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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Feedback inconveniente: uma fonte de doenças

 
Em algumas empresas, as pessoas, se fizerem tudo corretamente, receberão o silêncio como resposta. Entretanto, um único erro significa um feedback grosseiro e desmoralizante

Qual gerente seria capaz de responder à seguinte pergunta: por quais doenças de meus liderados sou responsável? Um traço marcante de nossa cultura organizacional é que a maioria dos profissionais se desenvolve sem feedback. Isso significa que não sabe se o que faz está de acordo com o que seu gestor deseja. A promoção significa que sim. A demora em subir de cargo, ou a demissão, informa o contrário.

Em outras empresas, as pessoas, se fizerem tudo corretamente, receberão o silêncio como resposta. Entretanto, um único erro significa um feedback grosseiro e desmoralizante.

A experiência que os funcionários vivem a cada momento na presença do gerente influencia diretamente a lealdade deles e o crescimento da companhia. Essa experiência pode ser marcante, relevante e inspiradora. Ou pode ser estressante, humilhante e desencorajadora. Os momentos de feedback são determinantes nesse contexto. Entretanto, essa é a competência de liderança da qual os executivos mais fogem e, portanto, não sabem usá-la para desenvolver pessoas. O resultado é que ficam constrangidos ao enaltecer aqueles que fizeram um bom trabalho, e usam emoções negativas e rótulos quando precisam corrigir um liderado. Nos casos mais desastrados, acabam por submeter a empresa a processos de assédio moral.

Quer se trate de um gestor duro, que constrange seus subordinados, ou um gerente bonzinho, que não sabe cobrá-los, a falta de feedback é fonte de grandes infortúnios para a organização e seus profissionais. O clima organizacional aprimora-se consideravelmente, quando os gestores sabem como fazer e usam essa competência corretamente. Portanto, o treino de como dar feedback é fundamental para o desenvolvimento das operações da empresa.

O feedback nada mais é que um diálogo, balizado pelos propósitos da companhia, para reforçar comportamentos que desejamos promover, ou para interromper aqueles que não queremos que aconteçam.

São nos momentos de feedback que ocorrem as maiores quebras de comprometimento entre líderes e empregados. Ninguém se compromete em um ambiente desrespeitoso e, em vez de se preocupar em cumprir os propósitos da empresa, as pessoas se retraem, tornam-se cínicas, resignadas ou apáticas. É pouco provável que um cliente se torne leal atendido por profissionais com esses comportamentos. E, menos provável ainda, que a estratégia da empresa seja implementada com sucesso por pessoas com essas características.

Embora o risco que mais preocupa as organizações seja que o líder, ao exceder-se no feedback, gere as condições para que a empresa seja processada por assédio moral, preocupa-me muito mais o quanto ele causa de infelicidade e doenças. Isso porque o estresse de ser desrespeitada continuamente gera a possibilidade de que a pessoa desenvolva ansiedade, síndrome do pânico e depressão. Nos casos mais graves, e quando exposta a isso por longos períodos, graves problemas psicológicos, infarto e AVC.

A capacidade principal do gerente, no momento de feedback, é de lidar com emoções, suas e dos colaboradores. Sem essa competência, a rigor, o indivíduo não deveria ter sido alçado ao cargo de líder. Feedback não é o momento para dar vazão a emoções negativas, como frustração ou raiva. Muito menos para rotular pessoas, chamando-as do que quer que seja.

Profissionais promovidos a cargos de gestão devem se esforçar para desenvolver sua inteligência emocional e conhecer as melhores práticas de liderança. A ausência de ambas é a principal causa de feedbacks desastrosos. Fonte de muitas doenças em pessoas que merecem ser tratadas com mais respeito e consideração. Pois muitas dedicam às organizações os melhores anos de sua vida, e fazem do trabalho uma importante razão de sua existência. Vamos em frente!

Sílvio Celestino é autor do livro Conversa de Elevador – Uma Fórmula de Sucesso para sua Carreira, Sílvio Celestino é sócio-fundador da Alliance Coaching. No Twitter: @silviocelestino.
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

As 10 carreiras que mais causam depressão




SÃO PAULO - Exaustão, acúmulo de estresse e pressão a todo o momento. Esses são alguns dos males contemporâneos que podem causar depressão nos profissionais. Imagine então se a profissão que você escolheu está constantemente ligada a muitas outras características como essas?

O site da revista Health listou as 10 profissões que são mais propensas que seus profissionais tenham depressão, ocasionada por estilos de vida incomuns e estressantes. Para a a conselheira de saúde mental e PhD, Deborah Legge, há certos aspectos que apontam que qualquer trabalho pode contribuir para exacerbar a depressão. “Porém, pessoas que trabalham com cobranças e tensão têm maiores chances de desenvolver a doença do que, por exemplo, pessoas que trabalham com gestão. Às vezes, os profissionais não se dão conta que estão doentes e que precisam de ajuda”, disse Legge.
Você ficou na dúvida se sua profissão está na lista? Confira abaixo as 10 carreiras que precisam de atenção:

Enfermeiras e cuidadoras de crianças
Esse grupo de profissionais está no topo da lista, com quase 11% que enfrentam a doença. Um dia típico pode incluir alimentação, banho e cuidar de pessoas que são incapazes de expressar gratidão e apreciação, "pois, eles estão muito doentes e muito pequenos para isso. Ou simplesmente não têm esse hábito”, revela o psicólogo clínico da Tufts University, Christopher Willard. “É estressante ver as pessoas doentes e não conseguir motivá-las positivamente”.


Garçons
Muitos garçons têm salários baixos e enfrentam jornadas de trabalho cansativas, tendo de lidar com inúmeras pessoas mal-educadas e briguentas. Enquanto 10% destes profissionais que enfrentam depressão a mais que no ano anterior, quase 15% são mulheres. “Muitas vezes, esse trabalho é ingrato. As pessoas podem ser rudes e há grande esforço físico diário. Quando as pessoas estão deprimidas, é difícil ter energia e motivação”, ressalta Legge.


