sábado, 20 de agosto de 2011

Vendas de micro e pequenas para o governo crescem 44,5%

BRASÍLIA - No primeiro semestre de 2011, os micro e pequenos negócios venderam mais de R$ 5,2 bilhões em bens e serviços para o governo federal, superando em R$ 1,6 bilhão os R$ 3,6 bilhões comprados no mesmo período em 2010, um aumento de 44,5%. Levantamento do governo, feito de janeiro a junho de 2011, abrange as compras da administração direta, autarquias e fundações. Ele também mostra aumento da participação deste setor nas compras por meio da modalidade de pregão eletrônico. Em 2005, foram comprados do segmento R$ 25,7 milhões. Em 2011, já são R$ 3,6 bilhões.

 “Foi o melhor primeiro semestre para as micro e pequenas empresas desde quando iniciamos as estatísticas, em 2002”, afirma o secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Delfino Natal de Souza. Conforme o balanço do governo, em 2002 a participação dos pequenos negócios nas compras federais foi de pouco mais de R$ 658,1 milhões. Delfino não tem dúvidas de que os resultados atuais resultam especialmente da aplicação dos benefícios garantidos pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06), em vigor desde dezembro de 2006. 

 “Já são mais de 3,2 mil municípios no Brasil que têm a lei regulamentada, o que representa grandes oportunidades de negócios para o segmento das micro e pequenas empresas e também para os empreendedores individuais”, destaca o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto. 

 O capítulo V da lei cria mecanismos que possibilitam uma maior participação dos micro e pequenos negócios nas compras governamentais. Entre eles, exclusividade nas compras de até R$ 80 mil. No primeiro semestre de 2011, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 60% das compras até esse valor, o que equivale a mais de R$ 1 bilhão. Em 2006, foram R$ 515,7 milhões, conforme levantamento do governo. 

 A lei também estabelece preferência em caso de empate com outra de maior porte – nesse caso, quando o valor da menor é até 5% acima do da maior, é chamado de empate ficto e a pequena tem direito a dar novo lance. O balanço relativo ao primeiro semestre do período de 2008 a 2011 mostra que, quando usufruíram do empate ficto, os pequenos negócios foram responsáveis por 99% das compras relativas a esse mecanismo em 2008, por 98% em 2009, por 99,6% em 2010, e, em 2011, chegou a 99%. 

 A expectativa do secretário Delfino é de que os resultados do primeiro semestre de 2011 sejam semelhantes no segundo semestre do ano. “Normalmente esse período é mais intenso na aplicação do orçamento”, explicou o secretário. Ele exemplifica a importância do aumento da participação das micro e pequenas empresas nas compras do governo com balanço do pregão eletrônico. No primeiro semestre de 201, essa modalidade gerou uma economia para os cofres públicos de R$ 2,1 bilhões. Destes, R$ 1,1 bilhão deve-se à contribuição dos micro e pequenos negócios. 

Fonte: http://www.dci.com.br/Vendas-de-micro-e-pequenas-para-o-governo-crescem-44_5_-9-387348.html


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Facebook oferece vagas de emprego no Brasil. Google também tem vagas


Mark Zuckerberg, o universitário de Harvard que criou o Facebook em 2004 e é hoje um dos mais jovens bilionários do mundo, teria torcido o nariz para a publicidade nas páginas de sua rede social o quanto pôde, segundo os principais relatos sobre os bastidores do nascimento do site. Hoje, essa fase parece folclore. O Facebook, maior site do tipo no mundo, com mais de 700 milhões de usuários, acaba de oficializar a abertura de seu escritório em São Paulo, voltado justamente àquilo que, a princípio, soava como a própria encarnação do mal: captar parcerias junto a empresas interessadas em anunciar no site. O foco é transformar em dinheiro a impressionante taxa de crescimento do Facebook no país: hoje são 25 milhões de brasileiros que adotaram o verbo “facebucar”. No ano passado, eram 6 milhões.
Na esteira desse crescimento, vem a ação do novo escritório, na Vila Olímpia, na capital paulista. O vice-presidente da empresa na América Latina, Alexandre Hohagen, ex-Google, diz que se envolve pessoalmente na contratação de cada uma das novas vagas, desde que vestiu a camisa do Face, em fevereiro. Até essa quinta-feira, a página oficial de Carreiras do site indicava que sete novas vagas estão à espera de candidatos. “Mas, dependendo do crescimento dos negócios, esse número tende a aumentar bastante”, confia Hohagen. As vagas são para postos de administração, publicidade, vendas, finanças e comunicação . Os requisitos são severos. Para alguns postos de gerência são exigidos mínimo de 10 anos de experiência.

