considerando-se o período dos últimos 12 meses, as vendas em agosto subiram 8,6% em comparação com o mesmo período de 2011. Ao incluir as vendas de carros e material de construção, o crescimento no trimestre é de 6,5%, 2,4% a mais que o trimestre encerrado em maio.
Produção industrial

O Nordeste se recuperou da crise econômica de 2008/2009, mas depois sofreu uma perda, explica Araújo. “Parte dessa perda nós devemos à queda na indústria sucroalcooleira e parte à indústria petroquímica da Bahia. Ainda assim, nós poderíamos afirmar que a produção industrial retomou a tendência que ela vinha observando antes da crise”, afirma o diretor.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Brasil entra pela primeira vez no ranking dos 50 países mais competitivos

 


Pela primeira vez, o Brasil entrou para o ranking dos 50 países mais competitivos no Relatório Global de Competitividade, divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial. Para chegar à 48ª posição desta edição do ranking, o País subiu cinco lugares desde o ano passado.
No topo do ranking, pelo quarto ano consecutivo, está a Suíça. Cingapura ficou em segundo lugar, seguido por Finlândia, Suécia, Holanda e Alemanha. Já os Estados Unidos caíram da quinta posição que ocupavam em 2011 para o sétimo lugar. Em oitavo, nono e décimo lugares ficaram Reino Unido, Hong Kong e Japão, respectivamente.
De acordo com o responsável pela análise dos dados brasileiros, Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, o ranking foi afetado pela incerteza crescente por conta da crise na Europa, da vulnerabilidade norte-americana e da desaceleração da China. A Fundação coordena a coleta e a análise de dados brasileiros.
Avaliação brasileira
A melhor avaliação sobre a macroeconomia nacional ajudou a puxar o País para a lista dos 50 mais competitivos. Este ano, o Brasil subiu 53 posições no critério “ambiente macroeconômico”, saindo da 115ª colocação em 2011 para a 62ª. O salto, segundo a Fundação Dom Cabral, pode ser consequência da exclusão do indicador “spread bancário” do estudo deste ano. O indicador costuma ser “problemático” para o País, de acordo com a fundação, mas foi retirado da análise de 2012 por ser considerado ineficiente para comparar o grau de eficiência bancária nos diversos países.

Arruda explica que as medidas tomadas pelo governo Dilma Rousseff de redução da taxa básica de juros e consequente na queda dos juros bancários teriam impacto positivo para a colocação do País no ranking, mas não conseguiriam fazer com que o “ambiente macroeconômico” subisse tantas posições.
Além da macroeconomia, o “uso de tecnologias de informação e comunicação” também ajudou a tornar o País mais competitivo, de acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial. O indicador sobre “sofisticação dos negócios”, apesar de ter caído dois pontos de 2011 para 2012, ainda é positivo – o Brasil ficou em 33º lugar.
Do outro lado, os níveis de “confiança nos políticos” e “eficiência das políticas de governo” colocam o País em 121ª e 111ª posição, respectivamente. O Brasil também fica mal posicionado na avaliação da “qualidade da infraestrutura de transportes” (79ª posição), da “qualidade da educação” (116ª posição) e do “volume de taxação como limitador ao trabalho e investimentos” (144ª posição). No pilar “inovação”, o Brasil caiu da 44ª para 49ª posição. O resultado, avalia Arruda, está ligado à falta de mão de obra qualificada.
O relatório é feito com dados estatísticos nacionais e internacionais, além de pesquisa de opinião feita com executivos. Em 2012, o estudo analisou a competitividade de 144 países.
Fonte: O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Financial Times compara impostos brasileiros às telenovelas: complicados, ridículos e difíceis de acompanhar

A crítica voltada ao aumento de impostos para importação de 100 produtos destacou que a decisão de elevar as taxas tem como objetivo afastar os estrangeiros

Um artigo publicado no blog "Beyondbrics", do Financial Times, comparou o sistema de taxas brasileiro as novelas populares no país. De acordo com o texto, ambos são complicados, ridículos e extremamente difíceis de entender.