Assistentes sociais
Não é surpresa constatar que os assistentes sociais estão entre os cargos com maiores chances de depressão. Lidar com crianças vítimas de abuso ou abandono e famílias à beira de inimagináveis crises e combinar essas situação com muita burocracia pode deixar qualquer profissional estressado.

“É errado cultivar uma cultura que dita sacrifícios emocionais em pró de um bom trabalho”, diz Willard. Isso se aplica, principalmente, com os assistentes sociais, que trabalam com pessoas carentes e se sentem presos ao próprio trabalho, por achar que não estão dando o máximo de si. É uma pressão muito grande atribuir ao seu trabalho sentimentos como tristeza, dor, felicidade, culpa.
Profissionais da saúde

Médicos, enfermeiros, terapeutas, fisioterapêutas e outros profissionais da área da saúde. Essas carreiras exigem longas e cansativas horas de trabalho e nos mais improváveis horários, tudo com muita atenção e cuidado. Além de atingir o físico, esses profissionais estão constantemente colocados em situações extremamente emotivas, em que vidas de outras pessoas estão em suas mãos, literalmente.

Em outras palavras, o estresse e a pressão sempre desafiará seu bem estar. “Todos os dias eles estão lado a lado com doenças, traumas e mortes, além de lidar com membros da família dos pacientes. Isso pode gerar uma triste perspectiva, que todo o mundo é assim”, lembra Willard.
Artistas e escritores

Essas carreiras podem trazer contracheques irregulares, horas incertas e isolamento. Muitos diriam que pessoas criativas são menos tristes, mas pense se as mesmas não conseguem ter inspiração? De acordo com a publicação, houve um aumento de 9% dos profissionais da área que relataram problemas com depressão, em relação ao ano passado. “O que mais eu vejo é bipolariedade entre os artistas. A depressão é comum para aqueles que trabalham com artes, pois seu estilo de vida contribui para isso”, afirma Legge.

Professores
Muitos professores trabalham em mais de uma ou duas escolas e ainda levam trabalho para casa. Em outras situações, eles aprendem a fazer muito com pouco recurso e tempo. “Há pressão para dar um bom ensino as crianças. Seus pais e escolas cobram do professor o cumprimento de normas e de demandas diferentes”, considera Willard. Para ele, as constantes cobranças podem fazer os profissionais esquecerem da razão de ter escolhido a área.


Profissionais de apoio administrativo
Pessoas dessas áreas, que incluem secretárias e atendentes, sofrem de um caso clássico: alta demanda, baixo comando. Eles estão na linha de frente, recebendo ordens de todas as direções, tanto dos clientes quanto dos patrões. Ainda, são normalmente mal-remunerados e se sentem inferiores por não ter poder para fazer além. Antes de duvidar do estresse causado por essa carreira, conte quantas vezes você já ouviu de algum atendente ou secretária a frase “isto não está ao meu alcance. Poderei lhe encaminhar para o gerente, aguarde”.

Além disso, não são reconhecidos por seu trabalho e ainda precisam contornar educadamente qualquer crise de seus patrões ou consumidores.

Profissionais de manutenção
Como iria se sentir caso apenas fosse procurado quando algo der errado? Isso é essencialmente o “ganha-pão” dos profissionais de manutenção, como encanadores, pintores, eletricistas, entre outros. Eles também têm de trabalhar horas incomuns, pois para atender a demanda, precisam ser rápidos e acessíveis, senão perdem para a concorrência.

Ainda, ganham pouco e fazer trabalhos cansativos. “Em termos de colegas de trabalho, eles são isolados, e isso pode ser um trabalho um tanto solitário”, pontua Willard.

Consultores financeiros e contabilistas
A frase “tempo é dinheiro” se coloca perfeitamente na situação. A maioria das pessoas não gostam de lidar com seus próprias finanças, então imagine lidar com milhares ou até milhões de outras pessoas? “Há grande responsabilidade em cuidar de finanças que não são suas e, ainda por cima, o profissional não tem controle do mercado. Nem sempre é sua culpa, mas mesmo assim, os clientes perdem dinheiro e eles provavelmente tirarão satisfações tão pouco educadas com esses profissionais”, ressalta Legge.


Fonte: http://entendendoosnegocios.blogspot.com.br/2012/10/as-10-carreiras-que-mais-causam.html

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

E-commerce: 4 características indispensáveis aos empreendedores virtuais


No e-commerce, não adianta apenas ter uma loja virtual ativa, é preciso trabalhar criatividade, inovação, "feeling" e iniciativas nas diversas ferramentas disponíveis para o crescimento da loja

Com o constante crescimento do e-commerce, é muito comum a entrada de novos empreendedores no mercado virtual brasileiro. Dessa forma, é necessário identificar as características empreendedoras que influenciam no sucesso de uma empresa na web.
Por exemplo, no e-commerce, não adianta apenas ter uma loja virtual ativa, é preciso trabalhar criatividade, inovação, "feeling" e iniciativas nas diversas ferramentas disponíveis para o crescimento da loja. Sendo assim, vejamos a fundo algumas características indispensáveis aos empreendedores virtuais:
1. Foco e disciplina. Para ser bem sucedido é preciso saber onde se deseja chegar; isso é o foco. A disciplina entra, juntamente, no caminho entre o start e a linha de chegada. Nesse sentido, destacamos a necessidade de constante planejamento, traçado de metas e objetivos, sempre visando o crescimento da empresa;
2. Ação constante. Não fique esperando as coisas acontecerem. Não espere o consumidor simplesmente "achar" sua loja e entrar: atrai-o até seu negócio, chame a atenção dele, ofereça-lhe as melhores condições, o melhor atendimento, os melhores produtos, enfim, os melhores motivos para ser cliente;
3. Aproveitamento e criação de oportunidades. Quando as oportunidades aparecerem, analise-as e, se interessantes, abrace-as. Contudo, crie suas próprias oportunidades. Em relação ao negócio, crie motivos e circunstâncias para seu consumidor interagir mais, consumir mais; para isso, faça uso das mídias sociais, de promoções, de ofertas, etc;
4. Aprendizado e evolução com os erros. Erros são comuns sim, principalmente, no início do empreendimento. Dessa forma, fique sempre atento para não cometer gafes, seja com logística, atendimento ou mesmo com as mídias sociais. Procure e analise falhas divulgadas na web, aprenda com erros alheios. No entanto, caso sua loja cometa alguma gafe, corrija-a (não passe, simplesmente, por cima), aprenda e evolua, sempre.
O sucesso de uma empresa, independente de seus recursos, está diretamente ligado à mente empreendedora. Sendo assim, tais características devem sempre ser cultivadas para que a loja virtual se mantenha em constante expansão. Boas vendas! 
Felipe Martins - fundador e presidente da empresa DOTSTORE, especializada em criação e assessoria em Loja Virtual. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mais de 23% dos trabalhadores informais têm ensino Superior, diz FGV


