sábado, 9 de julho de 2011
EMPREENDEDORISMO - Segredo para o êxito? Planejamento, é claro!
Micro e pequenas empresas movimentam a economia nacional, mas empresário encontra dificuldades para vencer. Pesquisa aponta que a principal causa para negócio dar errado é não saber atrair o cliente
Reinaldo Chaves
Agência BOM DIA
O país acaba de comemorar a 3ª Semana do Empreendedor Individual. Mais do que justo: os pequenos empresários são cada vez mais importantes para a economia brasileira.
Mas como se manter vivo e ter sucesso em um país cada dia mais competitivo e com altos impostos? Segundo o Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 46% das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) paulistas fecham as portas antes de completaram três anos de vida.
Segundo os próprios empresários, as principais causas para um negócio dar errado são falta de clientes (citada por 29% dos empresários), falta de capital (21%), burocracia, impostos (7%) e concorrência (5%).
O consultor do Sebrae-SP, Reinaldo Messias, que já proferiu milhares de palestras sobre gestão de negócios, destaca que a palavra-chave para evitar ou minimizar tudo isso é planejamento. “Antes de começar qualquer negócio a pessoa deve analisar se a sua ideia é viável. Colocar no papel, escrever as receitas previstas e comparar com as despesas, para ver se dá lucro. Parece óbvio, mas por inexperiência muitas pessoas não sabem quanto devem vender e quanto devem gastar”, explicou o consultor.
Prática /Além de dicas técnicas, Reinaldo elenca ações práticas para os pequenos.
Claro que o dinheiro costuma ser escasso para quem está começando um negócio, mas o melhor a fazer é sempre reservar um pouco para imprevistos, como furtos ou inadimplência.
O estoque da loja deve ser muito bem pensado. Ter muito pode ser caro e a mercadoria perder valor caso não venda rápido. Pouco estoque também é arriscado, consumidores podem trocar de loja quando falta um produto.
Atuar na economia informal pode parecer mais barato, mas ao longo prazo pode trazer dores de cabeça com o poder público. O informal geralmente não preza por qualidade, com isso dificilmente vai crescer.
A escolha da mão de obra é outro ponto muito importante. Procurar funcionários qualificados é sempre o ideal, mas muitas vezes o microempresário contrata algum familiar, o que exige mais cuidado. “Nunca contrate quem você não pode administrar. Parente tem que ser um funcionário como outro qualquer”, finaliza.
MPEs somam 5,5 milhões no Brasil
No Brasil, as MPEs somam 5,5 milhões (99% do total de empresas formais). Em São Paulo este número chega a 1,5 milhão. São 49% na região metropolitana de São Paulo e 51% no interior.
Comércio concentra maioria
A divisão por setores das MPEs brasileiras é de 49% do comércio, 29% de serviços, 10% são indústrias e 16% agropecuárias.
R$ 25,5
Bilhões de reais é o faturamento das MPEs
Governo tem projeto para permitir o registro pela internet das MPEs
Uma das reclamações dos pequenos é a burocracia para manter o negócio
Na incubadora é gerado o futuro de uma família
Com visão estratégica para os negócios, Discom trilha uma trajetória de sucesso há 30 anos no mercado de correias e motores; meta é crescer 20% ao ano e ter duas filiais na região
Michele Stella
Agência BOM DIA
Os Lovate desmentem aquela tese de que empresas familiares param no tempo. Para expandir os negócios iniciados pelo pai, há 30 anos, quatro irmãos chegaram até a recorrer a incubadora de empresas para galgar planos ambiciosos e se manter forte no mercado..
Há 30 anos, quando Antonio Lovate abriu as portas do negócio da família, a distribuidora de correias e motores Discom, o cenário era completamente diferente do atual.
Hoje, o desafio é concorrer com o mercado virtual, que em alguns casos faz com que a empresa precise baixar a margem de lucro para não perder o cliente.
Em comum entre o início e hoje está planos ousados de crescimento.
O objetivo da Discom é crescer 20% ao ano e abrir duas filiais em cidades da região em um prazo de 10 anos de acordo com o atual diretor Alexandre Lovate, que conta com os três irmãos para comandar os negócios.