Tais exigências funcionam, segundo Hohagen, mais como filtro inicial: “Damos mais ênfase ao perfil do candidato do que à formação, propriamente dita. É importante que a pessoa tenha facilidade com o ramo de tecnologia, e se adapte à cultura de uma empresa em fase inicial de operações, com perfil colaborador, entusiamo pela companhia, acredite no produto e esteja disposta a fazer um pouco de tudo, nessa fase inicial onde é impossível ficar exatamente focado na sua função”.
O Facebook anunciou que o time local vai dar suporte às empresas brasileiras, ajudando-as a se conectar com os usuários, “tornando suas marcas mais sociais”. O f-commerce, como tem sido chamada essa atuação das marcas no ambiente do Face, é tendência que tem mudado paradigmas do comércio eletrônico. Até então, a presença dessas marcas no site era gerenciada por empresa terceirizada.

EM BH Enquanto isso, o centro de pesquisa e desenvolvimento do Google de Belo Horizonte também está com vagas abertas, assim como a unidade administrativa da gigante, em São Paulo. Ao todo são 11 vagas. Em reação à afirmação da presença da concorrente no país, a empresa parece não se assustar. “Esse contato local para captar empresas parceiras é algo que já fazemos há seis anos”, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil. Segundo ele, o Google , projeto do Google que bate de frente com o Facebook, embora a empresa teoricamente negue esse propósito, ainda não capta anúncios: “É natural começar o projeto sentindo como os usuários vão se apropriar da ferramenta, para depois encontrar maneira de capitalizar”.

CHANCE NAS GIGANTES
Vagas disponíveis nas empresas de tecnologia 
» Facebook
Em São Paulo

. Sócio de operações de publicidade
. Gerente de comunicação para a América Latina
. Gerente de Políticas públicas
. Diretor de operações e vendas on-line
. Gerente de vendas diretas
. Parcerias com clientes
. Chefe de operações financeiras
» Inscrições: facebook.com/careers
» Prazo: sem data limite para o envio de currículos

» Google
Em BH

. Operações e gerência de engenharia
. Recursos humanos
. Gerente de produto
. Engenheiro de software
Em São Paulo
. Vendas de publicidade
. Gerência e operações de engenharia
. Recursos humanos
. Política pública e jurídica
. Marketing e comunicação
. Operação de vendas, estratégias e análise
. Técnico de suporte e engenharia
. Serviços locais de trabalho
» Inscrições: google.com.br/jobs
» Prazo: sem data limite para o envio de currículos

Portal Brasileiro de Comércio Exterior é lançado no Enaex


Foi lançado ontem, durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o novo Portal Brasileiro de Comércio Exterior (www.comexbrasil.gov.br) da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O novo site foi desenvolvido por meio do Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras (PAIIPME), objeto de acordo de cooperação firmado entre o Brasil e a União Europeia.
O portal oferece uma plataforma virtual e inovadora, integrando informações comerciais, administrativas e legais, além de disponibilizar serviço on line de atendimento ao público sobre comércio exterior, o ‘Comex Responde’, que é um canal virtual para recepção, tratamento e resposta a questões ou dúvidas formuladas pelos usuários do portal.
A experiência do Portal do Exportador (www.portaldoexportador.gov.br) serviu de base para a elaboração do novo portal, que abordará temas diversos, como normas e procedimentos de exportação e importação, acordos comerciais, logística de comércio exterior e financiamento.
Futuramente serão disponibilizadas as versões em espanhol e inglês do Portal Brasileiro de Comércio Exterior e serão promovidas atualizações constantes para tornar a página uma ferramenta dinâmica e evolutiva.

Chefes ruins prejudicam o ambiente e os negócios das empresas

“Quero matar meu chefe”, em cartaz nos principais cinemas do país, mostra com humor a relação nem sempre harmoniosa entre chefias e subordinados
As relações ruins entre chefes e subordinados podem aumentar a rotatividade e até afetar o lucro da organização, alerta a Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado. Esses problemas, tratados com humor e de forma estereotipada no filme em cartaz “Quero matar meu chefe” (Horrible Bosses), na vida real, podem gerar implicações negativas para a auto-estima e o moral dos subordinados, com reflexos para toda a companhia. Pesquisa da Robert Half com 2.525 executivos de 11 países revela o tamanho dessa insatisfação. Pressões desnecessárias (44%) e insatisfação com a capacidade de gestão (34%) são algumas das principais razões para aumentar o estresse no ambiente de trabalho, destaca o levantamento realizado em maio deste ano.