A crítica voltada ao aumento de impostos para importação de 100 produtos destacou que a decisão de elevar as taxas tem como objetivo afastar os estrangeiros e impulsionar o mercado doméstico de manufaturas, um dos grandes empecilhos ao crescimento.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) havia aprovado a elevação do imposto de importação para 100 produtos. Em outubro, a lista ainda acrescentar outros 100.

sábado, 1 de setembro de 2012

Caixa e BB reduzem novamente os juros


Acompanhando o Bradesco e o Itaú, a Caixa e o BB anunciam novos cortes em suas taxas, após redução na taxa básica de juros. Valores começam na segunda-feira (3/9).
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira (31/8) nova redução em suas taxas de juros para pessoa física e jurídica.
Para pessoa física, a taxa de juros mínima para cheque especial foi reduzida de 1,35% para 1,30% ao mês (a.m.). Para as operações de antecipação de 13º salário, a taxa de juros das operações foi reduzida de 2,90% para 2,79% a.m.
As operações de crédito aporte Caixa, chamado de refinanciamento de imóveis, tiveram taxas reduzidas do intervalo de 1,31% a 1,51% a.m. + Taxa Referencial (TR) para de 0,98% a 1,48% a.m. + TR. Além disso, o prazo máximo para o Crédito Aporte Caixa passou de 300 para 360 meses.
Já para pessoa jurídica, as taxas de juros das operações de capital de giro com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) passou de 1,61% para 1,10% a.m. Além disso, o prazo máximo para o capital de giro com garantia do FGO passou de 24 para 36 meses.
Também foram reduzidas as taxas mínimas e máximas do crédito especial empresa prefixado, que passaram de 2,75% a 2,93% a.m. para 2,55% a 2,73% a.m.
A taxa de juros do cheque especial empresa, para empresas com domicílio bancário de recebíveis de cartões na Caixa, passou de 4,20% para 4,00% a.m.
No cartão empresarial a taxa do rotativo foi reduzida em 20,60%, de 8,82% para 7,00% a.m. A taxa do parcelado com juros foi reduzida em 68,4%, de 6,02% a.m. para 1,90% a.m.
Banco do Brasil
No mesmo sentido, o Banco do Brasil anunciou cortes em suas taxas diante da redução na taxa básica de juros, a Selic.
Para pessoas físicas, a taxa mínima do crédito benefício caiu de 2,21% para 2,17%, o crédito automático foi de 1,93% para 1,89% e o crédito para material de construção diminuiu de 1,53% para 1,49%.
Já para as pessoas jurídicas, as taxas mínimas dos produtos BB Giro APL, BB Giro Saúde, BB Giro Empresa Flex e BB Giro Recebíveis foram reduzidas 0,02 ponto percentual. O BB Giro e o BB Giro Saúde possuem Taxa Referencial.
BRASIL ECONOMICO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Salário mínimo brasileiro deverá alcançar R$ 670,95


EM RELAÇÃO AO SALÁRIO ATUAL, DE R$ 622 O AUMENTO REPRESENTE 7,9%, SUPERANDO O VALOR PREVISTO PELA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS, QUE APONTAVA UM MÍNIMO DE R$ 667,75

Nesta quinta-feira (30), o governo federal propôs que o salário mínimo chegue a R$ 670,95, em fevereiro de 2013. O anúncio foi feito pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega
Encaminhada pelo Ministério do Planejamento ao Congresso Nacional, a proposta está fixada no Projeto de Lei Orçamentária. Em relação ao salário atual, de R$ 622 o aumento represente 7,9%, superando o valor previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, que apontava um mínimo de R$ 667,75.
O reajuste é baseado na variação do Produto Interno Bruto (PIB) que foi de 2,7% em 2011. na estimativa de que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) previsto para o ano de 5%. "O Projeto de Lei Orçamentária Anual para o próximo ano prevê que a inflação será de 4,5% e o PIB crescerá 4,5%, alcançando R$ 4,9 trilhões", informou o ministério, por meio de nota.
Com informações do Portal Planalto

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Brasil é o 3º país que mais contratou em 2012


Segundo pesquisa, empresas brasileiras quase dobram contratação até o 2º trimestre deste ano