“A gente não se limita a vender correias e motores. Damos todo o suporte que nossos clientes precisam, garantimos a entrega no menor tempo possível, entre outros detalhes”, comenta Alexandre, apontando fatores que considera essenciais para uma trajetória bem sucedida na área de MRO (manutenção, reparo e operações).
Oportunidade / Com visão empreendedora, a família Lovate sabe bem aproveitar as oportunidades. Há 10 anos, a empresa acreditou no bom momento da área de automação industrial para expandir os negócios - época em que surgiu a Discom-Tec.
“Ficamos três anos na Incubadora de Negócios primeiro. Foi uma aposta acertada”, comemora Alexandre.
O sucesso é transparente
Renato Almeida investe no mercado e integra Instituto Nacional para Desenvolvimento do Acrílico
Regiane Cavagna
Agência BOM DIA
O empresário Renato Almeida assumiu na quinta-feira passada o cargo de diretor e 1º secretário do Instituto Nacional para Desenvolvimento do Acrílico, cujo objetivo é qualificar e contribuir para o aumento do consumo de acrílico no país.
Dono de uma das maiores empresas no segmento, o Grupo Fierce, localizado em Jundiaí, ele destaca um enorme potencial de mercado a ser explorado.
“Nossa meta é aumentar este ano o consumo de acrílico em 35%, gerando mais empresas e, consequentemente, emprego e renda”, afirma.
A empresa de comunicação visual existe há 12 anos, mas o foco para o acrílico é recente, tem apenas três, e hoje faz parte de 70% do faturamento mensal.
“Este era o único material que terceirizávamos em nossos projetos. E foi por meio dessa necessidade que acabei entrando nesse mercado”, diz.
Resistente e 100% reciclável, Renato destaca uma infinidade de possibilidades de produtos acrílicos, que vão desde itens para decoração, como luminárias, móveis até painéis de led, miniaturas, troféus, entre muitos outros. “O acrílico oferece a possibilidade de criar e inovar”, afirma.
Potencial / Atualmente, o Brasil consome por ano 9,5 mil toneladas de acrílico, enquanto a capacidade é de 22 mil toneladas. O número de grandes empresas existentes no país nesse segmento, segundo Renato, não passa de 50.
“Queremos que este número aumente, pois assim todas as empresas crescem junto.”
Segundo ele, o Indec atua também na orientação para quem quer entrar no mercado do acrílico.
Vantagem /Embora trabalhe com outros materiais, Renato destaca a vantagem do acrílico na questão resistência e durabilidade. No caso das fachadas, por exemplo, a resistência do acrílico chega a 10 anos, enquanto as de lona são bem mais sensíveis.
Já as que possuem iluminação em Led, tem ainda a vantagem de serem mais econômicas. “Se antes, uma fachada de lona gastava 800 watts de iluminação, agora, esse consumo reduziu para apenas 4 watts.”
Para Renato, o trabalho com o acrílico não tem fronteiras. “A criatividade e a possibilidade de criar é o segredo para este novo mercado, que está cada vez mais exigente”, afirma.
Rumo à Copa do Mundo de 2014
No ano que vem, o empresário destaca o início das negociações que abrirão mercado para a Copa do Mundo de 2014. Entre as possibilidades está a sinalização dos estádios, réplicas de mascotes, entre outros produtos.
22 mil
Toneladas é a capacidade de consumo de acrílico do país, bem acima do atual, que não chega a 10 toneladas.
Produção em ritmo acelerado
A Fierce é considerada hoje uma das maiores empresas do mercado de acrílico. Ela produz cerca de 150 mil peças por mês para distribuição, além de projetos especiais.
http://www.redebomdia.com.br/noticias/economia/59737/pesquisa+aponta+que+a+principal+causa+para+negocio+dar+errado+e+nao+saber+atrair+o+cliente
EMPREENDEDOR INDIVIDUAL
O Empreendedor Individual é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um empreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 36.000,00 por ano, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
A Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um Empreendedor Individual legalizado.
Entre as vantagens oferecidas por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilitará a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais.
