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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Nordeste é oásis de otimismo na pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI)




Apesar do mal resultado da indústria brasileira em 2012, o empresariado da região Nordeste encerrou o ano com boas perspectivas para 2013. De acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o empresário nordestino é o mais otimista com os rumos da economia no primeiro semestre de 2013.

De acordo com a sondagem de dezembro, o índice do Nordeste encerrou 2012 em 62,2 pontos, acima da média nacional de 56,9 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança entre o empresariado.

Maior região industrial do país, o Sudeste é também a menos otimista com os rumos da economia na primeira metade do novo ano. O indicador para a região foi de 53,1 pontos.

JC NEGÓCIOS

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Evolução do PIB entre 2003 e 2011 foi de 40,9% no país e 47,6% em PE



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Até outubro, alta do IPCA foi de 5,45% no Brasil e 6,86% no Recife.
Katherine Coutinho
Do G1 PE

Carlos Hamilton Araújo, do Banco Central
(Foto: Katherine Coutinho/G1 PE)

O crescimento acumulado do Produto Interno Bruto de Pernambuco (PIB) entre 2003 e o terceiro trimestre de 2011 foi maior que o brasileiro. Enquanto o país cresceu 40,9% no período, o estado teve um avanço de 47,6%. Junto a isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma alta no Recife maior que a observada no Brasil – enquanto o IPCA brasileiro acumulado em 12 meses, até outubro de 2012, foi de 5,45%, na capital pernambucana foi de 6,86%. Os dados fazem parte do Boletim Regional Trimestral do Banco Central (BC), apresentado em evento no Recife, nesta quinta-feira (8).
A alta no IPCA, explica o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, foi puxada principalmente pelo reajuste das mensalidades dos planos de saúde, de 7,71%, tarifas de ônibus urbanos (7,52%) e dos produtos farmacêuticos (4,03%). “Além disso, temos o aumento dos preços da gasolina, de 7,6%”, detalha Araújo.
A economia pernambucana, de acordo com o boletim, vem se mostrando mais resistente às crises econômicas. Ao contrário do que acontece no Nordeste, a economia no estado tem uma forte influência da administração pública estadual e dos serviços industriais de utilidade pública, como produção de energia elétrica, enquanto a agropecuária não teria tanto peso. “Nós observamos que, no período 2008-2012, a economia de Pernambuco cresceu em média 4,1%. Muito mais que o 2,6% observado em nível nacional e também o 3,6%, em nível regional”, pondera o diretor de Política Econômica do BC.
A tendência, segundo Araújo, é do crescimento do estado se manter nos próximos anos. “Aqui nós temos um conjunto de projetos de investimento que estão em andamento ou foram anunciados e estão para se concretizar, de acordo com a Seceretaria de Desenvolvimento Economico, em torno de 40% do PIB do estado. Mesmo que metade desses projetos não sejam concretizados, nós teríamos 20% do PIB de Pernambuco, o que antecipa para os próximos anos o bom desenvolvimento que a economia vem apresentando e que vai continuar”, acredita o diretor.
O crescimento da economia traz, junto a si, uma queda do desemprego no Recife, cujo índice se aproxima cada vez mais da média nacional, segundo Araújo. “Nós víamos uma redução no desemprego em todo o país. Por que isso não ocorria tanto no Recife quanto em Salvador, era algo que nos questionávamos. Algo fazia com que as taxas de desemprego aqui fossem muito elevadas. Temos algumas explicações, mas eu acho que, olhando de 2008 a 2012, a gente vê uma média de recuo de desemprego do Recife, que converge para a média nacional. A explicação para isso é o crescimento da atividade econômica”, afirma o diretor do BC. Enquanto a taxa nacional de desemprego é de 5,7%, a da capital pernambucana fica nos 6%.
Apesar dos bons números da economia de forma geral, a seca prejudicou a agropecuária, em especial a produção de grãos, que teve uma queda de aproximadamente 60%, apenas na produção de feijão, afirma Araújo. “A seca prejudicou a produção de grãos, tanto no Nordeste, quanto no Sul. Tivemos nesse ano problemas tanto com seca, quanto com chuvas excessivas, o que puxou o preço dos produtos naturais”, diz.
A inflação na cidade do Recife nos últimos doze meses também é um dado preocupante: está acima da média nacional, atingindo 6,7%, enquanto o Brasil tem 5,45%. Apesar dos números ainda estarem além da meta do país para 2012, que é de 4,5%, o estudo do Banco Central aponta para a convergência. “Já vemos alguns preços caindo, acredito que vamos atingir a meta”, diz o diretor de Política Econômica do BC.
Outro ponto negativo está na balança comercial de Pernambuco, que era equilibrada até 2007, e passou a ser deficitária. “O primeiro ponto é a importação de material para a fábrica de garrafas PET instaladas no estado e a importação de combustível, entre outros pontos que fizeram o estado importar mais que exportar”, explica Araújo.
Programas sociais

