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sábado, 4 de maio de 2013

Petrobras de olho no gás

Estatal vai apresentar Plano Estratégico 2030 em julho, com seus investimentos
Graça lembrou que o Brasil tem déficit de derivados (FÁBIO COSTA/JCOM/D.A PRESS - 28/5/10)
Graça lembrou que o Brasil tem déficit de derivados
Rio – A Petrobras está revisando sua carteira de projetos de olho no potencial das oportunidade de gás em terra. As mudanças serão conhecidas em julho, quando a estatal vai apresentar o Plano Estratégico 2030, com as diretrizes de investimentos da companhia para as próximas décadas. A afirmação foi feita ontem por Maria das Graças Foster, presidente da empresa.
“Eu não tenho a menor dúvida de quando sair o Plano Estratégico de 2030, haverá uma modificação na carteira de projetos visto o nosso interesse em gás onshore (em terra). Se existir esse gás, nós vamos produzir. E aí estamos em uma grande revolução de energia. Aí eu saio um pouco da minha camisa de presidente da companhia e volto aos tempos em que pensava a energia de uma forma mais romântica, em que é possível fazer uma grande geração de energia térmica a gás, fazendo uma ligação dessa produção de energia com a linha de transmissão. E que possamos fazer em determinados mercados, em especial o Centro-Oeste, uma produção de fertilizantes, como amônia e ureia, para atender o agronegócio”.
A exploração de gás em terra envolve principalmente o gás natural não convencional, como o shale gas, ou gás de folhelho (rochas). Esse tipo de exploração vem sendo questionado por ambientalistas, que alertam sobre os riscos de contaminação dos lençóis freáticos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a legislação vem ficando mais severa para reduzir os riscos ambientais.
A exploração de shale gas no Brasil vem sendo defendida pelo governo, como forma de aumentar o desenvolvimento no interior do país e elevar a produção de gás e reduzir seus preços. Por conta disso, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) prepara leilão de áreas em várias bacias terrestres do país para explorar o gás. Segundo estimativas, o Brasil pode ter reservas prováveis de até 17 trilhões de metros cúbicos.
Graça lembrou que em julho “provavelmente” as refinarias Premium I , no Maranhão, e Premium II, no Ceará, sairão da fase de avaliação e entrarão em implantação.
 
DIARIO DE PE

terça-feira, 9 de abril de 2013

Semana decisiva para Suape

Relatório final sobre a MP dos Portos, que recebeu quase 650 emendas, deve ser entregue até sexta
 

Uma das soluções que vêm sendo estudadas para o complexo seria transformá-lo em terminal de uso privativo

Esta semana será decisiva para o Complexo Industrial Portuário de Suape. O Congresso Nacional deve entregar até a sexta-feira o relatório final sobre a Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos. O documento recebeu cerca de 650 emendas. Todas estão sendo analisadas. O que se espera é que as alterações que tratam sobre o Porto de Suape, o único entre os afetados pela medida que engloba um complexo industrial, sejam aprovadas.

Enquanto espera, o governo do estado já analisa o que pode ser feito caso o texto seja aprovado na íntegra. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Márcio Stefanni Monteiro, uma saída pode ser a retomada de uma ação na Justiça solicitando a transformação de Suape em um TUP (Terminal de Uso Privativo), o mesmo modelo adotado no Porto de Pecém, no Ceará.

“Não seria o modelo ideal, já que sendo um TUP o nosso porto não poderia receber recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O que poderíamos fazer seriam convênios. Mas o governo federal vem realizando investimentos no complexo, por isso o ideal é que Suape permaneça do jeito que está, fazendo o planejamento, elaborando relatórios e enviando para aprovação da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários)”, afirmou.

Publicada em dezembro do ano passado, a MP 595 estabelece um novo marco regulatório para o setor portuário. O problema é que, da forma como está, a medida centraliza na Secretaria Especial de Portos a responsabilidade pelo planejamento do sistema portuário em todo o país. Além da demora na aprovação dos projetos, a MP causará uma perda de autonomia das áreas do complexo. De acordo com a lista divulgada no dia 18 de fevereiro pela Secretaria de Portos da Presidência da República, mais de cem hectares do equipamento poderão ser arrendados à iniciativa privada nos próximos meses, sem a ingerência estadual. Caberá à administração dos portos apenas a resolução de problemas operacionais.

