sexta-feira, 1 de junho de 2012

Indústria de transformação impulsionou economia brasileira no primeiro trimestre


O crescimento de 1,9% da indústria de transformação foi o principal responsável pela alta de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. Os dados foram divulgados hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor industrial como um todo foi o principal segmento da economia no período, com crescimento de 1,7%, o melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2010, quando havia registrado alta de 2,6%.
Outros setores que contribuíram positivamente para o PIB foram administração, saúde e educação pública (1,8%), produção e distribuição de eletricidade, gás e água (1,5%), construção civil (1,5%) e comércio (1,3%).
Já os setores que mais puxaram o PIB para baixo foram a agropecuária (-7,3%), intermediação financeira (-0,8%) e extrativa mineral (-0,5%).
Apesar de a indústria de transformação ter registrado um bom desempenho na comparação do primeiro trimestre deste ano ante o último de 2011, na comparação com os primeiros três meses do ano passado, o segmento teve um dos piores resultados da economia, com uma queda de 2,6%.
O resultado negativo foi influenciado pelo desempenho das indústrias automotiva, de máquinas e equipamentos, da metalurgia, de máquinas e materiais elétricos e de artigos de vestuário. Nesse tipo de comparação, a indústria como um todo teve crescimento de apenas 0,1%.
* Fonte: Agência Brasil.

Resultado do PIB confirma crescimento gradual da economia, diz BC


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Diante de uma freada do investimento e da desaceleração da indústria, o PIB fechou o primeiro trimestre do ano com alta de 0,2% ante os três últimos meses de 2011, segundo divulgou hoje o IBGE.
“A demanda doméstica continuou sendo o principal suporte da economia, com o consumo das famílias sendo estimulado pela expansão moderada do crédito, pela geração de empregos e de renda”, afirmou Tombini.
O PIB, que reflete a soma das riquezas produzidas por um país, é composto pelos dados da indústria, agropecuária e setor de serviços. Também é analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.
Segundo Tombini, mesmo diante da crise internacional que atinge, sobretudo, países europeus, o mercado interno constitui um diferencial da economia brasileira e prevê um ritmo de crescimento mais acelerado nos próximos trimestres.
“Os sólidos fundamentos e um mercado interno robusto constituem um diferencial da economia brasileira. Dessa forma, mesmo diante do complexo ambiente internacional, as perspectivas apontam intensificação do ritmo de atividade ao longo deste ano.”
Já o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que a atividade econômica no primeiro trimestre do ano repetiu o desempenho do último trimestre do ano passado.
“Não houve nem desaceleração nem aceleração em relação ao último trimestre do ano passado”, disse. O ministro voltou a falar em um objetivo entre 4% e 4,5% para o crescimento da economia brasileira neste ano.
PRODUÇÃO
De acordo com o IBGE, a indústria cresceu 1,7% em relação ao último trimestre de 2011, mas teve alta de apenas 0,1% na comparação com mesmo trimestre do ano anterior.
O setor sofreu com a maior competição externa (que não refluiu ainda a alta recente do dólar), a perda de ritmo do consumo interno diante dos maiores níveis de endividamento e inadimplência e estoques elevados.
Segundo a gerente das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, o crescimento das atividades de distribuição de água, energia e gás (3,6%) e construção civil (3,3%) evitaram uma queda do PIB industrial.
Já os serviços, sob impacto do bom desempenho do mercado de trabalho (renda em alta e baixa taxa de desemprego), tiveram alta de 0,6% frente ao último trimestre de 2011 e de 1,6% na comparação anual.
O destaque negativo do lado da produção foi a agropecuária. O PIB do setor encolheu 7,3% em relação ao último trimestre de 2011 e 8,5% na comparação com igual período de 2011.
Palis aponta efeitos climáticos, como estiagem no Sul e no Centro-Oeste, os maiores produtores de grãos, para justificar o baixo desempenho. No primeiro trimestre, explicou, o peso da atividade é maior pois estão concentradas colheitas importantes, como a da soja, cuja produção caiu 11% no período.
CONSUMO
Sob a óptica dos componentes da demanda, o destaque negativo foi o investimento, que caiu 1,8% na comparação com o último trimestre de 2011 e 2,1% na comparação com o mesmo trimestre de 2011.
O resultado, influenciado pelo ambiente de crise e perspectivas mais negativas para o futuro, mostra que as empresas pisaram no freio em seus planos de investimento. Este foi o pior desempenho no PIB desde o primeiro trimestre de 2009, quando o país sofria com a crise global.
Apesar de um maior endividamento e da alta da inadimplência, o consumo das famílias manteve o mesmo ritmo de expansão do último trimestre de 2011 (1%). Foi sustentado pelo emprego e pela renda em alta, que impulsiona a aquisição de serviços e bens de menor valor.
O consumo das famílias cresce há 34 trimestres consecutivos na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
O consumo do governo, por sua vez, avançou 1,5% entre janeiro a março frente ao período de outubro a dezembro. Na comparação anual, a alta foi de 3,4%.
As exportações, em volume, avançaram 0,2% frente aos três últimos meses de 2011 e cresceram 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Já as importações (que contribuem negativamente para o PIB por consistirem em bens feitos fora do país) tiveram expansão de 1,1% na comparação trimestre ante trimestre e 6,3% quando comparado com o primeiro trimestre do ano passado.