O Brasil foi um dos países que mais contratou em 2012. Segundo o International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton International, o índice de emprego no país no segundo trimestre deste ano chegou a 49%, ficando acima da média global de 27%. O crescimento de contratações no país foi 23 pontos percentuais maior que o mesmo período de 2011 (26%). O resultado colocou o Brasil na 3ª posição do ranking mundial anual. A pesquisa engloba mais de 11.500 empresas privadas em 40 países.
"O dado reflete uma redução da informalidade no País além de criação de novas empresas e expansão de outras. O governo tem fechado mais o cerco para controlar essa economia paralela", comenta Antoniel Silva, diretor da área de Gestão e Pessoas da Grant Thornton Brasil.
O País ficou atrás apenas do Peru (64%) e Índia (57%). Ainda entre os países onde os empresários mais contrataram estão o Chile e Turquia (Ambos com 56%) e Malásia (50%). Na contramão, países como Grécia (-33%) e Espanha (-18%) infelizmente ainda não tem melhorado o panorama de emprego local.
Regionalmente, a América Latina (42%) e os países da ASEA (Associação das Nações do Sudeste Asiáticos) foram os locais onde os empresários mais contratam, de acordo com os dados do segundo trimestre do IBR, seguidos pela América do Norte (35%) e pelos países do BRIC (Brasil, China, Rússia e Índia) (30%).
Os setores que mais contratam foram o de fornecimento de eletricidade, gás e água (45%), Saúde (42%) e educação e serviços sociais (39%). Os segmentos hospitalar foi o que menos empregou no segundo trimestre de 2012 (6%), seguido pelo segmento de agricultura (20%) e serviços profissionais (19%). 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Empresário da indústria está mais otimista, mostra pesquisa da CNI


O aumento do otimismo dos empresários de um mês para o outro, registrado em agosto, não assegura mudança na trajetória de queda do índice, que vem ocorrendo desde o início de 2010, segundo os analistas de economia da CNI

Pesquisa divulgada hoje (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a confiança do empresário do setor cresceu 1,2 ponto em agosto sobre o mês anterior, atingindo 54,5 pontos, após forte queda em julho em relação a junho. Mesmo com esse aumento, o otimismo dos industriais neste mês está 1,8 ponto abaixo do registrado em agosto do ano passado.
As informações são do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), cujos indicadores variam de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam condição melhor ou expectativa otimista, e abaixo, falta de confiança. O levantamento foi feito entre os dias 1º e 13 de agosto com 2.363 empresas. Dessas, 843 são de pequeno porte, 920 são médias e 600 são grandes.
O aumento do otimismo dos empresários de um mês para o outro, registrado em agosto, não assegura mudança na trajetória de queda do índice, que vem ocorrendo desde o início de 2010, segundo os analistas de economia da CNI. A pesquisa mostra a percepção dos empresários sobre as condições atuais e para os próximos seis meses da economia e da própria empresa.
O Icei contém informações por setores de atividade (indústrias extrativa, da construção e de transformação), por região e pelo tamanho da empresa. A confiança do setor em agosto, em relação a julho, subiu para os industriais de todos os portes de empresas e praticamente de todas as regiões, com exceção do Nordeste, cujo indicador ficou estável em 57,7 pontos, o mais elevado na comparação regional.
Entre os segmentos industriais, de acordo com os dados levantados pela CNI com as indústrias do país, houve alta no Icei para a de transformação e a de construção. Já o índice da indústria extrativa caiu 3 pontos em agosto ante julho, registrando 54,1 pontos.
Dos 28 setores da indústria de transformação pesquisados para o Icei, o madeireiro e o de manutenção e reparação registraram falta de confiança, com índices abaixo de 50 pontos.
Sobre as condições atuais da economia e da empresa, os industriais brasileiros continuam pessimistas, de acordo com o Icei. O índice registrou 46 pontos em agosto e se mantém abaixo da linha dos 50 pontos.
Em contrapartida, as expectativas dos empresários sobre os meses seguintes continuam positivas. O componente do Icei que capta as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses teve alta de 0,7 ponto sobre julho, registrando, neste mês, 58,7 pontos. 

domingo, 3 de junho de 2012

Expansão do crédito esbarra no endividamento da nova classe média


Epecialista acredita que as reduções de juros promovidas pelo governo ajudam a aumentar a inadimplência

Publicado em 03/06/2012, às 13h01

Da Agência Brasil

BRASÍLIA – Um dos principais combustíveis para incentivar o poder de compra das classes C e D, o crédito não deslanchou, apesar das reduções dos juros. Segundo economistas ouvidos pela Agência Brasil, essa desaceleração indica que a expansão do consumo baseada na inclusão da nova classe média ainda não se esgotou, mas encontrou um limite no endividamento das famílias.

Em março, o estoque das operações de empréstimos e financiamentos no sistema financeiro cresceu 1,7%. Em abril, segundo os dados mais recentes do Banco Central, a expansão totalizou 1,2%. As informações referentes a maio só serão divulgadas no fim de junho.