 Os sinais mais óbvios da chamada “síndrome do péssimo chefe” são pessoas que gritam com suas equipes, creditam para si o trabalho realizado pelos outros e utilizam linguagem ofensiva no ambiente de trabalho. Apesar de se tratarem de sinais de falta de profissionalismo dos gestores, a Robert Half alerta que os erros mais comuns dos supervisores são de longe muito menos óbvios. Tais falhas, no entanto, podem custar caro, ainda mais em mercados de trabalho aquecidos como o brasileiro, onde há o crescimento da rotatividade nas empresas. “A auto-estima e o moral dos profissionais são de extrema importância para o futuro de qualquer organização”, aponta Marcela Esteves, gerente de recrutamento da Robert Half. Muitos chefes se dedicam ao trabalho e esperam que seus subordinados sigam o exemplo.

O problema começa quando há ruídos na comunicação, e na maioria das vezes, comportamentos abusivos ou agressivos entram em cena. A declaração de que ‘pessoas não deixam seus empregos, mas sim seus gestores’, nunca foi tão verdadeira. Os supervisores precisam estabelecer relações tanto profissionais quanto sociais com seus subordinados. Isto não significa relações fora do ambiente de trabalho, mas sim criar um ambiente saudável de trabalho. Funcionários mais felizes trabalharão melhor. Geralmente, péssimos chefes não se percebem dessa forma. Por isso, a Robert Half reuniu algumas orientações para uma abordagem mais positiva na relação entre chefias e subordinados:

 • Feedbacks Honestos
 Os gestores devem avaliar como lidam com seus defeitos e falhas. Quando alguém aborda o chefe sobre uma tarefa cujo desempenho não está tão bom como esperado, é importante se certificar de dar ao profissional um tratamento de aprendizado e não de desaprovação

 • Dê sua Palavra
 Quando os chefes deixam de manter os funcionários a par do que acontece, na prática é como se eles dissessem que duvidam da capacidade de fazer uso criativo e produtivo da informação. Talvez não seja possível contar às equipes todos os detalhes dos próximos passos da empresa de imediato, mas é importante avaliar quais as informações podem ser transmitidas e em qual momento.

 • Deixe Rolar
 Ainda que seja muito bom acompanhar o progresso de dos colaboradores, quando o chefe coloca a mão na massa de forma excessiva nas tarefas de sua equipe significa que há uma minimização do papel de gestor. Atuar desta forma pode esgotar o moral, já que passará a impressão de que o chefe não acredita que sua equipe possa cumprir o trabalho a contento.

 • Sumiço em Ação
 Os supervisores devem sempre encontrar tempo para interagir com a equipe regularmente e fazer com que eles saibam qual a forma de abordá-lo quando está ocupado ou quando está fora do escritório. Uma boa alternativa é nomear alguém que possa servir como ‘backup’ quando os funcionários precisam de conselhos durante períodos turbulentos. Segundo Marcela, os gestores precisam estar confiantes e confortáveis com os seus papéis, delegando trabalho de forma clara e concisa. “Qualquer feedback crítico deve ser tratado como um aprendizado para os profissionais e não ser passado de forma dura e agressiva. Subordinados seguirão seus líderes, então gestores tem der ser enérgicos e entusiastas com os seus trabalhos”, diz. “Principalmente com o mercado aquecido, os gestores precisam ter certeza de que seus comportamentos não são as razões para que os funcionários olhem novas oportunidades”, alerta.

 Sobre a Robert Half
A Robert Half é a empresa pioneira e líder em recrutamento especializado no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera sete divisões no Brasil, selecionando executivos de finanças, contabilidade, mercado financeiro, engenharia, tecnologia, jurídico e marketing e vendas. A Robert Half tem mais de 350 escritórios presentes nos EUA e Canadá, Europa, Ásia, América Latina e Oceania.

 Fonte: http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=6872

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Internauta brasileiro faz mais compras on-line do que média mundial

Pesquisa da GS&MD mostra que 96% dos brasileiros fazem compras pela web, ante 88% do resto do mundo


A segunda edição da pesquisa “Neoconsumidor”, da consultoria GS&MD-Gouvêa de Souza, comprova uma tendência que já vem sendo indicada em várias frentes: a afinidade sem igual do brasileiro com a internet.

 O sucesso de sites como Orkut, Facebook e Twitter, nos quais o país aparece entre os mais movimentados do mundo, mostram isso. O estudo da GS&MD, que foi feito com mais de 10 mil internautas em 15 países diferentes, pesquisou o segmento de compras on-line. A conclusão é que o Brasil é um dos países que mais utiliza a internet como meio de compras.