80% dos usuários de computador temem que suas informações sejam roubadas, afirma estudo


Segundo a Avira, apenas 14% se manifestaram seguros nas redes sociais

A Avira, empresa especialista em segurança digital, realizou uma pesquisa com usuários de computadores em todo o mundo, que constatou que 80% deles temem que suas informações pessoais sejam roubadas ou indevidamente utilizadas quando estão navegando em sites de mídia social como, Facebook, Google Plus e Twitter. A sondagem revelou que 44% dos entrevistados estão mais preocupados sobre o Facebook e Google+, enquanto que para outros 40% a preocupação é com todos os demais sites de mídia social.
O questionamento foi direcionado aos mais de 100 milhões de clientes da Avira em todo o mundo e os resultados são baseados em 2.710 respondentes, com uma margem de erro de + / - 1,88 por cento.
Para a pergunta "Qual dos seguintes sites de mídia social o preocupa mais em relação à segurança de suas informações pessoais?", o resultado foi o seguinte:
A) 25% - Facebook
B) 19% - Google+
C) 2% - Twitter
D) 40% - Todos os itens acima – "Eu não me sinto seguro quando estou navegando em um site de mídia social";
E) 14% - Nenhuma das opções acima – "Eu me sinto seguro on-line usando sites de mídia social".

"Esta pesquisa é muito interessante porque demonstra que, apesar de sites de mídia social serem muito populares, os usuários de computador de todo o mundo têm as mesmas preocupações", disse Sorin Mustaca, especialista em segurança de dados da Avira, que é representada no Brasil pela Nodes Tecnologia. 

Brasil cai duas posições em ranking global de competitividade


País caiu de 44o para 46o, ficando atrás de Filipinas, Peru e Hungria; desempenho brasileiro foi prejudicado pelo crescimento frágil do PIB, pressões inflacionárias e competitividade nacional

A escola de negócios suíça IMD divulgou nesta quarta-feira (31) o Ranking Anual de Competitividade (World Competitiveness Yearbook - WCY), que compara as estratégias de gestão econômica e de recursos humanos adotadas pelos países como ferramentas de crescimento e prosperidade. O Brasil, que aparecia em 44o na edição de 2011, caiu para 46o no ranking atual. Desde 2010 o país perde posições no ranking, quando ocupava o 38o lugar.
Na ponta, as economias mais competitivas - de acordo com os critérios analisados pelo IMD - são, respectivamente, Hong Kong, Estados Unidos e Suíça. Os norte-americanos permanecem como o centro da competitividade mundial por conta do poder econômico, dinamismo dos empreendimentos e capacidade de inovação, ponderou o IMD.

"A competitividade dos Estados Unidos teve um impacto profundo em todo o mundo por conta da sua interação única com todas as economias, sejam elas avançadas ou emergentes. Nenhuma outra nação exerce uma influência semelhante", afirma Stephane Garelli, diretor do Centro de Competitividade do IMD. "A Europa é uma economia sobrecarregada de austeridade, é fragmentada em termos de lideranças políticas e dificilmente poderia substituir [os Estados Unidos], enquanto o bloco de mercados emergentes do Sul ainda estão progredindo", completou.