Três projetos considerados prioritários para o complexo estão travados em Brasília aguardando as alterações da MP 595. Um dos projetos que aguarda o retorno da agência é a construção do segundo terminal de contêineres, um investimento de R$ 697 milhões da iniciativa privada e R$ 133 milhões do setor público. O terminal deveria estar operando já neste semestre. Segundo Monteiro, o projeto já estava, inclusive, aprovado na Antaq quando começaram as discussões e suspenderam as liberações.

Outro caso preocupante é a construção do terminal multifuncional na ilha de Cocaia, que há cinco anos vem sendo discutido. Recursos de R$ 377 milhões já foram assegurados pelo governo federal. A este valor devem ser somados R$ 869 milhões, que serão aplicados pela empresa privada vencedora da licitação. O problema é que o decreto que autoriza o início do processo licitatório ainda não foi publicado. O terminal irá atender à demanda da Refinaria Abreu e Lima, que entra em operação em 2014. A construção de um terminal de grãos no complexo, um investimento de R$ 850 milhões, também está na gaveta dos órgãos federais.

Estudo mapeia indústria na Zona da Mata

Levantamento mostra que complexo industrial de Glória do Goitá, Pombos e Vitória movimenta R$ 4,3 milhões por mês
Do JC Online


Na foto, a planta fabril da Mondelez (Kraft), em Vitória de Santo Antão
Foto: Michele Souza/JC Imagem

As cidades do interior do Estado começam a ter uma ideia mais concreta dos efeitos da interiorização da industrialização. De acordo com um estudo encomendado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec) à empresa Dados Informações e Pesquisa (DIP), o complexo industrial que se formou nos municípios de Glória do Goitá, Pombos e Vitória de Santo Antão a partir de 2009 movimentam atualmente R$ 4,3 milhões por mês nessas cidades, antes marcadas pelo comércio ou atividades rurais.

Apesar da rápida expansão de empreendimentos industriais nessa região, ainda não havia um estudo que mostrasse as principais as principais demandas das empresas e pontos negativos como a carência de fornecedores locais e de mão de obra qualificada.

De acordo com o secretário executivo de políticas de desenvolvimento da Sdec, Felipe de Moraes Chaves, a escolha pelo mapeamento da região ocorre por conta da rápida expansão de investimentos nas cidades. “Em Suape, já há vários estudos e diagnósticos para o território estratégico, a Região Metropolitana também já tem uma dinâmica, mas também é preciso ter um mapeamento de regiões como Goiana e as cidades do interior, que têm um desenvolvimento industrial muito recente. A escolha por iniciar o mapeamento por Vitória, Pombos e Glória do Goitá deve-se à expansão que essas cidades tiveram em pouco tempo”, avalia.

Felipe de Moraes considera que o mapeamento revela a necessidade de pequenas empresas instaladas nessas cidades passarem a se integrar na cadeia. “A pesquisa tem como uma das intenções aproximar essas indústrias das pequenas empresas, que podem se tornar fornecedores. Claro que as indústrias que se instalam agora nesses municípios vão considerar insatisfatória a qualidade de mão de obra existente na região, que antes eram marcadamente rurais, mas que começam a ter investimento em qualificação do próprio setor privado. Outro ponto importante do mapeamento é que quando todas as empresas pesquisadas tiverem a instalação concluída deverão movimentar R$ 56 milhões ao ano.”

O secretário de desenvolvimento econômico Márcio Stefanni reforça a necessidade dos empreendimentos gerarem renda nas cidades em que estão instaladas. “Os investimentos precisam estar nos municípios, mas os municípios também precisam estar nesses investimentos. A riqueza gerada deve ficar em Glória, Pombos e Vitória.” Das compras feitas na região, 50% são apenas de pequenas compras. “Nosso objetivo é que comprem muito mais aqui.”

O estudo mostra pontos negativos apontados pelas empresas, como carência de fornecedores locais e de mão de obra qualificada. Das doze empresas entrevistadas no estudo da DIP, 36% dos empresários consideram que a infraestrutura disponível é insuficiente, enquanto 64% consideraram satisfatória. Entretanto, 64% consideram insatisfatória o acesso ao Porto de Suape.