Além disso, o Empreendedor Individual será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).
Pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 28,25 (comércio ou indústria) ou R$ 33,25 (prestação de serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.
Com essas contribuições, o Empreendedor Individual terá acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Banco Itaú tem a marca mais valiosa do país, diz consultoria; veja ranking
SÃO PAULO – O Itaú é a marca brasileira mais valiosa do país, mostra ranking elaborado pela consultoria Interbrand. Com uma marca avaliada em R$ 24,296 bilhões, é a segunda vez consecutiva que a companhia ocupa o primeiro lugar.
AS MARCAS MAIS VALIOSAS
EMPRESA VALOR
Itaú R$ 24,296 bi
Bradesco R$ 13,663 bi
Petrobras R$ 11,608 bi
Banco do Brasil R$ 11,309 bi
Skol R$ 7,277 bi
Natura R$ 5,666 bi
Brahma R$ 4,351 bi
Vale R$ 2,656 bi
Antarctica R$ 2,013 bi
Vivo R$ 1,7 bi
Fonte: Interbrand
Assim como no ano passado, os bancos permanecem sendo as marcas “caixa-forte” no país, destaca o presidente da Interbrand no Brasil, Alejandro Pinedo.
O Bradesco segue na segunda colocação do ranking, com a marca avaliada em R$ 13,663 bilhões. Em terceiro, vem a Petrobras (R$ 11,608), seguida do Banco do Brasil (R$ 11,309 bilhões) e Skol (R$ 7,277).
A Natura foi avaliada em R$ 5,666 bilhões, e a Brahma em R$ 4,351 bilhões.
A principal novidade deste ano foi a volta da Vale ao ranking das marcas brasileiras mais valiosas. Avaliada em R$ 2,656 bilhões em 2011, a mineradora ficou de fora no ano passado, enfraquecida pelos impactos da crise financeira sobre seus negócios.
Completam o ranking deste ano a Antarctica e a Vivo, com marcas avaliadas em R$ 2,013 bilhões e R$ 1,7 bilhão, respectivamente.
Em relação ao ano passado, a Renner saiu das “dez mais”, ocupando em 2011 a 11ª colocação, com valor estimado em R$ 835 milhões.
Na pesquisa, a Interbrand leva em conta as informações financeiras das companhias como uma forma de avaliar a capacidade da marca de conquistar a preferência do consumidor e a probabilidade de geração de receitas futuras.
(Ana Luísa Westphalen | Valor)
sábado, 25 de junho de 2011
GESTÃO EMPREENDEDORA
A gestão empreendedora é a gestão do desafio, é uma forma nova de gestão baseada na vontade de inovar, gerada através da observação e informação, gera conhecimento capaz de levar um empreendimento ao sucesso. É um modelo de gestão composta por um grupo de gestores que buscam e percebem oportunidades onde parece não existir, são capazes de inovar com responsabilidade. O ciclo da gestão empreendedora consiste em observar, fazer, observar os resultados e fazer de uma maneira melhor.
Fazer de uma maneira melhor é ter certeza que os erros do passado possam ser eliminados e ter coragem de prever os desvios futuros com a intenção de minimiza-los.
A mudança é algo que assusta o ser humano e para mudar é preciso ter vontade de desafiar o velho, de modo que uma mudança responsável aconteça sempre de acordo com o plano de negócio planejado para o empreendimento.
As características dos gestores empreendedores são: iniciativa, visão, coragem, firmeza, decisão, atitude de respeito humano, capacidade de organização e direção. Ele traça metas, se atualiza, adquire conhecimentos e está sempre preocupado em estudar e aprender métodos capazes de tornarem seus empreendimentos competitivos deve ser capaz de motivar sua equipe através de seu entusiasmo e dedicação aos assuntos ligados a seu empreendimento.
Fazer de uma maneira melhor é ter certeza que os erros do passado possam ser eliminados e ter coragem de prever os desvios futuros com a intenção de minimiza-los.
A mudança é algo que assusta o ser humano e para mudar é preciso ter vontade de desafiar o velho, de modo que uma mudança responsável aconteça sempre de acordo com o plano de negócio planejado para o empreendimento.