O estudo traça o perfil dos trabalhadores informais no Brasil e quais setores possuem maiores taxas de informalidade

Um estudo realizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) em parceria com o IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) revela que, em 2009, mais de 23% dos profissionais que possuem ensino Superior ou grau maior de estudos atuam na informalidade.
A maioria dos trabalhadores informais (que não possuem carteira de trabalho) ainda é a parcela de menor escolaridade, em média, de zero a três anos de estudos, representando 59,1% do total. Próximos a esses trabalhadores aparecem os profissionais com escolaridade entre quatro e sete anos, com quase 49%, seguidos pelos trabalhadores que possuem até dez anos de ensino, 37,7%, e pelos que têm ensino Médio completo.

Setor

A pesquisa também levantou os números de informalidade por setor. Nesse quesito, a Indústria Extrativa Mineral se destaca, com mais de 64% de trabalhadores informais. O estudo aponta que a taxa elevada neste setor pode estar associada ao trabalho familiar de pequenas propriedades.
A lista segue com Serviços de Administração Pública, com 59,7%, outros serviços, com 47,1%, Indústria da Construção, com 44,6% e Serviços de Alojamento e Alimentação, com 37,5%.
“Setores intensivos em mão de obra se mostram como aqueles com maior taxa de informalidade como pode ser visto com base na informalidade elevada dos setores de serviços”, consta no estudo.

Informalidade em queda

De 2002 a 2009, a taxa de informalidade caiu em 6,2% e o desemprego 0,8%. Segundo dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), houve uma queda ainda mais significativa entre 2009 e 2011, atingindo 14,6% de diminuição.
Além das iniciativas do governo, um dos motivos para esse resultado é a redução na participação de jovens no mercado de trabalho, visto que tal grupo apresenta alta informalidade. A baixa registrada também significa que os jovens brasileiros estão se dedicando aos diferentes níveis de estudos.
“A manutenção dos jovens nas escolas por mais tempo melhora a inserção destes no mercado de trabalho com taxas de desemprego menores e reduz a chance destes serem trabalhadores sem carteira”.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Veja 4 razões para não desistir da empresa quando ela está em crise


Em clima pesado para o Facebook, Mark Zuckerberg e sua equipe continuam com a moral alta. Confira as máximas antes de deixar ou não este barco

Há cerca de seis meses atrás, trabalhar no Facebook daria inveja a todos os profissionais da área de criação, negócios e tecnologia. Mas, desde que as ações da empresa caíram drasticamente, muitos deles desistiram de tal sonho de carreira.
Por mais que o clima não esteja dos melhores, a moral dos profissionais do Facebook parece continuar alta. Até mesmo o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, reconheceu em reunião com equipe que assistir as ações caírem pode ser “doloroso”, segundo o site Careerbliss.
Em situação como essa, quando uma empresa está em crise, nem sempre a melhor saída é deixar o barco. Para o diretor da DePauw University, Steve Langerud, quando há informação sobre instabilidade financeira de sua empresa, a notícia se espalha rápido, com informações que podem ou não ser verdadeiras.

Você está preparado?

Assim, antes de tomar qualquer decisão, o site Careerbliss elaborou quatro pensamentos que você deve considerar antes de seguir com seus planos:
1. Você está nele por um motivo, qual é? "Nós não construimos serviços para ganhar dinheiro", escreveu Zuckerberg no prospecto do IPO do Facebook. "Nós ganhamos dinheiro para construir melhores serviços. As pessoas querem usar os serviços de empresas que acreditam em algo além de simplesmente maximizar os lucros”.
O que te leva a trabalhar naquela empresa? Apenas dinheiro ou tem algo a mais? Esse “algo a mais” vale a pena apostar? Se você trabalha em uma instituição que realmente muda algo em você, te faz viver melhor, você pode suportar futuras dificuldades financeiras da empresa. Ser otimista e acreditar que a empresa sairá desta crise também é importante.
O Wall Street Journal informou recentemente que alguns dos profissionais do Facebook são positivos em relação às perdas, porque acreditam sinceramente na empresa. "Eu terei uma perda de curto prazo", diz o empregado, de acordo com a notícia.
2. Ainda há esperança: se nem tudo está perdido, não há razão para se desesperar prematuramente. "Todas as empresas, em um momento ou outro, poderá estar em perigo. E a maioria delas sobrevive", ressalta um escrito de Guia Profissional do The Wall Street, Roy Cohen. Ele diz que se há problemas a curto prazo, uma dificuldade passageira como a perda de clientes ou pouco faturamente pode ser desculpa para deixar a empresa.
O que é preciso fazer nessas horas é pesquisa e estar bem informado. Por mais que não te digam nada, sentir o clima da empresa e a preocupação dos empresários e gestores é uma alternativa.
3. Questão de confiança: Você confia em seus chefes, colegas de trabalho e acionistas? Após observar o que acontece na sua empresa e se certificar de que há algo por trás de tanta ansiedade e nervosismo, se perguntar se você confia no desempenho da sua empresa é fundamental para insistir ou deixar a causa.
Por fim, uma questão importante para determinar o seu destino: "Você consegue se ver como parte da equipe que irá vencer essa dificuldade?" Se a resposta for não, é hora de repaginar seu currículo.
4. Situações desafiadoras, novos caminhos: "grandes riscos trazem grandes recompensas", diz Langerud. Além disso, se você apostar neste barco e ele não afundar, mostrará aos seus superiores que você é um profissional determinado, leal e persistente.
Também, nessas crises há mudanças de cargos da diretoria e novas oportunidades podem se abrir para você.
Acima de tudo, pensar na sua carreira e montar um plano para o futuro irá ajudar a avaliar se essa empresa trará mais benefícios do que outras oportunidade. "Os profissionais devem gerir a sua própria carreira, em vez de acreditarem que a organização vai fazer isso por eles", diz McMillan. Vale lembrar que nenhuma das razões acima deve impedí-lo de estar preparado para uma saída estratégica, caso você decidir que é hora de saltar para outros rumos.