JC ONLINE

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

BNDES investirá no novo etanol

 


SÃO PAULO (Folhapress) – A GraalBio, empresa de biotecnologia da família Gradin, receberá um aporte de R$ 600 milhões do BNDESPar (braço de participações do BNDES), que se tornará sócio da companhia ao deter 15% das ações ordinárias (com direito a voto). Esse é o primeiro investimento do BNDES em etanol de segunda geração. No ano passado, o banco destinou R$ 4,1 bilhões a projetos do setor sucroalcooleiro, que representou uma queda de 30% em relação a 2011. Os recursos do BNDES serão utilizados no desenvolvimento de tecnologias para a produção de etanol de segunda geração e de bioquímicos.

Segundo Júlio Raimundo, diretor da área industrial de mercados de capitais e capital empreendedor do BNDES, os aportes serão feitos ao longo dos próximos sete anos em conjunto com os investimentos da família Gradin. “Pretendemos, com esse projeto, afirmar a liderança brasileira nos biocombustíveis e bioquímicos”, disse em entrevista o diretor do BNDES.

Os controladores devem concluir até o início de 2014 a primeira fase de investimentos na GraalBio, com a destinação de R$ 300 milhões à primeira fábrica de etanol celulósico do hemisfério sul, que está sendo construída em Alagoas e deve começar a produzir usando bagaço e palha da cana como matéria-prima. O plano de negócios da Gra­al­Bio prevê R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos sete anos, período em que pretende se tornar líder mundial na produção de etanol celulósico e de bioquímicos. O projeto prevê a construção de quatro unidades de produção de etanol de segunda geração, duas fábricas de bioquímicos e dois polos industriais.

Segundo Bernardo Gradin, presidente da companhia, captações por meio de emissão de títulos de dívida e aportes adicionais de parceiros da GraalBio nas joint ventures, que deverão ser formadas para a construção das outras unidades, serão suficientes para completar os R$ 4 bilhões necessários para a implementação do projeto. Há a possibilidade de abertura de capital na Bolsa, após a conclusão dessa primeira fase de investimentos, segundo Raimundo.

FOLHA PE

sábado, 6 de outubro de 2012

Sebrae realiza Feira do Empreendedor e oferece mais de 380 atividades gratuitas

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Pernambuco, um mundo de oportunidades. E todas elas você encontra aqui, na Feira do Empreendedor. Esse é o tema do evento que completa 20 anos de incentivo ao empreendedorismo
 
Empreendedorismo e inovação. Dobradinha de sucesso já conhecida por milhares de pequenos negócios que movimentam a economia pernambucana. O Sebrae em Pernambuco aposta e incentiva esse segmento, responsável por 98% dos empreendimentos do estado, e realiza a 8ª edição da Feira do Empreendedor, de 17 a 20 de outubro, no Centro de Convenções, em Olinda, distribuída em 10 mil m², com o tema Pernambuco, um mundo de oportunidades.
 
São mais de 380 atividades gratuitas, distribuídas em mais de 45 horas de programação, com estruturas montadas na área norte do pavilhão de feiras, que será transformado em salões temáticos, das 10h às 22h, nos dias 17, 18 e 19; e das 10h às 20h, no dia 20/10. Para oferecer esse evento à população empreendedora pernambucana, o Sebrae investiu R$ 2,3 milhões.
 
“Oportunidade é uma palavra-chave, um conceito da Feira do Empreendedor deste ano”, afirmou o superintendente do Sebrae em Pernambuco, Roberto Castelo Branco durante o lançamento do evento, realizado na tarde desta terça-feira (02). “O estado de Pernambuco tem tido, ao longo dos anos, um crescimento do PIB acima do nacional. As micro e pequenas empresas de Pernambuco também são as que melhor pagam no Nordeste, são os motores de nossa região, que é a que mais cresce no Brasil. São exatamente essas oportunidades que queremos mostrar”, disse o superintendente.
 
“O mundo empresarial de Pernambuco é composto de 100 mil micro e pequenas empresas, 130 mil Empreendedores Individuais, 290 mil produtores rurais e uma coisa muito importante, que são os potenciais empresários”, disse o diretor-técnico do Sebrae em Pernambuco, Aloísio Ferraz. “Temos hoje em Pernambuco um milhão de potenciais empresários, o que significa 12% a 13% da população do estado. E todo esse evento se volta para esse público”, completou o diretor técnico. “Será a ocasião onde vamos reunir os 20 anos da Feira do Empreendedor, os 40 de Sebrae e todo o rol de oportunidades do Sebrae em Pernambuco”, enumerou o superintendente Roberto Castelo Branco.
 