As características dos gestores empreendedores são: iniciativa, visão, coragem, firmeza, decisão, atitude de respeito humano, capacidade de organização e direção. Ele traça metas, se atualiza, adquire conhecimentos e está sempre preocupado em estudar e aprender métodos capazes de tornarem seus empreendimentos competitivos deve ser capaz de motivar sua equipe através de seu entusiasmo e dedicação aos assuntos ligados a seu empreendimento.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Quando todo o mundo está errado, todo o mundo está certo!
Já ficou com aquele sentimento de que todo mundo está errado no seu trabalho? Superiores, subordinados e pares.
Nestas situações muitos profissionais acabam encontrando no ambiente de trabalho alguns profissionais que compartilham de suas idéias e a tendência é que eles formem uma “panelinha”.
O risco é viver uma “panelinha” de mártires que tenta explicar a “todo o mundo” que eles estão errados.
Mas quando todo o mundo está errado, todo o mundo está certo. Em muitos casos a percepção é a realidade (se ficou na dúvida, leia este post aqui.)
Utilizo a palavra “realidade” neste contexto com uma intenção de tempo presente. A realidade hoje é esta; isto não quer dizer que ela não possa ser mudada ou reescrita.
Às vezes enxergamos realidades ou conclusões que a maioria das pessoas não percebe. Às vezes porque o errado é você, mas às vezes porque suas idéias podem ser tão inovadoras para o momento, que correm o risco de serem taxadas de loucura ou bizarrice. E neste caso, você precisa ajudar as pessoas a entenderem seu ponto de vista. Impô-lo, não adiantará de nada.
O mundo está repleto de pessoas que fizeram “a coisa certa” mas em um momento ou de uma forma inadequada. O “o quê” é importante, mas “o como” também. Algumas souberam adaptar suas abordagens até que “todo o mundo” percebesse a verdade.
Outros, só tiveram este reconhecimento muito tempo depois, e eventualmente nem vivenciaram este reconhecimento.
Por isto se você se sente incompreendido por todos em seu trabalho, ou ainda, acha que todo o mundo está errado, está na hora de rever seus conceitos ou as maneiras de expor suas idéias.
Neste sentido o melhor gênio é o que de fato consegue fazer de sua genialidade aplicações práticas que levem o mundo a um patamar melhor.
BOA SORTE!!
COMO VENCER NA VIDA SENDO VOCÊ MESMO
Para ter sucesso nesse mundo, é preciso ou ser louco ou ser sábio.” (Montesquieu).
Como você se considera? Vencedor, perdedor, inteligente, néscio? Como é sua vida? Satisfatória, boa, ruim? Saiba que isso não interessa, se está em busca de algum objetivo. O que faz a diferença é o trabalho, porque não se constrói uma casa com “pompa” ou automiseração, mas ASSENTANDO TIJOLO. A sorte pode ajudar, mas não devemos ser tão cruéis com a nossa vida e o nosso destino, esperando e dependendo da sorte. Com a casa é mais fácil, nós vamos assentando tijolos e vemos eles assentados, vemos progresso, mas com muitas coisas parece que por mais que trabalhemos não progridem, porém…
“Um homem bate muitas vezes com um martelo numa pedra e ela não se quebra. Na centésima vez, a pedra se parte em duas. Mas não foi a centésima batida que a quebrou – foram todas as outras noventa e nove.” (autor desconhecido).
Quem já tentou quebrar uma pedra sabe que é assim mesmo, e muitas coisas na vida são assim também, por isso devemos confiar na Física, que é imutável:
“Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário”. (Newton, 3ª lei), ou seja, tudo que fizer causará um resultado, uma reação e na sua direção, não importa se estiver em uma posição que julgue inferior ou mediana.
Não sabe o que fazer, está esperando a maré ficar à favor? Uma luz? Saiba que o que podemos conseguir no futuro é como uma estrada com nevoeiro: só conseguimos ver dez metros para frente. E para vermos mais adiante temos que seguir adiante, lá na frente talvez poderemos ver as placas que sinalizam caminhos que queiramos seguir.