domingo, 17 de junho de 2012

Estudo mapeia perfil do administrador brasileiro

Pesquisa foi realizada pelo Conselho Federal de Administração em parceria com a FIA

Homem jovem, com renda mensal entre 3,1 a 10 salários mínimos, empregados de empresas de grande porte do setor privado. Esse é o perfil do Administrador de Empresas revelado pela "Pesquisa Nacional sobre o Perfil, Formação, Atuação e Oportunidades de Trabalho do Administrador 2011". O levantamento realizado pelo Conselho Federal de Administração (CFA) em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA) acaba de ser divulgado e aponta tendências para a profissão de Administrador no país.

A pesquisa ouviu mais de 21.110 pessoas em todo o país entre Administradores, professores e coordenadores do curso de Administração e empresários. Apesar do levantamento apontar que a maioria – 65% - é formada por homens, a pesquisa revela que participação feminina é crescente na profissão, tendo elas atingido 35% de participação em 2011.

Para 25,41% dos 17.982 Administradores entrevistados o que motivou a escolha do curso de Administração foi o interesse em ter uma formação generalista e abrangente. Hoje em dia a pessoa está mais preocupada com as oportunidades que o mercado de trabalho vai oferecer. Por isso, a vocação já não pesa na hora de decidir a carreira.

Outro dado relevante é que a remuneração mensal do Administrador, em termos do total Brasil, situa-se entre 3,1 e 10 salários mínimos (43,37%), com a média aproximada de 9,75 salários mínimos. No entanto, foram observadas diferenças significativas na remuneração entre gêneros, empresas públicas e privadas, empresas micros, pequenas, médias e grandes e entre regiões do país.

O setor privado ainda é o que mais emprega Administradores de Empresa (58%). Nesse segmento, a maioria dos entrevistados – 46% - afirmou que trabalha em empresa de grande porte e 21,84% dos profissionais ocupam cargo de gerência.

Áreas de atuação - Cerca de 85% dos Administradores estão concentrados nas áreas de serviços em geral, indústria, comércio varejista, consultoria empresarial, instituições financeiras e serviços hospitalares e da saúde. O setor de serviços continuou sendo o que emprega maior número de Administradores, seguido do industrial.

Formação – Dos Administradores entrevistados pela Pesquisa, 84,18% concluíram o curso de Administração em instituição de ensino superior privada e informaram que o curso atendeu suas expectativas. Se, por um lado, os Administradores declaram-se satisfeitos com o que aprenderam nos cursos de graduação, por outro demonstraram ter encontrado dificuldades quando de seu ingresso no mercado de trabalho, pela falta de conteúdos nas disciplinas que os aproximassem das práticas.

O desenvolvimento do empreendedorismo, a gestão ambiental/ desenvolvimento sustentável e a gestão pública também foram indicados como novos conteúdos capazes de dinamizarem os projetos pedagógicos dos cursos de Administração. Já a Educação a Distância (EAD), apesar de estar em expansão, ela ainda não é bem aceita como modalidade de ensino, na opinião dos Administradores e dos Coordenadores/Professores participantes da pesquisa.

Com relação aos cursos de pós-graduação a maioria dos Administradores que participaram da pesquisa possui curso de especialização (75,33%) e pretende continuar seu aprendizado e atualização nas áreas da administração.

Características profissionais – A Pesquisa realizada pelo CFA aponta que o Administrador é um profissional com visão ampla da organização, tendo sido apontada como a característica predominante na sua identidade profissional pelos três segmentos da pesquisa: Administradores, Coordenadores/Professores de Administração, Empresários/Empregadores.

O comportamento ético é a atitude mais valorizada pelos entrevistados. Saber administrar pessoas e equipes e ter bom relacionamento interpessoal são as competências e habilidades apontadas como essenciais entre o público da pesquisa.

Tendências - Os empresários entendem que, nos próximos cinco anos, as áreas mais promissoras para a contratação de Administradores são: serviços, administração pública direta e indireta e indústria. Na fase da pesquisa qualitativa ficou claro, ainda, que existem oportunidades de trabalho para o Administrador como consultor nas micro e pequenas empresas.

As áreas mais promissoras para a contratação de Administradores, em termos de resultados gerais para o Brasil, são as de consultoria empresarial, serviços em geral e administração pública indireta, tendo, no entanto, sido observadas significativas diferenças regionais. Na Região Centro-Oeste, por exemplo, há uma crescente oportunidade na área do agronegócio. Já na Região Norte, umas das áreas com potencial para empregar Administradores é a do Comércio Atacadista.

Essa foi uma das maiores pesquisas, se não a maior realizada por meio da internet em todo o Brasil. Tivemos participação maciça dos profissionais de Administração. Por meio da pesquisa conseguimos levantar informações sobre o ensino da Administração, as tendências profissionais para os Administradores, entre outros. Um verdadeiro raio X.