Nos quatro dias de evento serão oferecidos minicursos, palestras, oficinas, orientação empresarial, consultorias sobre inovação nos negócios de pequeno porte, feira de máquinas, equipamentos, franquias e negócios porta a porta. O último evento desse tipo no estado ocorreu no ano de 2010. Este ano, áreas como Arena da Copa, Arena Virtual, Economia Criativa, estão entre os destaques da feira.
 
A feira é destinada a candidatos a empresário, empresários interessados em ampliar ou diversificar seus negócios, empreendedores individuais, estudantes universitários e de cursos profissionalizantes, instituições de ensino, pessoas que buscam empreender e complementar sua renda, investidores.
 
Distante 20 anos desde o piloto realizado pelo Sebrae em Pernambuco, o evento amadureceu e foi adotado pelo Sebrae Nacional em 2002 como produto para ser realizado nos 27 estados, pelo sucesso obtido com a sua dinâmica de feira de negócios e de educação empreendedora.
 
O Sebrae realiza a 8ª edição da Feira do Empreendedor com patrocínio do Banco do Brasil e apoio da Faepe, Fiepe, Fecomércio e Facep.
FEIRA DO EMPREENDEDOR 2012
Data: 17 a 20 de outubro
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Olinda/PE
Horário: Quarta a sexta: 10h às 22h | sábado: 10h às 20h
Entrada: gratuita, Após preenchimento da ficha de cadastro, nos dias do evento
Informações: (81) 2101.8586 | 0800 570 0800
Inscrições abertas no site: www.feiradoempreendedorpe.com.br

Goiana quer evitar desacertos de Suape

Município discute com a Fiat possibilidade de instalar serviços públicos dentro do canteiro de obras para minimizar riscos da tensão social que tomou conta do Litoral Sul

Ideia é oferecer atendimento de saúde no canteiro de obras, além de instalar espaços cultural e religioso

Guga Matos/JC Imagem

Nova casa da Fiat no Brasil, o município de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, discute com a montadora a possibilidade de oferecer no canteiro de obras serviços públicos gratuitos, como atendimento de saúde. A ideia é uma das alternativas em discussão para reduzir o risco de repetir o mesmo tipo de tensão social das mega obras de Suape na construção da montadora de R$ 4 bilhões, construção que vai mobilizar 7.372 trabalhadores.

A proposta partiu de instituições como o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Agência de Desenvolvimento de Goiana (AD Goiana) e já foi apresentada à Fiat, que estuda a ideia. Mas a empresa não bancaria tudo sozinha e por isso é necessário envolver na discussão a prefeitura de Goiana e também áreas específicas do governo estadual.
Os serviços públicos seriam atendimentos simples, como os de odontologia básica e medicina preventiva. Também haveria espaço cultural e religioso.

“Queremos montar um quiosque no canteiro de obras. Apesar do nome, é uma edificação de alvenaria, onde seriam ofertados os serviços. O quiosque funcionaria como ponta de receptividade para evitar os ‘efeitos colaterais’ de Suape, como a questão da violência e das drogas”, comenta o presidente da AD Goiana, Rodrigo Augusto.
Em Suape, pelo segundo ano consecutivo, a negociação salarial virou tensão para 44 mil operários. Desta vez, porém, o cenário virou quase de guerra, até com tiros de borracha e ônibus queimados.

Sem contar com os problemas sociais acumulados nos municípios do entorno, como degradação ambiental e social. Rodrigo diz que a preocupação é criar um vínculo social entre a região e os trabalhadores que virão até de fora de Pernambuco para a obra.
Apesar de o Estado ter qualificado 6.782 trabalhadores em 13 municípios (de Abreu e Lima a Goiana e daí a Timbaúba), para as obras da Fiat, o atraso no início das atividades provocou evasão de pessoal. A própria montadora admite que parte desse contingente já foi absorvida pelo mercado.

As obras da Fiat eram esperadas para abril passado, mas só começaram no último dia 17 – ainda apenas pelo prédio que servirá de base administrativa durante as obras. A construção da fábrica propriamente dita é esperada para meados de dezembro. Até agora, porém, nem sequer a construtora foi anunciada.