 Os números serão apresentados no Digitailing – Fórum Internacional de Varejo Digital, que acontece no dia 23 de agosto, em São Paulo. No Brasil, 96% dos entrevistados afirmaram que já fizeram compras pela internet ou o fazem com regularidade. É um leve crescimento sobre 2009, quando foi feita a primeira edição da pesquisa: naquele ano, 92% dos entrevistados brasileiros informavam utilizar a rede para compras. O percentual coloca o Brasil acima da média mundial – nos 15 países pesquisados pela GS&MD, a média é de 88% e não cresceu desde 2009. O fenômeno fica ainda mais acentuado quando considerado apenas o segmento de compras coletivas – no Brasil, a proporção de internautas que utilizam ou já utilizaram estes tipo de site é praticamente o dobro da média dos demais países. Segundo o estudo, 51% dos brasileiros já utilizaram a modalidade, contra 28% nas outras localidades. Além disso, apenas 1% dos brasileiros entrevistados informou nunca ter ouvido falar em compras coletivas, ante 18% da média geral. “O Brasil tem uma abertura em incorporar canais digitais muito grande. Vide o que já aconteceu nos sites de redes sociais, e mesmo com os de compra coletiva”, diz Luiz Góes, sócio sênior da GS&MD.

 Fechar explicações que justifiquem esse fenômeno é difícil, mas Góes arrisca algumas. “Somos um país com uma cultura comunitária muito forte: seja o futebol, o grupo de amigos, o clube. E a internet se tornou um meio que potencializa isso”, diz. Outro elemento que colabora para a afinidade cibernética do povo brasileiro, destaca o especialista, é o fato de o Brasil ser um país ainda jovem em relação àqueles de economia mais madura. “A idade média da população brasileira é de 29 anos. No Estados Unidos, e na Europa, a média já gira em torno dos 40.” Continuidade da loja física Embora o comércio eletrônico seja um segmento em franca ascensão, a pesquisa da GS&MD indica que, por um bom tempo, o mercado on-line não ameaça e existência do mercado presencial. “A maioria das pessoas ainda valoriza as lojas, e é nela que faz a maior parte de suas compras.” Um grande desafio do mundo cibernético, segundo ele, é substituir a experiência de se poder ver, tocar e experimentar o produto a ser comprado. Esse quesito, no entanto, vem perdendo resistência, graças principalmente a avanços tecnológicos que já permitem vários tipos de interatividade on-line, como ver um produto em três dimensões ou simular a prova de uma roupa. Segundo a GS&MD, 66% dos entrevistados informavam em 2009 não fazer compras on-line por falta do contato tátil. Em 2011, essa porcentagem já caiu para 63%.

 Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI257836-17180,00-INTERNAUTA+BRASILEIRO+FAZ+MAIS+COMPRAS+ONLINE+DO+QUE+MEDIA+MUNDIAL.html

País atinge 45,7 milhões de acessos em banda larga

Em julho, foram registrados 1,9 milhão de novas conexões de internet rápida, superando em 34% a média mensal deste ano, de 1,4 milhão

O número de acessos em banda larga no País chegou a 45,7 milhões em julho, de acordo com balanço da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). No mês, foram registrados 1,9 milhão de novas conexões de internet rápida, superando em 34% a média mensal deste ano, de 1,4 milhão.

Em 2011, já foram ativados 11,2 milhões de novos acessos, segundo a Telebrasil. Com isso, a quantidade de conexões banda larga ao fim de julho deste ano foi 56,72% superior à do mesmo mês de 2010.

Quase a metade dos acessos à internet rápida no País se dá por celulares, que chegaram a 22,8 milhões em julho. Já os modems 3G totalizaram 6,9 milhões. Com isso, a banda larga móvel acumula um crescimento de 80,1% nos últimos 12 meses, alcançando 29,7 milhões de conexões. Já a banda larga fixa apresentou expansão de 26,3% no mesmo período, chegando a 16 milhões de acessos.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI257923-16382,00-PAIS+ATINGE+MILHOES+DE+ACESSOS+EM+BANDA+LARGA.html

Comércio virtual fatura R$ 8,4 bilhões no 1º semestre

A previsão da e-bit é de que o comércio online deve faturar R$ 10,3 bilhões no segundo semestre, fechando o ano com faturamento de R$ 18,7 bilhões, o que representa uma expansão de 26% ante 2010