O Balanço Regional do BC mostrou também a influência dos programas sociais de transferência de renda sobre a economia do país, refletidos principalmente na venda a varejo, cujo crescimento no Nordeste é superior que o nacional. “No Nordeste, 56% dos trabalhadores ganham até um salário.
Em Pernambuco, 48%. Entretanto, se observamos o que aconteceu nos últimos anos no Brasil, houve um crescimento grande do salário mínimo, o que impacta mais naqueles locais onde a renda é mais ligada a esse benefício. O peso desses programas sociais, ajustado pelo PIB da região, é o dobro no Nordeste do que é medido no país todo”, afirma Araújo.
Varejo

Pernambuco tem uma posição intermediária em termos de vendas no varejo, acima do Brasil, mas abaixo da média regional. Considerando-se o período dos últimos 12 meses, as vendas em agosto subiram 8,6% em comparação com o mesmo período de 2011. Ao incluir as vendas de carros e material de construção, o crescimento no trimestre é de 6,5%, 2,4% a mais que o trimestre encerrado em maio.
Produção industrial

O Nordeste se recuperou da crise econômica de 2008/2009, mas depois sofreu uma perda, explica Araújo. “Parte dessa perda nós devemos à queda na indústria sucroalcooleira e parte à indústria petroquímica da Bahia. Ainda assim, nós poderíamos afirmar que a produção industrial retomou a tendência que ela vinha observando antes da crise”, afirma o diretor.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Atração de fabricantes de máquinas ao NE é desafio


 falta de mão de obra qualificada é entrave para instalação de fabricantes de equipamentos na região 

Ao mesmo tempo em que recebe cada vez mais atenção por parte de fabricantes e lojistas de outras regiões, o setor de calçados, no Nordeste, que tem conquistado aumento na produção e no mercado consumidor, tem demandado um número crescente de investimentos que viabilizem a manutenção do ritmo de expansão, principalmente no que se refere à maior facilidade ao acesso a matéria-prima e equipamentos. Apesar de vislumbrarem a possibilidade de se instalar na região, fornecedores aguardam um momento mais apropriado para criarem unidades produtivas. 

Principal reflexo da instalação de uma fabricante na região seria a redução dos custos de produção e dos itens à venda FOTO: DIVULGAÇÃO

Das 60 fábricas que compõem a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores de Couro (Abrameq), nenhuma está localizada na região, obrigando os produtores a comprar máquinas das regiões Sul e Sudeste, o que acarreta em maiores custos de produção e menos agilidade no desenvolvimento de novos produtos. A demanda maior por equipamentos nos últimos anos está também ligada à maior frequência com que se dão inovações e lançamentos por parte dos fabricantes de calçados, por conta da competitividade.
Destaque nacional 

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados e Artefatos da Paraíba (Sindicalçados) Eduardo Almeida, o esforço do setor, agora que as indústrias do Nordeste têm ganho destaque maior no cenário nacional, é atrair compradores de outros estados. O passo seguinte, que já tem sido estudado, afirma, é atração de fabricantes de máquinas para a região. Ele ressalta que o setor se prepara para dialogar com as administrações estaduais, de forma mais incisiva, para tentar viabilizar a atração. "É um namoro que ainda está no começo", comenta.

Ontem, Almeida participou do Gira Calçados, que ocorre até amanhã em Campina Grande (PB) e reúne produtores e lojistas do setor. Para que seja tomado esse novo passo no Nordeste, contudo, a região ainda precisa se mostrar mais atrativa a possíveis investidores. Entre os representantes de fábricas que se encontravam ontem no evento, uma resposta se repetia com frequência, quando eram questionados sobre a possibilidade de inaugurar uma unidade no Nordeste: "Ainda não. O mercado ainda não comporta".
Potencial, mas nem tanto 

Para a maior parte dos fabricantes, o Nordeste é uma região que possui potencial expressivo, mas ainda não existe uma demanda que justifique um investimento do gênero, principalmente por conta da complexidade da instalação de uma fábrica desse tipo. Todavia, aposta a maior parte dos empresários, caso o ritmo de crescimento se mantenha, a região deverá passar a receber investimentos do gênero, logo que a instalação parecer viável.