JC ONLINE

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Reino Unido busca negócios com o Brasil


Em São Paulo, primeiro-ministro britânico afirma que o Brasil é um parceiro preferencial de seu país
SÃO PAULO No primeiro dia de sua visita oficial ao Brasil, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou ontem que o crescimento da economia brasileira transformou o País em um parceiro preferencial do Reino Unido. Em discurso para empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ele lembrou que no ano passado o Brasil ultrapassou a Grã-Bretanha e se tornou a sexta maior economia do mundo. Nós, britânicos, temos um ditado: se não pode vencê-los, junte-se a eles, disse Cameron, durante discurso.
Entre os setores apontados como preferenciais por Cameron, estão os de energia, defesa, infraestrutura, educação e farmacêutica. O Brasil vai ter de investir em geração de energia e a Grã-Bretanha quer participar disso, afirmou ele, para acrescentar na sequência: Na área de defesa, podemos participar do processo de modernização das forças armadas brasileiras, como dois países podem e devem fazer.
Ainda falando sobre o atual momento da economia brasileira, ele recorreu a uma metáfora do futebol. O futebol foi inventado no Reino Unido, mas aperfeiçoado no Brasil, afirmou ele, sem fazer comentário sobre as barreiras comerciais que o Brasil tem anunciado nos últimos dias, a pretexto de defender a indústria local da invasão de produtos importados, barreiras que desagradam ao governo britânico.
Depois de participar da assembleia da ONU, em Nova Iorque, Cameron desembarcou em São Paulo. Seu primeiro compromisso foi visitar a fábrica da britânica JCB, de equipamentos pesados, em Sorocaba (no interior do Estado). Depois, de volta à capital paulista, fez a pé o percurso entre seu hotel e a sede da Fiesp, na avenida Paulista. Cameron veio ao Brasil acompanhado por uma comitiva de 50 empresários de vários setores. Hoje, em Brasília, se encontra com a presidente Dilma Rousseff.
Pelos números mais atualizados, o Brasil exporta cerca de US$ 5 bilhões para o Reino Unido e importa outros US$ 3 bilhões. Muito pouco para uma corrente total de comércio de US$ 1,6 trilhão dos dois países.
JORNAL DO COMMERCIO

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Doze empresas pernambucanas no ranking nacional das 250 que mais cresceram no país


Doze empresas pernambucanas conseguiram driblar o chamado “Custo Brasil” e se inseriram no seleto grupo das 250 pequenas e médias empresas (PMEs) que mais crescem no Brasil. Estudo realizado pela Deloitte em parceria com a revista Exame PME revela que elas conseguiram chegar ao topo aumentando o portfólio de produtos e serviços (62%), otimizando processos e renovando a estrutura de vendas (59%). Para reduzir custos, negociaram melhores condições de pagamento (65%), renegociaram e substituíram fornecedores (64%).

No ranking nacional, a Valox aparece em terceiro lugar, atrás apenas da Arcitech, do setor de telecomunicações, e da Reuter, do ramo da construção civil. Cresceu incríveis 8.704,5% no acumulado entre 2009 e 2011, uma média anual de 838,3%. “Nosso crescimento é reflexo do que ocorre em Pernambuco. Investimos em marketing e conseguimos conquistar o mercado fazendo não apenas mobiliário corporativo, mas móveis personalizados”, conta a diretora comercial Juliana Gusmão.

A Valox nasceu no Recife em 1991 fazendo móveis para informática. Tinha, na época, três funcionários. Nos últimos dez anos, passou a produzir uma extensa linha de móveis para lojas, escritório e cadeiras, além de oferecer soluções personalizadas. Com o crescimento de Suape, a empresa começou a fornecer para empresas como Camargo Corrêa e Engevix, estando presente em grandes obras como a Refinaria Abreu e Lima e a PetroquímicaSuape, da Petrobras. Hoje, são 150 empregos diretos em três lojas localizadas no Recife, em João Pessoa e em Natal. Até 2014, a empresa planeja abrir outras três unidades em Fortaleza, Maceió e Aracaju.

Além da Valox, fazem parte da lista as também pernambucanas Construtora Andrade Mendonça, Serttel, Estaf, Segsat, Betonpoxi, Carbo Gás, Pitang, SET Sistemas, Maia Melo Engenharia, Faculdade do Vale do Ipojuca e Tron. “A inclusão dessas 12 empresas de Pernambuco no ranking nacional significa que o estado retomou um lugar de destaque na economia do Nordeste”, analisa José Emílio Calado, sócio-diretor da Deloitte.