O comércio virtual encerrou a primeira metade de 2011 com faturamento de R$ 8,4 bilhões, montante 24% superior ao registrado em igual intervalo de 2010, segundo o relatório WebShoppers da consultoria e-bit. A previsão da e-bit é de que o comércio online deve faturar R$ 10,3 bilhões no segundo semestre, de forma que o e-commerce pode encerrar 2011 com faturamento de R$ 18,7 bilhões, o que representa uma expansão de 26% ante 2010.
Um dos destaques do primeiro semestre é a participação da baixa renda, que representa 61% dos novos entrantes no mundo de compras online com renda familiar de até R$ 3 mil. "Estamos presenciando uma consolidação do setor, tendo em vista o grande número de entrantes nesse primeiro semestre, contribuindo para o faturamento do período", afirmou o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti.
Na análise por segmento, o grupo eletrodomésticos permaneceu na liderança da preferência dos consumidores virtuais, representando 13% do volume total de pedidos. Em seguida, vem o setor de informática, com uma fatia de 12%. Saúde, beleza e medicamentos contribuiu com uma participação de 11%.
Em contrapartida, o setor de livros, assinaturas de revistas e jornais ficou como quarto colocado, com 8%. Eletrônicos completam o grupo dos cinco primeiros mais bem posicionados no varejo eletrônico, com parcela de 6%. Segundo a e-bit, o tíquete médio do período foi de R$ 355,00.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI257862-16357,00-COMERCIO+VIRTUAL+FATURA+R+BILHOES+NO+SEMESTRE.html


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sebrae avalia sustentabilidade nos pequenos negócios


BRASÍLIA (Agência Sebrae)  - Sondagem realizada pelo Sebrae junto a empresários do segmento de pequeno porte revelou que a maioria desconhece o conceito de sustentabilidade, embora desenvolvam ações que mostram sua aplicação no cotidiano das empresas. Apesar de 58% deles afirmarem não ter conhecimento sobre o tema, na prática, entre 61% e 80% já realizam algum tipo de ação sustentável, como controle de consumo de energia, água e papel, coleta seletiva e tratamento de resíduos tóxicos, tais como solventes, produtos de limpeza e cartuchos de tintas.
“Hoje, sustentabilidade é um diferencial de competitividade em todo o mundo, principalmente sob o aspecto do marco legal, já que as certificações de qualidade são requisitos para aquisição de produtos ou contratação de serviços”, diz o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. E cada vez mais, observa o diretor, os consumidores estão mais seletivos e exigem produtos e serviços sustentáveis, ou seja, ambientalmente corretos, socialmente justos e economicamente viáveis.
Grande parte dos empresários – pode-se afirmar – responde de forma proativa e até intuitivamente às demandas do mercado. A maioria dos empresários (72%) considera que devem atribuir um alto grau de importância ao meio ambiente, enquanto apenas 17% acreditam que esse grau de preocupação deve ser médio, seguido por 6% (baixo) e 5% (que não souberam responder).
Os empresários também enxergam a sustentabilidade como um fator mais amplo, associado não somente ao meio ambiente, mas também às questões sociais e econômicas. Isso demonstra que o conhecimento dos pesquisados sobre o assunto não é nulo. Entre eles, 83% disseram que sustentabilidade está fortemente associada ao meio ambiente, 79%, aos assuntos sociais e 78%, também aos econômicos. Além disso, para 47% dos consultados a preocupação ambiental representaoportunidades de ganhos.
Além de gerar lucros, 69% dos empresários entrevistados concordam que adoção de práticas sustentáveis passa uma boa imagem em termos de preservação ambiental para os clientes, contra 17% que não acreditam nessa lógica e 14% que não responderam. Um elevado percentual dos pesquisados, 79%, têm consciência de que empresas com ações de preservação do meio ambiente podem atrair mais clientes. Apenas 12% não relacionaram o aumento de clientela a medidas de preservação e 9% não responderam.
“Os empresários implementam boas práticas com o objetivo de reduzir gastos, principalmente de insumos. Por isso, o debate ambiental passa necessariamente pela eficiência”, avalia o diretor do Sebrae. Segundo ele, é preciso aumentar a eficiência dos processos produtivos a partir do menor consumo de materiais renováveis, como energia e matérias-primas.
A sondagem foi realizada pelo Sebrae com o objetivo de aprofundar a percepção sobre o nível de conhecimento das micro e pequenas empresas em relação ao tema e sua aplicação nos empreendimentos. Para isso, a instituição entrevistou 3.058 empresários de todo o país, nos segmentos de comércio e serviços (83%), indústria e construção civil (12%) e agronegócios (5%).