Ações do Sistema CFA/CRAs - Uma vez traçado o raio X da profissão, o Sistema CFA/CRAs, de posse desses dados, delineará ações a curto, médio e longo prazos para melhorar ainda mais esse cenário, além de promover e dignificar a profissão e o ensino da Administração de todo o país. É nossa missão propor iniciativas coerentes com a realidade, mas antecipando futuro já que a expansão dos mercados mundiais é um desafio e, para estar preparado às mudanças, precisamos pensar em diretrizes de desenvolvimento para os profissionais de Administração. A pesquisa também servirá de guia para gestores públicos e privados, professores e profissionais de Administração que desejarem fazer a diferença.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Como suportar as emoções do outro e ainda ser promovido

Entenda os desafios do compliance officer

O compliance officer é a pessoa que, dentre outras atribuições, é responsável pela conformidade dos dados de uma empresa, tendo, portanto, acesso a todas as informações. Por isso, também lida com vaidades humanas, dinâmicas mafiosas, pretensos líderes e ameaças veladas. Além de toda a competência técnica, acadêmica, dedicação e comprometimento, é fundamental que esse profissional tenha um alto índice de inteligência emocional. É um modo de se preservar e ser bem-sucedido na política organizacional.

Como forma de garantir a independência funcional, não é recomendável que o compliance officer esteja ligado funcionalmente a qualquer área de negócios, devendo reportar-se ao mais alto escalão da instituição. Algumas vivências mais traumáticas, como potenciais intimidações veladas, reforçam a importância de sua independência. Infelizmente, alguns desses profissionais acabam vivenciando essa dinâmica mafiosa.

Passei a me interessar mais por esse tema quando me deparei com um executivo que, na falta de argumentos inteligentes para a sequência de um saudável debate, finalizou abruptamente a discussão com a seguinte frase: "Quem manda aqui sou eu". Relacionar-se bem no coletivo e conseguir transitar com maestria por diferentes tribos é um extraordinário talento. Adotar a perspectiva e lidar com as emoções do outro, controlando os seus próprios impulsos, suportando as dificuldades e canalizando produtivamente as suas emoções, exige autocontrole. Obviamente, porém, acima de tudo, é necessária uma autoconsciência emocional, conceito bem mais abrangente.

Daniel Goleman, em seu livro "Inteligência Emocional", trata muito bem as habilidades em relacionamentos interpessoais, trabalho em equipe, solução de conflitos e todas as competências que permitirão ao Compliance Officer perceber e usar as emoções próprias e a dos outros e a reagir a elas adequadamente, o que lhe proporcionará mais chances de adaptação, sobrevivência e sucesso.

É interessante observar como as novas exigências do mercado, que acabam pautando nossa vida profissional, dão um valor sem precedentes à nossa inteligência emocional para o êxito no trabalho, e como as emoções descontroladas e nocivas põem em risco nossa saúde física e bem estar. Trata-se, na verdade, da velha discussão sobre o sucesso profissional em sintonia com a perfeita saúde, o que tem mais chances de acontecer no âmbito do desenvolvimento da inteligência emocional.

O estresse baixa os limites da nossa tolerância e autodisciplina e as experiências tensionantes desgastam o sistema nervoso. As pessoas que não conseguem exercer um autocontrole sobre as emoções acabam perdendo a racionalidade, e a decisão, que deveria ser governada pelo pensamento, acaba sendo dominada pelo sentimento, como esclarece Goleman. "A mente emocional é muito mais rápida do que a racional, saltando à ação sem se deter para pensar no que está fazendo. Sua rapidez exclui a reflexão deliberada e analítica, característica da mente pensante." E destaca: "Estar no controle de nossas paixões tem vantagens sociais e cria um discurso mais produtivo e menos sujeito a arrependimentos." Se nosso poder de discernimento torna-se inoperante, não conseguimos a serenidade mental que nos propicia concentração no trabalho e clareza nos pensamentos.

A capacidade de controlar os impulsos é uma questão de autodisciplina, assim como o poder de se motivar mesmo em meio a frustrações, adiando a satisfação e buscando uma vida mais virtuosa. Autocontrole, persistência e automotivação, todos ao mesmo tempo. Pode parecer um pouco distante da realidade de muitos, porém de que servem os obstáculos se não para nos ajudar a sair de nossas perspectivas limitadas? A mente flexível e treinada consegue trabalhar bem o equilíbrio das relações humanas, o que já é um passo para um novo modelo de sucesso, que vai além da excelência acadêmica.

Ana Paula P. Candeloro – é presidente do Instituto Yiesia, de Governança Corporativa e Compliance, professora do INSPER, membro do IBGC e coautora do livro "Compliance 360º", publicado pela Trevisan Editora. anapaula.candeloro@yiesia.com.br 


terça-feira, 29 de maio de 2012

Muito além do preconceito: ensino a distância será modalidade do futuro

Para especialista, dúvidas em torno do ensino a distância é algo muito mais cultural do que qualquer outra coisa

Não há dúvida de que todos os profissionais que buscam o sucesso precisam estar sempre preocupados com qualificação. Porém, será que todas as formas de capacitação são reconhecidas pelo mercado? O ensino a distância, por exemplo, ainda gera muita desconfiança sobre sua real eficácia. Mas, será que isso é puro preconceito ou realmente é uma modalidade de ensino menos eficiente?

Para o diretor da FGV Online, Stavros Xanthopoylos, as dúvidas em torno do ensino a distância é algo muito mais cultural do que qualquer outra coisa. Cultural, pois a sociedade é bastante resistente às mudanças de uma forma geral. Porém, conforme pontua o diretor, já existe um grande questionamento em torno do tradicional método ensino, ou seja, sala de aula, alunos e professor.

Muitos estudiosos, pedagogos, e os próprios alunos já estão se questionando se o modelo padrão de ensino realmente é o melhor. Ainda, em relação ao ensino a distância, é um tanto quanto contraditório as pessoas nutrirem preconceito se as ferramentas utilizadas por essa modalidade de ensino são as mesmas usadas no dia a dia, tanto da vida profissional quanto pessoal.
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(imagem: Thinkstock)
Ou seja, usamos o computador e a internet, com todos os seus recursos, como vídeos e chat, rotineiramente. Assim, se já estamos acostumados e completamente adaptados a esses recursos, por que, então, não aceitamos o ensino a distância, que utiliza os mesmos itens?