Ranking

PaísPosição 2012Posição 2011Movimento
Hong Kong 1 
1 
0 
Estados Unidos 
2 
1 
-1
Suíça 3 
5 
2
Cingapura 
4 
3 
-1
Suécia 
54 
-1
Canadá 
67 
1
Taiwan 
76 
-1
Noruega  813 
5
Alemanha 
910 
1
Qatar108  -2
(Fonte: Fundação Dom Cabral)

Desempenho dos BRICs

Além do Brasil, a China e a Índia também perderam posições no ranking, entre as economias emergentes: o primeiro caiu de 19o para 23o, enquanto o segundo estava em 32o em 2011 e escorregou para 35o. Já a Rússia subiu para da 49a para a 48a colocação.

O decréscimo do Brasil no ranking vem ocorrendo desde 2010, quando o País ocupava o 38º lugar. No ano seguinte caiu para a 44ª posição e, em 2012, desceu à 46ª colocação. Segundo Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral e responsável pela coleta e análise dos dados da pesquisa relacionados ao Brasil, a perda de oito posições nos últimos três anos tem explicação.

O Brasil no World Competitiveness Yearbook 2012 


2010 2011 
2012 
Performance Econômica373047
Economia Doméstica 
191025
Comércio internacional575756
Investimento internacional 
421930
Emprego 
16116
Preços 
395155
Eficiência do Governo 
525555
Finanças públicas 
293041
Política Fiscal 
373937
Marco Regulatório 
545855
Legislação dos negócios 
555555
Estrutura social 
355153
Eficiência dos Negócios 
242927
Produtividade e Eficiência 
285252
Mercado de Trabalho 
33917
Finanças 
242728
Práticas Gerenciais 
222820
Atitudes e Valores 
161915
Infraestrutura 
495145
Básica 
485550
Tecnológica 
535354
Científica 
363633
Saúde e Meio Ambiente 
404035
Educação 
535354
(Fonte: Fundação Dom Cabral) 


"Apesar dos pontos extremamente fortes da economia brasileira, como o dinamismo econômico e a força do mercado consumidor, fatores como o frágil crescimento econômico do produto interno, a baixa produtividade de suas indústrias e as pressões inflacionárias acabaram por combalir, nos últimos anos, a competitividade nacional", aponta o especialista.

Por outro lado, o Brasil apresentou significativos avanços no Emprego (ganho de cinco posições, ocupando o 6º lugar no ranking) e na infraestrutura (ganho de seis posições, no 45º lugar no ranking). A Eficiência dos Negócios continua sendo o pilar de maior força e estabilidade competitiva do Brasil, ocupando o 27º lugar (ganho de duas posições). "Isso sinaliza para a força das práticas de gestão no país, as quais representaram um avanço de oito posições no ranking, e das atitudes e valores da sociedade e do empresariado, que evoluíram quatro posições em 2012", conclui Arruda.
 

Como as marcas tiram proveito do futebol?


O esporte tem se convertido em um mercado atraente para as companhias a nível mundial. Para entender o que as empresas querem quando decidem patrocinar equipes, conversamos com especialistas do setor


Qual é o esporte que congrega mais fanáticos a nível mundial? Para você, seguramente, a resposta a essa pergunta é óbvia: o futebol. De fato, basta relembrar encontro entre Real Madrid e Barcelo, na Champions League 2012, que foi visto por cerca de 400 milhões de telespectadores em todo o mundo.
O fato de o futebol ser tão popular tem feito com que as equipes mais importantes do mundo se tornem objetos de desejo das grandes empresas multinacionais, pois para estas o patrocínio representa não só o trampolim ideal para saltar à fama, mas a única forma de conseguir acesso a um público ao qual antes não conseguiria chegar.
Para entender o que as empresas querem quando decidem patrocinar equipes, o canal MBA AmericaEconomia entrevistou especialistas da Argentina, Colômbia, México e Espanha. Eles destacaram que, hoje, o futebol é um produto e como tal cada vez mais empresas querem tirar proveito.
Imagem: Thinkstock