MICHELINE BATISTA / DIÁRIO DE PE

Classes D e E elevam poder de consumo

Pesquisa da Nielsen mostra que contingente de famílias que recebe até R$ 1,7 mil por mês é o que mais contribui para o crescimento da economia nordestina

A população das classes D e E domina o crescimento do consumo no Nordeste. Enquanto as empresas brasileiras miram o potencial da classe C, a região apresenta uma configuração diferente. A faixa de renda D/E (com ganho familiar de até R$ 1.734,00) representa 64% dos domicílios nordestinos e 67% do consumo. Com o aumento do poder aquisitivo, essas famílias passaram a consumir mais, a experimentar novas categorias de produtos e a frequentar diferentes canais de vendas. A constatação está na 3ª edição do Evento a Clientes Nielsen Nordeste, realizado ontem na Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe).
Na análise feita entre julho de 2011 e junho de 2012, as vendas de 133 categorias de produtos na região cresceram 0,6%. Apesar do tímido desempenho, o resultado foi superior ao do Brasil (0,2%). Observamos que o crescimento do consumo ocorre de forma moderada, mas ainda em ritmo superior ao restante do País. E as classes D e E exercem papel chave nesse cenário, reforça o diretor comercial da Nielsen, Mário Ruggiero, que apresentou o trabalho Nordeste: democratização do consumo e a criação de valor.
A análise também aponta para uma nova geografia do consumo, que sai da rota das metrópoles e avança nas pequenas e médias cidades. O estudo mostra que o crescimento do consumo (em valor) registrou taxa de 4% nos grandes municípios, contra 12% dos médios e 10% dos pequenos. A migração também acontece em direção ao interior. Em Pernambuco, cidades como Caruaru, Garanhuns e Petrolina se destacam.
Com mais dinheiro no bolso, em função das transferências de renda, aumento real do salário mínimo e acesso ao crédito, os consumidores das classes D e E estão experimentando novos produtos. A análise da Nielsen identificou que as chamadas categorias de acesso (aquelas que não faziam parte da cesta de produtos) começaram a entrar no carrinho de compras. Na lista aparecem barras de cereal, fio dental e pós-xampu (condicionadores, cremes para pentear, reparadores de ponta).
O fenômeno de agregação de valor também vale para as categorias maduras (aquelas tradicionais na feira). Na prática é o seguinte: quem comprava um sabonete comum, agora quer um antibactericida ou um sabonete líquido. O consumidor que levava pra casa um iogurte, decide experimentar um funcional. E o tradicional sabão em pó vai sendo substituído pela versão líquida. As compras nessa categoria cresceram 66% entre as classes D e E.
Embalagens e preço reforçam sua influência na decisão de compra dos produtos. Nas categorias de acesso, uma tendência é o consumo de embalagens menores para experimentar. Já em outras categorias, como a de fraldas, as embalagens grandes acabam barateando a unidade do produto. Hoje, já é possível encontrar pacotes com até 120 fraldas, destaca.


domingo, 9 de setembro de 2012

Suape atrai empresas de diferentes países e eleva PIB estadual


“Não é difícil avaliar que o que resulta nesse aumento é a infraestrutura do Porto e a localização estratégica, ou seja, distante apenas 40 quilômetros da Capital”, argumentou o deputado Adalto Santos

Da Redação

Jarbas Araújo
Crescimento – Adalto Santos apresentou dados
O Complexo Portuário de Suape e como ele interfere no desenvolvimento econômico de Pernambuco pontuaram o discurso do deputado Adalto Santos (PSB), no Plenário, na manhã de ontem. O parlamentar ressaltou que Suape tem atraído, cada vez mais, investimentos em decorrência do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de 4,5%, em 2011, em comparação com 2012. O índice ficou acima da média nacional, que foi de 2,7%. “Não é difícil avaliar que o que resulta nesse aumento é a infraestrutura do Porto e a localização estratégica, ou seja, distante apenas 40 quilômetros da Capital”, argumentou.
O socialista parabenizou o governador Eduardo Campos pelos investimentos voltados ao Complexo, onde funcionam mais de cem empresas e outras 50 estão em fase de instalação. “Investidores de outros países voltam os olhos para Pernambuco. Exemplo disso é uma fabricante portuguesa de turbina eólica que emprega cerca de 600 funcionários”, observou, acrescentando que quem se dirige a Suape vê o nítido desenvolvimento.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Brasil entra pela primeira vez no ranking dos 50 países mais competitivos