Olhando para o futuro, Stavros acredita que o modelo de ensino que vingará terá um formato misto. Ou seja, parte a distância e parte presencial. Os alunos usarão o espaço virtual para se preparem antes do encontro com os professores. Assim, quando estiverem na sala de aula, a troca de conhecimento será muito mais intensa e a experiência, muito mais rica do que é atualmente.

Os mitos que rondam o ensino a distância

Vale pontuar, porém, que existe alguns mitos sobre o ensino a distância. Primeiro, ele não é para qualquer um. É importante que o interessado tenha consciência que essa modalidade exige um perfil específico. Ou seja, uma pessoa que tem a capacidade de sentar na frente de um computador e se dedicar ao estudo.

Além disso, o ensino a distância não é tão flexível quanto se pensa. Existe um calendário de atividades e é preciso comparecer a encontros presenciais, sobretudo, para a realização de provas. “O que falam sobre ser a qualquer hora e em qualquer lugar, é relativo”, diz Stavros.

Os cuidados

Caso tenha decidido por um curso na modalidade a distância, vale observar algumas dicas. Na hora da escolha, veja se a instituição é reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação). Qualquer modalidade de ensino deve ser reconhecida pelo MEC para que o diploma tenha validade. Analise atentamente as disciplinas e o conteúdo programático. Certifique-se de que você terá um tutor e muita atenção ao material.

Ainda, verifique se há suporte técnico e as credenciais da instituição. Ou seja, se é reconhecida pelo mercado.

Modalidade aprovada

O empresário Celso Vieira Junior cursa a modalidade a distância de Administração de Empresas na Fagen/UFU (Faculdade de Gestão de Negócios da Universidade Federal de Uberlândia). Para Vieira, o curso é bastante sério, já que os prazos estipulados e combinados são cumpridos. Além disso, “a grade é a mesma da presencial; e os critérios de avaliação são claros e cumpridos pelos professores”, diz.

Já na fase do TCC (trabalho de conclusão de curso) Vieira aponta como sendo bastante positivo o fato de que “a bibliografia é atualizada e há preocupação dos docentes com a aplicabilidade dos conceitos no mercado de trabalho”. Além disso, destaca que seu tutor é muito bom e que a afinidade que teve com ele permitiu um grande aprendizado, “quando há afinidade pessoal com o tutor, asseguro que se aprende muito mais do que no ensino presencial”, diz Vieira.

Apesar de morar em São Paulo e ter que viajar para Uberlândia algumas vezes por mês, o empresário não destaca isso como algo negativo, “adoro quando tenho que viajar e ficar um pouco sozinho. Nesses seis anos tive tutores ótimos com quem desenvolvi várias ideias interessantes, que eram formalizadas ali, na viagem; Muitas vezes, depois das provas, ficava conversando com os tutores, sobre os conceitos aprendidos”, lembra Vieira.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

4 dicas para se tornar um empreendedor de sucesso

Segundo especialista, um ponto extremamente importante no início é refletir profundamente sobre a decisão de empreender

Muitas pessoas sonham em ter o seu próprio negócio e serem bem-sucedidas. No entanto, muitas vezes bem a dúvida: o que realmente faz com que um empresário alcance o sucesso em seu empreendimento?
De acordo com o consultor empresarial José Carlos Ignácio, diretor da JCI Acquisition, um ponto extremamente importante no início é refletir profundamente sobre a decisão de empreender.

"Razões como falta de sucesso na carreira executiva, desejo de não ter patrão, comodismo em suceder o pai, falta de vontade para estudar ou qualquer outro motivo semelhante, de caráter negativo e limitante, não deveria ser motivo para ser empresário", afirmou o especialista.
"Ter a sua própria empresa significa ser ambicioso para correr riscos e ambicionar resultados muito acima da média. Significa também optar por um estilo de vida de dedicação e preocupações permanentes e, principalmente, de gostar do jogo, de vibrar com o dia a dia de decisões e revisões continuas", completou Ignácio.
Segundo o especialista, um ponto extremamente importante no início é refletir profundamente sobre a decisão de empreender (Imagem: Thinkstock)

Perfil e vocação
Por tudo isso, não se encaixa neste perfil quem procura situações de acomodação para não ter de enfrentar problemas pessoais, assumindo como definitivas limitações que poderiam ser apenas passageiras.

"É necessário ter vocação. Além de pensar grande, sempre, o futuro empresário deve ter em mente a necessidade de ter disciplina e persistência. Planejamento e foco também são importantes, mas do que valem ambos sem a virtude maior e indispensável de seguir à risca o caminho traçado, de não ceder às tentações da dispersão e da desistência?", questiona Ignácio.

Confira mais dicas do especialista:

- Capitalize o que já conhece: Não se iluda com eventuais ramos promissores na hora de montar um negócio, seja através de franquia ou sociedade. Nada é mais correto empresarialmente do que capitalizar conhecimento e relacionamentos já possuídos. Não abra mão desse patrimônio pessoal precioso! Com relação aos desejos comuns de mudança de área, vale ressaltar que grande parte disso, normalmente, advém da frustração da posição atual de empregado;

- Lidere com excelência: O ativo mais importante da empresa é o seu capital humano. Para conseguir selecionar, formar e manter um quadro de colaboradores capazes de fazer diferença, o empresário deve ser um líder capaz de influenciar e motivar profissionais cada vez mais especializados e exigentes. Deve fazer seus empregados acreditarem que vale realmente a pena seguir o líder e dedicar-se de corpo e alma a organização, pois o sucesso da empresa garantirá o sucesso pessoal;

- Delegue para crescer: É impossível gerir a empresa da mesma forma a medida que o crescimento acontece. É necessário dividir responsabilidades e poder de forma a garantir a qualidade e agilidade das decisões e do processamento das operações, sem deixar se limitar por inseguranças pessoais ou massagens no ego que forcem, indevidamente, a centralização da gestão;

- Divida o que ganhar para ganhar mais: Remunerações fixa e variável atrativas, programas de participação nos lucros, opção de compra de cotas ou ações e apoio ao treinamento são algumas das formas de dividir os ganhos obtidos, normalmente com retornos maiores ainda.