"A gente sabe que algumas empresas individualmente já cogitam e conversam. Hoje, talvez não seja viável, mas, talvez, num futuro próximo, a gente possa estar implantando uma planta produtiva", aponta o presidente da Abrameq, Daniel Steigleder. Essa implantação, indica o gerente de vendas da fábrica Tecnomaq, Ivan Balbinot, tem ainda um grande obstáculo a ser superado: a ausência de mão de obra qualificada, no Nordeste, para atuar nesse segmento. "No nosso caso, isso é o que parece ser o maior empecilho". Conforme Balbinot, as vendas de máquinas para o Nordeste correspondem a cerca de 10% das comercializações da empresa, enquanto outros 15% a 20% são exportados e o restante é vendido às regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. "No Sul, nós temos escolas especializadas que formam mão de obra já voltada para esse setor. Isso é fundamental, porque é uma produção bastante específica", corrobora Steigleder.
Sem suporte
Para os produtores de calçados, a ausência desse tipo de suporte chega, em alguns casos, a se tornar um entrave significativo. Segundo o gerente comercial da marca Bê e Bí, que produz calçados infantis em Campina Grande, Assis dos Santos, a perda de negócios é um dos reflexos do fato. Ele conta que, devido à demora para receber um equipamento que comprara de uma empresa da região Sul, teve de atrasar a inauguração de uma nova unidade da empresa, localizada em Serra Redonda, na Paraíba. "Foi uma batalha. Esperei três meses pela máquina", diz. 
Para o empresário Hélio Rodrigues, da Ramagem Couros, que possui uma fábrica em Juazeiro do Norte (CE), por conta dos representantes que as fabricantes das máquinas possuem no Nordeste, o processo de compra é mais simples, embora ainda oneroso. O principal reflexo da instalação de uma fabricante na região, afirma, seria a redução dos custos de produção e dos itens à venda.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, dos 890 milhões de pares produzidos no País em 2010, cerca de 400 milhões foram fabricados no Nordeste, onde se concentram 627 das 8,2 mil empresas do setor no Brasil.
JOÃO MOURA 
REPÓRTER 
O jornalista viajou a convite do Sebrae da Paraíba

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Acesso a Suape: três novos viadutos são inaugurados na PE-60

O governador Eduardo Campos (PSB) inaugurou hoje as obras de duplicação e de reabilitação da PE-60 nos municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca.

Com o projeto, a rodovia estadual ganhou três viadutos próximos aos acessos do Complexo Industrial Portuário de Suape.

As obras incluíram ainda, em 10,2 quilômetros da área urbana do Cabo, reconstrução da base do pavimento, reforço da base, fresagem do revestimento antigo, recapeamento asfáltico e sinalização vertical e horizontal.

A reabilitação do trecho urbano durou nove meses, tendo sido concluído pelo Departamento de Estradas de Rodageme (DER) no mês passado.

“Essas obras integram o projeto maior de duplicação e melhoria de toda a PE-60”, disse o governador. Os investimentos na rodovia foram de R$ 73 milhões.

Os investimentos na PE-60 foram reforçados depois das enchentes de 2010 e 2011, quando a BR-101 Sul foi interditada por quedas de pontes, e quase todo o tráfego passou para a rodovia estadual.

PERNAMBUCO.COM



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rodada de negócios reunirá cerca de 200 lojistas do Brasil e do exterior na Paraíba

Espaço de estímulo e fomentação de negócios espera que número de vendas durante o evento e no pós-evento chegue a R$ 20 milhões

Cerca de 50 indústrias de calçados do Nordeste participarão da Rodada de Negócios do Gira Calçados, que tem início nesta terça-feira (5) e segue até a próxima quinta-feira (7), na Fiep, em Campina Grande (PB). O espaço de estímulo e fomentação de negócios vai contar com, pelo menos, 200 lojistas de 23 estados brasileiros, além de outros países.

De acordo com a coordenadora da Rodada de Negócios, Christianne Fiusa, a expectativa é de que o número de vendas no evento e no pós-evento chegue a R$ 20 milhões. "Teremos grandes empresas que não importam calçados, como a Riachuelo, participando do evento. Esta é uma grande oportunidade para as empresas que desejam negociar e que estejam adequadas às exigências de fornecimento", explicou.

A Rodada de Negócios do Gira Calçados foi organizada de maneira diferenciada. "Optamos por modificar a forma de reunir os empresários. Cada empresa expositora tem dois espaços para apresentar a sua coleção. Elas podem participar do showroom e transitar nas salas de negociação", explicou Christianne.

"Temos normas e procedimentos para os vendedores e compradores. Eles recebem manuais, pois este é um evento de negócios e não de visitação", comentou. Já os pedidos são emitidos num software, com controles e estatísticas para a inteligência comercial.

Para Christianne Fiusa, o Gira Calçados é um evento de desenvolvimento regional, que transborda para o turismo, comércio, dentre outros, gerando renda. "Ele não compreende só uma cidade, mas sim uma região que hoje representa um quarto da população nacional", destacou.

"Durante o Gira Calçados, haverá a rodada de negócios, Feira de Máquinas e Equipamentos e Informação para o setor. O evento vem para consolidar a posição do Nordeste como grande e maior exportador de calçados", disse.


Programação da Rodada de Negócios


Dia 6 – quarta-feira

8h30 – Credenciamento – Rodada

9h – Início da Rodada de Negócios

19h00 – Encerramento das atividades

Dia 7 – quinta-feira

8h30 – Credenciamento – Rodada

9h – Início da Rodada de Negócios

19h00 – Encerramento das atividades