Segundo o professor Fabio Gallo, especialista em crédito da Fundação Getulio Vargas (FGV), aparentemente está havendo o fim de um ciclo que se iniciou em 2009, quando o governo estimulou a concessão de empréstimos e financiamentos para aquecer a economia em meio à crise daquele ano. Para ele, as reduções de juros, tanto das taxas básicas como dos custos dos empréstimos, terão efeito limitado sobre o crédito, pelo menos neste momento.

“A inadimplência das pessoas físicas está batendo recordes [5,9% em março e abril], e pelo menos 25% dos brasileiros estão com dívidas fortes. A maioria dos endividados vem da classe C, que não soube fazer as contas na hora de comprar um carro em até 60 vezes sem entrada”, avalia Gallo. Ele, no entanto, diz que as prestações atrasadas não são o único problema para destravar o crédito. “Mesmo a família com as contas em dia precisa quitar o financiamento antes de pegar novos empréstimos”, explica.

Apesar dos gargalos para recuperar o crédito, Gallo diz ser precipitado falar em esgotamento do modelo de crescimento baseado no consumo da nova classe média. “As medidas podem até surtir o efeito esperado sobre a economia, mas isso vai levar tempo. A renda da população precisa continuar aumentando, e as famílias têm de liquidar os financiamentos contraídos nos últimos anos”, diz.

Especialista em finanças pessoais da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques também refuta a hipótese de que o modelo de crescimento econômico com base no consumo das classes C e D tenha se exaurido. “Estamos apenas num momento de transição, em que as famílias precisam se reorganizar antes que o crédito atravesse um novo ciclo de crescimento”, acredita.

Sobre as reduções de juros promovidas pelo governo e pelos bancos, Marques diz que, no fim das contas, a população sairá cada vez mais endividada. “A partir do momento em que os consumidores puderem alongar dívida a taxas mais baixas, a capacidade de endividamento aumenta”, avalia. Esse processo, no entanto, diz ele, exige mais cuidado das famílias da nova classe média em relação às finanças.


Crise deve fazer País perder R$ 35 bi em investimentos


Empresas vão deixar de investir R$ 7,6 bilhões na expansão da produção em 2012

Publicado em 03/06/2012, às 10h13

Da Agência Estado

O Brasil não vai poder contar com o entusiasmo das empresas para estimular a economia. Depois de crescimento de apenas 0,2% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre do ano, em grande parte por causa da queda dos investimentos, um mapeamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aponta que as empresas vão investir R$ 35 bilhões a menos em quatro anos, uma retração que preocupa o governo.

Segundo os dados do BNDES, o País deve ter R$ 579 bilhões em investimentos em oito setores industriais entre 2012 e 2015 - valor 6% menor que os R$ 614 bilhões estimados no ano passado para o período 2011-2014. "Não dá para negar que fomos afetados pela crise mundial. Mas o Brasil ainda é um dos países onde há mais oportunidades", diz Fernando Puga, chefe do departamento de acompanhamento econômico do BNDES.

Outra pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com 1.202 empresas, aponta na mesma direção. O levantamento mostra que o volume de investimentos em máquinas e equipamentos será 11% menor este ano que em 2011, quando foram aplicados R$ 97,28 bilhões. As empresas vão deixar de investir R$ 7,6 bilhões na expansão da produção em 2012.

"Uma parte da indústria está ociosa por falta de demanda no mercado externo. Outra parte não consegue competir com os importados. Se você vende menos no mercado interno e a exportação cai, por que vai investir?", questiona José Ricardo Roriz Coelho, diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp. Dos 14 setores pesquisados pela Fiesp, 11 vão reduzir os investimentos em 2012.

Vários fatores contribuem para o desânimo. No front externo, aumenta a expectativa sobre a saída da Grécia da zona do euro e a China desacelera mais forte que o previsto, derrubando os preços das commodities. No front interno, o crescimento baixo do PIB no trimestre também afeta o humor. "A indústria está estagnada, o que elevou a ociosidade e inibiu os investimentos", diz Júlio Sérgio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de Estudos sobre o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Os especialistas estão mais receosos com o impacto da crise nos investimentos hoje do que quando a crise começou, em 2008. Naquela época, não houve cancelamento de projetos, porque a economia local se recuperou rápido e ainda havia esperanças que os países ricos fossem mais ágeis para sair da crise.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Brasil cai duas posições em ranking global de competitividade