Patrocínio: para além do branding
De acordo com um estudo feito pela consultoria BBDO, o Real Madrid lidera a lista das dez equipes que geram maiores usos no mundo com sua marca. Seu principal patrocinador é a Adidas, que deve desembolsar entre 35 e 40 milhões de dólares para fornecer o material esportivo da equipe. Frente a essas cifras surge a seguinte dúvida: quais são os benefícios que a marca e o clube obtém?
Segundo Rolfe Buitrago, CEO da Deporte y Negocios, na Colômbia, tanto as equipes de futebol quanto as marcas comerciais são beneficiadas. "Se para as marcas esta associação com grandes clubes é importante, para as equipes é muito mais, pois isso lhes dá um respaldo corporativo. Definitivamente, graças a essa parceria a equipe tem um valor percebido para o consumidor e uma "embalagem" muito mais atraente", explica Buitrago.
Com a ativação de um patrocínio, as empresas em geral buscam conseguir maior notoriedade frente a concorrência. Não obstante, de acordo com os especialistas, as companhias, ao investirem em equipes e jogadores famosos - como Cristiano Ronaldo, por exemplo – não apenas afiançam sua imagem, mas também obtêm um benefício social que vai além do branding. "Uma marca quer um jogador porque acredita que tudo aquilo que investiu para seu patrocinador vai recuperar em vendas de camisetas, meias, calças e de todo o que esteja ligado à equipe e porque poderá chegar a um grupo de consumidores que de outra maneira não conseguiria", explica.
Luis Ramón Carazo, professor do Instituto Tecnológico Autónomo do México (ITAM), especialistas em negócios esportivos, explica que, do ponto de vista dos negócios, o futebol também é atraente para as empresas porque o impacto que estam podem causar é muito mais rápido. "Por exemplo, se sua empresa é patrocinadora de uma equipe importante, como o Real Madrid ou o Barcelona, que conseguem atrair milhões de pessoas no mundo, e faz uma publicidade com ela, é possível conseguir notoriedade instantaneamente", destaca Carazo.
De acordo com o acadêmico, uma partida de futebol gera facilmente US$ 300 milhões em consumo, mas esta cifra aumenta com o impacto que as marcas têm depois nas vitrines. "Nos 90 minutos da partida as marcas usam todos os seus recursos para difundir suas imagens e os jogadores são eles mesmos portadores do que querem representar. Visualmente, todo o tempo, seus potenciais clientes os estão vendo. Por isso que muitas empresas pagam mais para aparecerem na parte de trás das camisas, porque é onde as câmeras de televisão focam mais", explica Carazo.
Apesar dos benefícios que se pode obter com o patrocínio, os especialistas destacam, entretanto, que é preciso ter muito cuidado, porque sempre existe um risco e o mais recomendável seria a empresa procurar conseguir resultados de formas diferentes. "normalmente, sempre se aconselha que se patrocine um clube, um campeonato e um jogador. Desta maneira é possível fazer apostas distintas e assim aumentar as possibilidades de gerar impactos para a marca, tal qual como fez a Adidas com a Champions League", destaca Rolfe Buitrago.
Adidas: a verdadeira campeã da Champions League
No dia 18 de maio foi disputada a final de um dos torneios mais importantes do mundo, a UEFA Champions League, e apesar de todas as expectativas geradas em torno dos dois timas que disputaram (Bayern Munich e Chelsea), a maioria dos especialistas considera que o grande vencedor foi a Adidas, que patrocinou ambas e o próprio campeonato.
Sandálio Gómez – professor da IESE, na Espanha, e autor do texto "UEFA Champions League: o êxito de uma estratégia empresarial e esportiva – indica que a Adidas é um bom exemplo de como as empresas deveriam implementar um bom mix de estratégias para conseguirem impacto através do futebol, pois não apenas se converteu no principal patrocinador das equipes que chegaram à final, como também financiou o campeonato.
"A seleção dos parceiros da Adidas levou em conta seus próprios objetivos de negócios, como essas equipes e a UEFA puderam ajudá-la a se tornar ainda mais conhecida no mundo e como podem potencializar sua marca", explica Rolfe Buitrigo.