 


Pela primeira vez, o Brasil entrou para o ranking dos 50 países mais competitivos no Relatório Global de Competitividade, divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial. Para chegar à 48ª posição desta edição do ranking, o País subiu cinco lugares desde o ano passado.
No topo do ranking, pelo quarto ano consecutivo, está a Suíça. Cingapura ficou em segundo lugar, seguido por Finlândia, Suécia, Holanda e Alemanha. Já os Estados Unidos caíram da quinta posição que ocupavam em 2011 para o sétimo lugar. Em oitavo, nono e décimo lugares ficaram Reino Unido, Hong Kong e Japão, respectivamente.
De acordo com o responsável pela análise dos dados brasileiros, Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, o ranking foi afetado pela incerteza crescente por conta da crise na Europa, da vulnerabilidade norte-americana e da desaceleração da China. A Fundação coordena a coleta e a análise de dados brasileiros.
Avaliação brasileira
A melhor avaliação sobre a macroeconomia nacional ajudou a puxar o País para a lista dos 50 mais competitivos. Este ano, o Brasil subiu 53 posições no critério “ambiente macroeconômico”, saindo da 115ª colocação em 2011 para a 62ª. O salto, segundo a Fundação Dom Cabral, pode ser consequência da exclusão do indicador “spread bancário” do estudo deste ano. O indicador costuma ser “problemático” para o País, de acordo com a fundação, mas foi retirado da análise de 2012 por ser considerado ineficiente para comparar o grau de eficiência bancária nos diversos países.

Arruda explica que as medidas tomadas pelo governo Dilma Rousseff de redução da taxa básica de juros e consequente na queda dos juros bancários teriam impacto positivo para a colocação do País no ranking, mas não conseguiriam fazer com que o “ambiente macroeconômico” subisse tantas posições.
Além da macroeconomia, o “uso de tecnologias de informação e comunicação” também ajudou a tornar o País mais competitivo, de acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial. O indicador sobre “sofisticação dos negócios”, apesar de ter caído dois pontos de 2011 para 2012, ainda é positivo – o Brasil ficou em 33º lugar.
Do outro lado, os níveis de “confiança nos políticos” e “eficiência das políticas de governo” colocam o País em 121ª e 111ª posição, respectivamente. O Brasil também fica mal posicionado na avaliação da “qualidade da infraestrutura de transportes” (79ª posição), da “qualidade da educação” (116ª posição) e do “volume de taxação como limitador ao trabalho e investimentos” (144ª posição). No pilar “inovação”, o Brasil caiu da 44ª para 49ª posição. O resultado, avalia Arruda, está ligado à falta de mão de obra qualificada.
O relatório é feito com dados estatísticos nacionais e internacionais, além de pesquisa de opinião feita com executivos. Em 2012, o estudo analisou a competitividade de 144 países.
Fonte: O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mercado de franquias do Brasil triplica em 10 anos é o maior da AL


O mercado de franquias do Brasil é o maior da América Latina em número de lojas, de redes e de empregos, segundo a revista AméricaEconomia, que reuniu dados sobre o setor na edição de agosto.

No País, existem hoje 1,8 mil redes, com 86,3 mil unidades e 777 mil empregados. O faturamento do setor triplicou nos últimos dez anos, passando de R$ 28 bilhões em 2002 para R$ 88,5 bilhões no ano passado.

A maior rede é O Boticário, com 3,3 mil lojas, seguida pelos Colchões Ortobom (1,8 mil) e Kumon (1,5 mil).

O McDonald’s continua sendo uma das mais caras, com investimento inicial entre R$ 1,3 milhão e R$ 2,6 milhões. Mas, nesse quesito, estão acima da rede americana de fast-food a empresa de hotelaria francesa Accor (cujo investimento inicial vai de R$ 5,5 milhões a R$ 13 milhões) e a academia Pelé Club (de R$ 2 milhões a R$ 3,2 milhões).

É interessante notar que o mercado de franquias do Brasil é o que tem maior participação de empresas nacionais. Aqui, 93% das unidades abertas fazem parte de redes brasileiras e apenas 7% são de estrangeiras, conforme mostra o gráfico abaixo, extraído da América Economia.

RADAR ECONOMICO
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Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/08/16/mercado-de-franquias-do-brasil-triplica-em-10-anos-e-o-maior-da-al/