Não se sinta coagido por invejosos e incapazes. Muitos poetas, gênios , religiosos e pessoas que também se destacavam das demais foram hostilizadas para se tornarem comuns, para tirar o desconforto do desespero da inveja que os invejosos têm, para nivelá-los á mediocridade deles. Ande sempre com pessoas com pensamentos superiores, se não houverem, ande sozinho, pois na verdade Jesus estará com você, pois tudo de bom de verdade que sente foi de Deus que pôs em você.
Fonte: Artigos
www.artigos.com
segunda-feira, 20 de junho de 2011
20 dicas para você vencer o medo de montar um negócio de sucesso
Se você tem vontade de ser um empreendedor, veja como é possível deixar a insegurança de lado e partir para essa jornada
Por Júlia Zullig
Atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de montar um negócio. Seja numa situação de desemprego, seja pela vontade de ganhar autonomia, todo mundo já foi cutucado pelo desejo de se tornar o próprio patrão. Mas a grande questão é: quantos desistem de colocar o seu sonho em prática? A maioria dos "aspirantes" a empresários, com certeza, joga a toalha antes mesmo de dar o primeiro passo. A razão está no medo. As pessoas têm pavor de apostar seu capital na montagem de um negócio e acabar perdendo investimentos que muitas vezes demoraram anos para serem acumulados.
Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, diz que o Brasil tem muitas oportunidades, mas os empreendedores não estão bem preparados para aproveitá-las. E acabam sucumbindo. Um exemplo é que cerca de 27% das micro e pequenas empresas paulistas fecham as portas no primeiro ano de existência. Além dos ventos muitas vezes desfavoráveis que afetam a economia brasileira, a razão para o fracasso está na falta de planejamento. Com os pés no chão, a chance de vencer a insegurança e ser bem-sucedido aumenta muito.
Os que alcançam o sucesso são aqueles que corretamente identificam as oportunidades e tiram bom proveito delas. E que não se intimidam. "Acima de tudo, é importante ter perseverança, determinação e não se deixar levar pelas circunstâncias agressivas, que muitas vezes ameaçam a construção de um negócio. É fundamental levantar-se rapidamente das quedas", afirma Hashimoto.
Apesar de todos os empecilhos, o número de pessoas que se aventuram em busca de seus ideais é grande no Brasil. Não é à toa que o país está sempre em lugar de destaque quando se fala em empreendedorismo. Paulo Veras, ex-diretor geral do Instituto Endeavor, diz que o perfil do brasileiro é marcado por ousadia. "O brasileiro se sente mais confortável em lidar com o risco do que outros povos".
O medo que envolve montar um negócio estará sempre presente. Ele é até saudável, desde que não imobilize. O livro Como Fazer uma Empresa Dar Certo em um País Incerto, editado pelo Instituto Endeavor, descreve a importância do medo: "(...) O medo de não dar certo é absolutamente essencial, pois serve para que o empreendedor conheça seus limites e calcule o tamanho de seus riscos".
Se você se inclui no universo de candidatos a empreendedores que têm vontade de montar um negócio, mas estão tomados pelo medo dos riscos e incertezas, juntamos 20 dicas (que podem ser lidas nas próximas páginas desta reportagem), dadas por especialistas em empreendedorismo, para ajudá-lo a criar coragem para ir em frente e construir uma história de sucesso. Dê seu primeiro passo e boa sorte!
Defensores de marcas: por que sua empresa precisa deles
O universo das mídias sociais quebrou o poder autoritário e unilateral que muitas empresas imaginavam ter e criou uma realidade em que consumidores poderiam destruí-las – ou pelo menos abalar suas fundações – com mensagens de apenas 140 caracteres.
Nesse novo panorama surgiu a figura do brand advocate, ou defensor de marca, um usuário que tem entre seus passatempos favoritos falar sobre diferentes empresas. “Defensores de marcas são pessoas que habitualmente resenham produtos e compartilham suas opiniões com pessoas a sua volta”, define a pesquisa A Field Guide to Brand Advocates, realizada pela empresa de marketing BzzAgent e divulgada recentemente. Isso pode acontecer na vida real, como em uma conversa despretensiosa na hora do almoço, e ser potencializado nas mídias sociais.