Fonte:http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/4-dicas-para-se-tornar-um-empreendedor-de-sucesso/55456/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Problemas pessoais no trabalho interferem no desenvolvimento da carreira


Fofoca corporativa, qualquer tipo de assédio e falta de postura profissional podem atrapalhar bastante sua trajetória

Uma carreira profissional bem-sucedida é reflexo de diversos fatores. É preciso ter conhecimento técnico, desenvolver competências, encontrar a empresa certa, estar motivado e ainda evitar se envolver em problemas pessoais no ambiente corporativo.
Quando o assunto são as relações pessoais no trabalho, há diversas questões que podem atrapalhar, e muito, o desenvolvimento da carreira. Com a ajuda de especialistas, a equipe InfoMoney listou alguns dos problemas mais comuns no cenário corporativo. Confira:
Assédio sexual e moral - se valer da sua posição na empresa para assediar moralmente ou sexualmente um subordinado é um dos principais problemas pessoais no mundo corporativo. Quem o pratica está sujeito a uma série de penalidades que podem contribuir para encerrar uma carreira antes do planejado, e quem sofre o assédio também pode ficar com várias sequelas.
O que se pode fazer é tomar algumas medidas para evitar que esse tipo de situação aconteça. De acordo com a gerente de Recursos Humanos da Personal Service, Alexandra Morgado, se o profissional já percebeu que seu chefe ou algum superior tende a ter esse tipo de comportamento, ele deve evitar ter muita intimidade. “É melhor você ter uma relação o mais profissional possível, sendo sempre cordial, mas sem intimidade”.
Falta de postura - embora você passe boa parte do seu tempo no trabalho, o ambiente corporativo não é sua casa. Pessoas briguentas, que se impõem no grito, que batem nas mesas, normalmente não são bem vistas pelos colegas de trabalho.
“É um grande erro pensar que se pode vencer uma discussão no grito”, explica Alexandra. No ambiente corporativo, diz a especialista, é preciso saber conviver com pessoas diferentes e que possuem experiências diversas. “Essa mistura exige um código de conduta corporativa para que as pessoas consigam conviver de forma harmoniosa”.
Hierarquia - por mais que as empresas estejam se tornando cada vez mais colaborativas, dando mais autonomia para os profissionais, ao mesmo tempo em que tentam tirar um pouco da atenção em torno da figura do chefe, a hierarquia ainda não foi abolida e o chefe continua sendo o chefe.
Assim, se você não concorda com as ideias do seu, o máximo que pode fazer é tentar fazê-lo mudar de pensamento, dando argumentos bem embasados e coerentes, mas sabendo que, ao final, quem dará a última palavra será ele e não você. “Se você não gosta de ter chefe, é melhor pensar em abrir seu próprio negócio”, diz Alexandra. Mesmo porque tentar lutar contra ele só vai atrasar sua carreira.
Fofoqueiro - se você descobriu que é conhecido na empresa como o “leva e trás” ou o “fofoqueiro”, é melhor tomar uma atitude urgente para mudar essa realidade. A fofoca corporativa faz parte da lista dos piores comportamentos no mundo profissional.
Inevitavelmente o profissional vai acabar sendo descoberto, o que pode comprometer muito sua imagem dentro da organização e mesmo frente aos colegas de trabalho. Além disso, a energia gasta em fofocas pode comprometer sua produtividade no trabalho, limitando seu desenvolvimento profissional.
Assédio entre colegas - o trabalho é o local onde boa parte das pessoas encontram futuros maridos e esposas. Certo. Porém, uma coisa é se envolver com alguém do escritório e engatar um namoro sério, outra coisa é ficar dando em cima insistentemente de uma pessoa que não está nem um pouco interessada.
Ficar assediando colegas de trabalho, apesar de a pessoa ter deixado claro que não está interessada, também pode causar diversos tipos de penalidades.
Brigar e discutir - uma coisa é não gostar de um colega de trabalho, outra, completamente diferente, é externar esse sentimento a ponto de travar discussões e brigas. É interessante entender que você não precisa gostar de todos os profissionais com quem trabalha, mas, por outro lado, precisa conviver e respeitar. Algo que sempre pode ajudar é nunca esquecer que as pessoas são diferentes e que nem todo mundo pensa como você.
Conflitos entre gerações - a velha questão entre o novo e o velho. No cenário atual, a geração Y entra em cena para trabalhar com os ‘baby boomers’ e com os profissionais da geração X. A diretora de serviços e de RH da SimGroup, Telma Sassaroli, explica que é muito comum os conflitos pessoais entre os profissionais novos, que chegam achando que sabem de tudo e querendo mandar, e os mais velhos, que, apesar de terem mais experiência e conhecimento, nem sempre são reconhecidos. É importante estar aberto para as outras gerações.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O que o líder não deve fazer diante de um conflito?