País caiu de 44o para 46o, ficando atrás de Filipinas, Peru e Hungria; desempenho brasileiro foi prejudicado pelo crescimento frágil do PIB, pressões inflacionárias e competitividade nacional

A escola de negócios suíça IMD divulgou nesta quarta-feira (31) o Ranking Anual de Competitividade (World Competitiveness Yearbook - WCY), que compara as estratégias de gestão econômica e de recursos humanos adotadas pelos países como ferramentas de crescimento e prosperidade. O Brasil, que aparecia em 44o na edição de 2011, caiu para 46o no ranking atual. Desde 2010 o país perde posições no ranking, quando ocupava o 38o lugar.
Na ponta, as economias mais competitivas - de acordo com os critérios analisados pelo IMD - são, respectivamente, Hong Kong, Estados Unidos e Suíça. Os norte-americanos permanecem como o centro da competitividade mundial por conta do poder econômico, dinamismo dos empreendimentos e capacidade de inovação, ponderou o IMD.

"A competitividade dos Estados Unidos teve um impacto profundo em todo o mundo por conta da sua interação única com todas as economias, sejam elas avançadas ou emergentes. Nenhuma outra nação exerce uma influência semelhante", afirma Stephane Garelli, diretor do Centro de Competitividade do IMD. "A Europa é uma economia sobrecarregada de austeridade, é fragmentada em termos de lideranças políticas e dificilmente poderia substituir [os Estados Unidos], enquanto o bloco de mercados emergentes do Sul ainda estão progredindo", completou.

Ranking

PaísPosição 2012Posição 2011Movimento
Hong Kong 1 
1 
0 
Estados Unidos 
2 
1 
-1
Suíça 3 
5 
2
Cingapura 
4 
3 
-1
Suécia 
54 
-1
Canadá 
67 
1
Taiwan 
76 
-1
Noruega  813 
5
Alemanha 
910 
1
Qatar108  -2
(Fonte: Fundação Dom Cabral)

Desempenho dos BRICs

Além do Brasil, a China e a Índia também perderam posições no ranking, entre as economias emergentes: o primeiro caiu de 19o para 23o, enquanto o segundo estava em 32o em 2011 e escorregou para 35o. Já a Rússia subiu para da 49a para a 48a colocação.

O decréscimo do Brasil no ranking vem ocorrendo desde 2010, quando o País ocupava o 38º lugar. No ano seguinte caiu para a 44ª posição e, em 2012, desceu à 46ª colocação. Segundo Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral e responsável pela coleta e análise dos dados da pesquisa relacionados ao Brasil, a perda de oito posições nos últimos três anos tem explicação.

O Brasil no World Competitiveness Yearbook 2012 


2010 2011 
2012 
Performance Econômica373047
Economia Doméstica 
191025
Comércio internacional575756
Investimento internacional 
421930
Emprego 
16116
Preços 
395155
Eficiência do Governo 
525555
Finanças públicas 
293041
Política Fiscal 
373937
Marco Regulatório 
545855
Legislação dos negócios 
555555
Estrutura social 
355153
Eficiência dos Negócios 
242927
Produtividade e Eficiência 
285252
Mercado de Trabalho 
33917
Finanças 
242728
Práticas Gerenciais 
222820
Atitudes e Valores 
161915
Infraestrutura 
495145
Básica 
485550
Tecnológica 
535354
Científica 
363633
Saúde e Meio Ambiente 
404035
Educação 
535354
(Fonte: Fundação Dom Cabral) 


"Apesar dos pontos extremamente fortes da economia brasileira, como o dinamismo econômico e a força do mercado consumidor, fatores como o frágil crescimento econômico do produto interno, a baixa produtividade de suas indústrias e as pressões inflacionárias acabaram por combalir, nos últimos anos, a competitividade nacional", aponta o especialista.

Por outro lado, o Brasil apresentou significativos avanços no Emprego (ganho de cinco posições, ocupando o 6º lugar no ranking) e na infraestrutura (ganho de seis posições, no 45º lugar no ranking). A Eficiência dos Negócios continua sendo o pilar de maior força e estabilidade competitiva do Brasil, ocupando o 27º lugar (ganho de duas posições). "Isso sinaliza para a força das práticas de gestão no país, as quais representaram um avanço de oito posições no ranking, e das atitudes e valores da sociedade e do empresariado, que evoluíram quatro posições em 2012", conclui Arruda.