Mas não se engane achando que esse defensor é apenas um sujeito que fala bem de sua marca. O diretor comercial da agência de marketing digital Media Factory, Gabriel Kenski, explica que essa pessoa também é aquela que reclama quando a empresa comete alguma derrapada. Ou seja: é também o defensor dos seus direitos e de tudo o que foi prometido por essa empresa. Mas Kenski afirma que é impossível rotular esse tipo de consumidor. “Existem pessoas mais ativas em mídias sociais que podem se destacar como defensores, mas pessoas de qualquer perfil podem se tornar um se a empresa as tratar corretamente”, diz.
O comportamento dos defensores
A pesquisa da BzzAgent, realizada com 695 defensores típicos de sua rede e 204 usuários da internet escolhidos aleatoriamente, e conduzida pela Dra. Kathleen R. Ferris-Costa, da Universidade de Long Island, descobriu um pouco mais sobre o comportamento desses defensores de marcas.
Eles escrevem duas vezes mais sobre marcas do que o usuário comum da web. Também passam adiante outras mensagens desse tipo duas a três vezes mais (83% deles estão mais inclinados a compartilhar informações sobre produtos com outras pessoas). E por que eles fazem isso? Porque querem ajudar os outros.
Ao criar e passar informações sobre essas empresas, eles querem resolver problemas e ajudar pessoas a tomar decisões melhores. E, no processo, querem ser reconhecidos por isso. “Vivemos em uma realidade em que as pessoas querem deixar suas marcas no mundo on-line”, afirma Kenski. Além disso, os defensores de marcas não veem essa atividade como uma imposição. Eles têm três vezes mais chances de achar que isso é uma forma de relaxar – quem precisa de uma boa massagem quando alguns tuites podem resolver o trabalho?
Para divulgar suas opiniões, esses defensores usam mídias sociais, pois reconhecem o poder dessas ferramentas de alcançar um público maior. A pesquisa mostra que, com toda essa atividade, defensores de marcas têm 70% mais chances de serem vistos como boas fontes de informações por outras pessoas – lembra daquela batida afirmação de que consumidores confiam mais na opinião de conhecidos? Pois é. É verdade! Nesse mesmo sentido, esses defensores estão 50% mais inclinados a criar um post que influenciará uma compra por outra pessoa.
Mais dados interessantes como esses podem ser encontrados aqui, na pesquisa completa. Agora vamos a um passo importante para você, empreendedor:
Como encontrar e como se comportar com esses defensores?
Como você já pode perceber, esses defensores passam bastante tempo nas mídias sociais. Então, passe a ficar de olho no que usuários fazem em relação a sua empresa nesses meios. “Monitore constantemente sua marca, pesquisando não só seu nome, mas também palavras-chaves que podem ser associadas a ela. Dessa forma você encontrará os usuários mais ativos”, afirma Kenski.
Não esqueça que você também pode transformar usuários comuns em novos defensores. Kenski afirma que, para isso, basta estimulá-los com conteúdo de relevância, iniciar debates e principalmente dar importância ao que eles têm a dizer. “Nessa interação é preciso um tratamento individual, precisa chamar a pessoa pelo nome. Colocá-lo o em uma posição em que ele saiba que a opinião dele pode ajudar na decisão da empresa”, diz. Ou seja, dê atenção e leve em consideração o que os defensores têm a dizer.
Uma das estratégias mais comuns em marketing é oferecer a esses defensores a possibilidade de testar ou experimentar produtos e serviços da empresa. É uma tática que tem feito sucesso, mas que deve ser usada com cuidado. Você, como empresa, não pode dar a entender que está tentando comprar a opinião do consumidor com o gesto. “Você não pode tomar uma posição tendenciosa. A empresa tem que mostrar que está interessada sim no feedback desse consumidor e mostrar que esse retorno pode beneficiar outros consumidores como ele”, afirma Kenski.
E você, leitor-empreendedor? Já sabe quem são seus defensores?
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