Pessoas. Uma palavra tão simples e de entonação tão leve, mas que na sua essência é sinônimo de uma complexidade imensurável de comportamentos que nem sempre estão nos padrões esperados e que resultam em situações de discordância, muitas vezes causadas por motivos irrelevantes. Tanto na vida pessoal quanto profissional, os conflitos entre os seres humanos sempre existirão, pois não há um padrão que faça com que todos os indivíduos apresentem os mesmos estímulos para determinados fatos, sem mencionar que somos uma enorme caixa de surpresas quando nos reportamos à esfera dos sentimentos.
Se os conflitos fazem parte da vida, cabe a nós administrá-los para que esses não ganhem proporções indesejáveis e, muito menos, gerem fatos que causem sérios problemas. Quando um momento de discórdia surge no ambiente organizacional, por exemplo, cabe ao líder o papel de encontrar a solução mais rápida e eficaz antes que o clima seja prejudicado e todos os membros da equipe sejam envolvidos. Seguem abaixo atitudes que nunca devem ser adoradas por uma liderança, diante um momento de conflito.
1 - "Vista grossa" diante do fato e acreditar que tudo vai ser resolvido entre os funcionários, como se fosse uma "briguinha" de crianças. Registre-se aqui que a liderança não deve neutralizar os momentos em que os liderados apresentam opiniões divergentes, mas sim situações em que os ânimos tornam-se pouco amigáveis no dia a dia e prejudicam, inclusive, a própria equipe.
2 - Ignorar os sinais comportamentais que a equipe expressa quando um conflito está presente no ambiente de trabalho. Isso pode ser perceptível quando os membros do time são comunicativos e passam a ser retraídos, com o semblante de preocupação. Se isso ocorrer, algo está no "ar" e precisa ser constatado o mais rápido possível.
3 - Jogar a responsabilidade de lidar com a situação para terceiros. Ou seja, pedir que um subordinado faça seu papel ou mesmo o "meio de campo" para acalmar os ânimos das partes envolvidas no conflito. Uma atitude dessas só envolve mais um membro da equipe e o deixa em uma situação muito delicada diante dos demais colegas de trabalho.
4 - Por mais afinidade que o líder tenha uma das partes envolvidas, nunca deve ser parcial e tomar "partido". É fundamental ser estritamente profissional nesses momentos e utilizar a inteligência emocional, principalmente se o fato exigir a tomada de uma decisão mais rigorosa.
5 - Postergar a conversa com as partes envolvidas no conflito só fará o problema virar uma "bola de neve" e com proporções que talvez façam "estragos" ainda maiores.
6 - Não ouvir os dois lados envolvidos com a mesma abertura pertinente a uma liderança. Se isso acontecer, a própria imagem do líder será prejudicada diante dos demais membros da sua equipe.
7 - Deixar de estimular o diálogo entre as pessoas ligadas diretamente à situação conflitante. Em muitos casos, os conflitos surgem a partir de um mal entendido e uma conversa franca pode podar arestas indesejáveis, que servem de verdadeiros espinhos entre as pessoas.
8 - Mostrar-se inseguro diante dos fatos e tomar uma decisão precipitada, influenciado pela vontade de ver o término do conflito entre os subordinados. O líder que age dessa forma pede para correr em cima de cerâmica molhada.
9 - Perder a oportunidade de apresentar seu posicionamento como líder, para as partes envolvidas no conflito. Diga-se de passagem, isso não deve ser considerado um "puxão de orelhas", mas um feedback diante de um momento delicado e que pode ser vivenciado por qualquer profissional.
10 - Não promover um diálogo com todos os membros da equipe, após o conflito ter sido solucionado e quando o fato prejudica, principalmente, o clima organizacional. A liderança deve enfatizar que sempre estará pronta a ouvir qualquer colaborador, caso surja um fato que crie uma situação conflitante. Como diz o ditado popular: "É melhor prevenir do que remediar".

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sentindo-se um "peixe fora d'água" na empresa? Veja dicas para contornar situação


Caso o sentimento não seja contornado, profissional pode produzir menos, ficar agressivo, ou mesmo deprimido

Você já se sentiu como um “peixe fora d'água” no ambiente de trabalho? Se sim, saiba que você não é o único, pois, segundo a consultora sênior de RH da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Emília Dias, o sentimento é mais comum do que as pessoas imaginam.
De acordo com Emília, tarefas inadequadas, salário abaixo do praticado no mercado, falta de perspectivas dentro da empresa e relacionamento difícil com colegas ou com a liderança são as situações que mais levam os profissionais à sensação de não pertencimento.
Caso o sentimento, muitas vezes angustiante, não seja contornado, o profissional, alerta a consultora, pode produzir menos, ficar agressivo, ou mesmo deprimido.
“O profissional pode produzir menos, ficar agressivo, se sentir vítima... Contudo, se a pessoa tiver um bom autocontrole, ela consegue transformar o sentimento em combustível para tentar se destacar”.
O que fazer?
Para não deixar que o sentimento de não pertencimento atrapalhe o desenvolvimento na carreira, Emília diz que o profissional deve, primeiramente, procurar se autoavaliar para tentar descobrir a origem do sentimento. A medida, diz ela, é importante para que a pessoa saiba quais providências tomar.
Feito isso, sugere, a pessoa deve tentar resolver a situação, buscando, por exemplo, o feedback do líder, colocando para o mesmo fatos reais para que ele o ajude a encontrar soluções. Além disso, ressalta, é essencial que o profissional busque maneiras de se automotivar.
Para Emília, a única atitude que não deve ser tomada de forma alguma é deixar a situação como está.
“O profissional que se sente como não pertencendo ao time de trabalho, após procurar avaliar o que realmente está provocando este sentimento, se é, por exemplo, uma percepção equivocada, um problema pessoal, e ainda, após tentar conversar com a liderança continuar se sentindo como "peixe fora d´água", deve procurar um coaching, uma mudança de área dentro da própria empresa ou ainda uma recolocação no mercado, em um local onde ele possa se sentir mais realizado, profissional e pessoalmente, pois a pessoa tem a responsabilidade sobre sua carreira e realização pessoal”.
Líder
No que diz respeito ao líder, este, avalia a consultora, deve ficar sempre atento à sua equipe, sendo que o isolamento de um profissional pode ser um indício de que algo não está bem.
“Se o líder perceber que é um problema individual, deve chamar o profissional para uma conversa. Por outro lado, se o problema for da equipe para com a pessoa, deve haver uma conversa individual com cada membro da equipe, pedindo, inclusive, sugestão para solucionar a questão”, sugere.
Por fim, fala a consultora, o líder deve atentar à própria conduta, para que o fato de ele ser mais próximo de determinada pessoa ou grupo dentro da equipe, não faça com que algum profissional se sinta diferente.